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Violão Flamenco Amilton Gomes 2011 SP/BR "Negra Top" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Amilton Gomes 2011 "Negra Top" - Usado

Violão Flamenco - Negra

 

Condição: estrutural (4/5), estética (4/5)

Tampo: Abeto Europeu (sólido)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, Sobreposta (tradicional), 19 trastes

Formato do braço: “C”, suave e fino

Acabamento: Poliuretano

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 660 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm

Tarraxas: Rubner

Estojo: Prolok PLOK 100CL






* Selecione a opção "À vista com desconto" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado. 



 

Diagonal

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  • Mão
  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo

Detalhes

Violão Flamenco Amilton Gomes 2011 SP/BR "Negra Top":
 
(VENDIDO)
 
O luthier brasileiro Amilton Gomes tem um trabalho bastante raro, na autenticidade e esmero que entrega em seus violões. Ele tem na produção no estilo flamenco o seu ponto forte, com guitarras flamencas autênticas, de sonoridade bem característica e estilo fiel à escola espanhola. Ele próprio tem se dedicado há anos a tocar flamenco, com forte influência de Paco de Lucia, e isso transparece no seu estilo de construir. Com genuínas guitarras flamencas, tanto blancas como negras, que possuem beleza de timbre e de acabamento, seu trabalho é elogiado por intérpretes e citado como um dos mais competentes luthiers brasileiros no estilo.
 
No universo flamenco, as guitarras que possuem caixa em madeiras escuras, como o jacarandá, são chamadas de "negras", tanto com tampo de pinho como de cedro. As negras são guitarras flamencas com maior sustentação que as blancas (as com caixa em madeira clara, como o cipreste ou maple), porém ainda mantendo a característica de ataque agressivo e decaimento rápido flamencos, e são mais versáteis, com possibilidade de serem solistas, conduzirem melodias, e também boas acompanhadoras. São, por exemplo, as negras que Paco de Lucia utiliza mais comumente
.
Este exemplar se trata do modelo Top do luthier, com fundo e laterais em jacarandá baiano, sendo portanto uma negra, e  tampo em abeto europeu.  O jacarandá é muito bom, bastante escuro, com alta densidade, e o abeto (pinho) é de uma qualidade boa, com ótimas propriedades acústicas, corte radial, estruturas medulares e boa densidade. O tampo possui veios ondulados no bojo superior e uma pequena marca escura na madeira, mas o efeito é apenas estético, e o resultado sonoro é excelente, com acústica inclusive acima da média do luthier. O braço é de mogno e a escala de ébano. São muito boas madeiras, com destaque para o jacarandá baiano escuro e denso.
 
O timbre é límpido, com ataque e presença, e certa secura. Um timbre agressivo mas sofisticado, belo e bem balanceado. O ataque é bem presente, com decaimento abrupto e média-alta sustentação. A sustentação, aliás, é incomumente alta para uma guitarra flamenca, o que a faz ter um gosto solista maior, mas ainda ter um sabor flamenco pelo tipo de ataque e decaimento. O que impressiona é como o luthier consegue conjugar todos os fatores de forma a resultarem numa autêntica guitarra flamenca, sem ter uma sonoridade caricata e seca demais, ou clássica demais. É difícil encontrar essa medida, principalmente nas negras, que podem tender a soarem como violões clássicos aflamencados. Este não é o caso aqui, e esta guitarra tem o sabor flamenco autêntico, com as características solistas de uma negra, adequada para melodias mas também sem embolar nos rasgueados, e com picados bem pronunciados e boa dose de percussividade.
  
O volume é bom, com projeção pontuda e penetrante. A nitidez é excelente, sem embolar nos rasgueios. O equilíbrio entre casas é bom, com comportamento sonoro coerente em todas as posições. As primas são bem projetadas com bordões robustos e nítidos. A corda sol, condizente com a quarta e segunda cordas. A primeira corda possui bom corpo.
 
A afinação é muito boa, funciona bem mesmo com o capo em diversas posições, e a tocabilidade é excelente. O braço tem o ângulo zero, paralelo ao tampo, gerando altura de cordas boa para os golpes de mão direita, com forma de C, suave, arredondado e numa espessura fina e confortável. A calibragem é bem feita, respondendo bem a toques potentes, sem trastejar, mesmo com cordas numa altura confortável para a mão esquerda.O comprimento de corda é 660mm, mas o conforto torna difícil perceber a escala mais longa. Talvez porque isso é compensado pela ótima regulagem. Assim, pode-se usufruir as vantagens do comprimento 660, como a potência e a maior facilidade para acordes apertados, principalmente com o uso do capo. Em resumo, a tocabilidade é fora de série.
  
O verniz utilizado é o poliuretano, que garante bastante proteção, e possui golpeador transparente protegendo os dois lados. O acabamento tem muito bom gosto e esmero. O verniz e a montagem são muito bem feitos, e a mão tem formato bem espanhol. Neste exemplar, a madeira do tampo apresentou, no processo de lixamento final, uma marca escura no bojo superior. Apesar de não influir na sonoridade, o instrumento possui possibilidade de desconto devido à essa questão estética. 
 
Acompanha estojo Prolok feito de fibra ABS (cor cinza), e tarraxas alemãs Rubner.
 
Conservação:
- estrutural: 4/5. Muito bom estado. Possui apenas um pequeno vinco bem leve (de uns 2cm) e estabilizado no fundo. Praticamente invisível, a não ser contra a luz , mas análise detalhada de luthier atesta que não há nenhum comprometimento estrutural presente ou futuro.
- estética: 4/5. Ótimo estado de conservação do acabamento.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre belo, bem balanceado entre o aspecto seco e o ressonante. Tocabilidade excelente, com ajuste calibrado de cordas. Sustentação boa sem descaracterizar a guitarra. Excelente conjunto das características de uma negra, com versatilidade para solo e acompanhamento. Jacarandá baiano excelente.
 
Pontos fracos:  Possui pequeno nó escuro no tampo, da própria madeira, prejudicando a estética, mas não afetando em nada a sonoridade. O violão é recente, e já tem um som razoavelmente aberto, mas ainda vai amadurecer mais.
  
Conclusão: É um instrumento genuinamente flamenco, o que é muito difícil encontrar numa negra, e também no Brasil. O timbre é belo, sofisticado, agressivo e seco. A estrutura interna, cavalete, angulo de braço e, principalmente a sonoridade, são flamencos puros. Tem caráter solista, mas também é excelente acompanhador com rasgueados definidos e nítidos. A tocabilidade é excelente, e a afinação também. Um muito bom instrumento, que mistura o aspecto rítmico com o melódico de forma bem harmoniosa. Com uma sustentação média, revela uma versatilidade rara: pode ser usada tanto para o acompanhamento como para o solo, inclusive podendo desempenhar repertório clássico com condução melódica. Mas não se engane, continua uma genuína guitarra flamenca. Com o valor bem abaixo do de encomenda, aqueles que buscam sonoridade e desempenho podem se beneficiar de um instrumento que realmente tem qualidades bem acima da sua faixa de valor.
 
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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