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Violão Amilton Gomes 2012 CD/IN "Classica Standard" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Amilton Gomes 2012 "Classica Standard" - Novo

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)

Tampo: Cedro Canadense (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C”, suave e fino

Acabamento: Poliuretano

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 660 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57,5 mm

Tarraxas: Deval

Tensor: Não
Estojo: Opcional






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Diagonal

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  • Mão: frente
  • Tarraxas Deval
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Selo

Detalhes

Violão Amilton Gomes 2012 CD/IN "Classica Standard":
(VENDIDO) - nos consulte para encomendar um Ailton Gomes pelo preço de tabela do luthier

O luthier brasileiro Amilton Gomes tem um trabalho bastante raro, na autenticidade e esmero que entrega em seus violões. Ele se inspira na tradicional escola espanhola para construir seus instrumentos clássicos, com violões de sonoridade presente e vigorosa. E tem na produção flamenca um de seus pontos fortes, com guitarras flamencas autênticas, de sonoridade bem característica e estilo fiel à escola espanhola. Ele próprio tem se dedicado há anos a tocar flamenco, com forte influência de Paco de Lucia, e isso transparece no seu estilo de construir. Com genuínas guitarras flamencas, tanto blancas como negras, que possuem beleza de timbre e de acabamento, seu trabalho é elogiado por intérpretes e citado como um dos mais competentes luthiers brasileiros no estilo. 
  
Este exemplar se trata do modelo "Clássica Standard" do luthier, com fundo e laterais em jacarandá indiano e tampo em cedro canadense, ambos de alta qualidade.  O jacarandá é bem uniforme, de corte radial, com veios retos, e propicia boa sustentação e profundidade de graves, com certo brilho. O cedro canadense é de uma qualidade muito boa, com corte radial, estruturas medulares e boa densidade de veios. Braço de cedro brasileiro e escala de ébano. Um conjunto de madeiras de alta qualidade.
  
O timbre é muito interessante, vigoroso, incisivo, como violões tradicionais de cedro espahóis, mas com nitidez acima da média. Existe um brilho e aspecto cristalino no timbre, que torna o violão definido, mesmo mantendo a certa agressividade que o cedro traz ao som. É uma sonoridade típica de cedro, mas com definição muito boa. Além disso, o ataque semi-pronunciado com decaimento rápido típicos de instrumentos de influência madrilenha traz uma certa agressividade, e percussividade, que fazem contraponto a uma certa doçura das frequências médias, que está presente no instrumento. A sustentação boa, com o som durando bem, dá possibilidades de expressão, com bom vibrato e cantabile.
   
O volume é médio-bom, com presença e projeção que possui boa ambiência, difundindo o som para todos os lados, de forma a preencher com suavidade um ambiente. O retorno par quem toca é excelente, e quem toca pode ouvir bem o som do violão, de forma honesta em relação ao como ele projeta para a audiência. Nos pianos, possui bom corpo, e aguenta muito bem toques fortes, atingindo uma dinâmica interessante, sem estourar ou distorcer muito. Não é um instrumento especialmente potente como os modernos, mas tem uma explosividade que gera boa resposta nos fortíssimos.
 
O equilíbrio é muito bom, ainda mais se considerando que se trata de um tampo de cedro. É claro, como um violão tradicional de cedro, ele tem uma tendência a enfatizar os médio-graves, mas tem bom corpo nas cordas agudas, a terceira corda é bem aberta, e os bordões não sobrepujam muito as primas. Entre casas, a potencia, ataque, decaimento e timbre de cada posição é bem consistente.  A afinação é excelente, com o instrumento sendo surpreendentemente fácil de afinar, e mantendo boa consistência de afinação ao longo do braço.
 
A tocabilidade é ótima. O braço, com forma de C, suave, arredondado e numa espessura fina e confortável, permite uma pegada cômoda. A calibragem é muito bem feita, respondendo bem a toques potentes, sem trastejar, mesmo com cordas numa altura confortável para a mão esquerda.O comprimento de corda é 660mm, mas o conforto é tamanho que é difícil perceber. Talvez porque o comprimento maior é em parte compensado pelo menor espaçamento entre cordas, e em parte pela boa regulagem. Assim, pode-se usufruir as vantagens do comprimento 660, como a potência e maior comodidade para a mão esquerda em acordes muito apertados.
O verniz utilizado é o poliuretano, que garante bastante proteção. O acabamento é interessante, bem clássico e estilo espanhol. A combinação das cores avermelhadas e róseas dos filetes e a roseta em mosaico, com o cedro do tampo é bem interessante. O verniz e a montagem muito bem feitos, e a mão com formato bem espanhol. O único porém é que as tarraxas Deval possuem forma de lira, bem tradicional também, mas que o luthier optou por escolher flutuando na lateral da mão, sem a lira estar propriamente encostada na madeira, o que pode ser controverso dependendo do gosto pessoal.
O instrumento pode ir com estojo opcional, simples, ou com bag de tecido. 
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, é novo. Porém, na própria oficina do luhtier, uma corda escapou no cavalete e fez uma marca no verniz. A única marca do instrumento e pela qual o violão está com valor abaixo do normal.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre vigoroso, nítido e bem espanhol. Cedro com definição acima da média. Equilibrio e bom desempenho nas dinâmicas fortes. Tocabilidade ótima, com ajuste calibrado de cordas. 
  
Pontos fracos: Não possui grande potência, apesar de boa. Existe uma pequena marca abaixo do cavalete, de escape de corda.
 
Conclusão: É um instrumento tradicional, com forte influência espanhola, mas que alia a agressividade e presença do cedro com nitidez e brilho. Isso o torna muito versátil, pois pode ser usado para repertório mais nacionalista e rítmico, como música espanhola, século XX, choros, etc.. Mas também possui cantabile e doçura para romantismo, valsas. Além disso, a boa nitidez e articulação dos bordões permitem abordar o repertório renascentista, barroco e clássico. Enfim, bem versátil, com timbre belo, excelente tocabilidade e afinação. Para quem procura um instrumento bem espanhol, mas com versatilidade e valor inacreditavelmente baixo.
 
 

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Especificações Não

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