Bem Vindo à Guitanda!

Violão Antônio de Pádua 2012 CD/BR (VENDIDO)

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Antônio de Pádua 2012 "Master" - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)

Tampo: Cedro Canadense (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C”, suave

Acabamento: Goma-Laca tampo, Poliuretano corpo

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm

Tarraxas: Condor

Tensor: não

Estojo: AMS (incluso)




* Selecione a opção "À vista: depósito, cheque, dinheiro" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado antes da confirmação de fechamento do pedido 


Diagonal

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Condor
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo AMS
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Clássico Antônio de Pádua 2012 CD/BR "Master" n.301:
 
O luthier brasileiro Antônio de Pádua Gomide faz parte de um núcleo muito forte de luteria que tem se desenvolvido no sul de Minas Gerais desde a década de 1990. Antônio de Pádua tem como forte influenciador o lendário luthier Roberto Gomes, com o qual teve contato próximo ao longo de muitos anos. A partir dessa influência, passou a desenvolver um trabalho autoral, com construção focada em versatilidade de estilo e consistência na qualidade sonora. É hoje um dos luthiers mais tradicionais e consolidados desse núcleo mineiro, e tem sido fundamental na consolidação dessa escola, contribuindo na formação de diversos luthiers de qualidade em sua oficina.
   
Neste instrumento, vemos uma amostra do melhor do luthier. É um modelo mais sofisticado do Antonio de Pádua, construído com as melhores madeiras, e com inspiração na estrutura Fleta (um lendário luthier de Barcelona de meados do século 20). O tampo é feito de cedro canadense, uma madeira que gera sonoridade mais grave, presente e encorpada. O corte é de primeira categoria, radial, com veios retos e paralelos, alta densidade de veios e presença de medularidade em toda a extensão. A aparência da madeira é fantástica e transpira qualidade. O fundo e laterais são feitos de excelente jacarandá baiano, de coloração escura e contrastes achocolatados, de corte semi radial (com uma regiãode veios retos) e muitas décadas de corte. O braço feito de mogno e a escala de ébano. Madeiras impressionantes.
  
Como não podia deixar de ser, as características do instrumento são bastante próprias de instrumentos do Antônio de Pádua. É um instrumento de construção tradicional, no modelo espanhol, com estrutura em leque, o que traz uma sonoridade rica, com timbre vigoroso e doce, muito encorpado e a presença incisiva do cedro. É um timbre escuro mas com brilho, e não é nem estridente nem opaco, mas numa faixa sonora que transmite equilíbrio e clareza. O que é excepcional é que mesmo sendo um timbre mais grave, possui ainda um aspecto cristalino. Os graves são profundos, cavernosos, com definição. As primas são densas e penetrantes. O ataque é semi-pronunciado, com decaimento rápido e sustentação boa. Ou seja, ao tocar, o som é macio mas articulado, e rapidamente decai de potência, mas aindapara um nivel bom de volume, e sustenta assim até o final. Isso faz o timbre ficar macio, mas ainda assim com certa percussividade e articulação, e com uma sustentação que permite melodias longas e expressividade. A resposta tímbrica tende mais para a uniformidade, como é típico em cedro, apesar de, obviamente, ser possivel fazer contrastes de colorido movendo a mão.
  
O volume é muito bom, tendendo ao ótimo, em todas as cordas, e a projeção, com ambiência e alcance, gera uma sensação de envolvimento. A nitidez é acima da média em cedro, com boa separação de vozes, boa distinção entre notas, apesar de possuir uma tendência de mesclar as notas de acordes, gerando uma sonoridade mais "molhada". O retorno é excelente, com muito boa fidelidade entre o som que se escuta ao tocar e o som que a platéia escuta. A gama dinâmica é ótima, com pianíssimos encorpados e audíveis, e excelenge controle em direção aos fortes. Os fortíssimos são excelentes, e o violão aguenta "pancada", ou seja, é possível tocar forte sem estourar. O instrumento, aliás, tem muito pouca distorção nos fortíssimos, no máximo ocorrendo uma percussividade no ataque, mas que é logo seguida de uma sonoridade limpa e consistente. Realmente um ponto alto deste violão.
  
O equilíbrio vertical (entre as cordas) é ótimo, com bom corpo em todas as cordas. A relação entre primas e bordões é ótima, com bordões profundos, não encobrindo as primas sonoras. Primeira corda encorpada e presente, terceira corda aberta (apesar de que ainda vai amadurecer mais com a idade). Todas as cordas realmente se projetam e aparecem. O equilibrio horizontal (entre casas) é muito bom, há somente algumas casas com ressonância levemente desigual, como é comum em instrumentos tradicionais, e que tende a se amenizar com o amadurecimento. As posições sobreagudas funcionam muito bem, com sonoridade aberta e bom sustain.
  
A tocabilidade é muito boa. O braço é em formato de C suave, arredondado mas não muito, e de espessura fina sem exagerar. A regulagem está num padrão de concerto (cordas levemente altas), e mesmo assim não se sente muito esforço na mão esquerda. A sensação de toque na mão direita é ótima, com firmeza nas cordas, sem ser duro demais. Há espaço para diminuir a altura de cordas e mesmo assim funcionar muito bem.
   
O verniz utilizado é o poliuretano (PU) no corpo e goma-laca no tampo, o que confere proteção e sonoridade. A goma-laca é uma resina natural, que gera uma sonoridade aberta e que parece "respirar" melhor. O poliuretano permite boa proteção em todas as partes que entram em atrito com o corpo humano (laterais, fundo, braço). O acabamento é bom, com detalhes estético de bom gosto. A roseta de tons esverdeados combina com a tonalidade do cedro do tampo. A mão possui formato diferenciado, com lâminas de jacarandá na região frontal e anterior. O bloco cordal, no cavalete, é decorado com abalone esverdeado. E as madeiras, em si mesmas, são belíssimas.
  
Inclui tarraxas Condor e estojo AMS básico, em bom estado.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. É um violão recém-construído.
- estética: 4/5. Diversas marcas superficiais no verniz do tampo, mas que não atingiram a madeira. Apesar de serem diversas marcas, são discretas e retocáveis.
  
Resumo:
 
Pontos fortes: Sonoridade tradicional, grave e vigorosa, com aura cristalina. Boa potência e gama dinâmica nos fortissimos.  Equilíbrio e tocabilidade.
 
Pontos fracos: Poucas sutilezas de colorido. Tarraxas em bom estado, mas de marca simples.
 
Conclusão: É um instrumento impressionante. Uma rara combinação de timbre refinado com vigor, potência, tocabilidade e equilíbrio. Ter um violão que alie todos esse pontos positivos é um trunfo enorme ao músico. Possui vigor e presença para tocar música espanhola, possui a melancolia e a gravidade, com certa leveza cristalina para valsas clássicas ou populares. Os graves permitem bom desempenho em choro. O equilíbrio e boa articulação são bons para diverso estilos clássicos. Um violão excelente para repertório clássico-romântico, com bom desempenho até para barroco e renascentista, devido a uma boa capacidade de articulação. Sustain interessante para melodias, e boa mistura de frequências para acordes. Apesar de pouca sutileza de colorido, permite contrastes tímbricos, e é longe de ser um instrumento "plano". A capacidade de chegar aos fortíssimos sem distorcer é digna de nota. Enfim, realmente um excelente violão de cedro, indicado para palco e gravações.

Informações Adicionais

Especificações Não

Tags do Produto

Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.