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Violão Tessarin 2010 CD/IN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)

 

Tessarin no.617 - Usado

Violão Clássico

 


Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)

Tampo: Cedro Canadense (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)


Braço: Cedro

Escala: Ébano, tradicional, 20 trastes

Formato do braço: “C”, levemente plano atrás.


Acabamento: PU 


Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 645 mm


Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/58 mm

Tarraxas: Schaller Lira

Tensor: Não

Tornavoz (anel interno na boca)

Estojo: AMS (incluso)


Diagonal

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  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller Lira
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo AMS
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Clássico Antonio Tessarin 2010 no.617:
(VENDIDO)
  
O luthier paulista Antonio Tessarin é renomado por seus instrumentos responsivos de timbre tradicional e sofisticado. E também renomado por seu detalhismo e obsessão na busca pela perfeição. Com forte foco em qualidade e sofisticação sonora, o luthier é frequentemente citado como referência em excelência construtiva, profissionalismo e constância, com instrumentos elogiados e admirados por diversos artistas, didatas e aficionados do meio violonístico.
 
Este instrumento, de 2010, é um violão de cedro que demonstra uma característica do luthier, que é ter excelentes materiais, e muita sofisticação. As madeiras neste instrumento são bem tradicionais, com o fundo em jacarandá indiano de ótimo corte, veios retos e paralelos, e o tampo de cedro canadense bastante denso, de corte radial e medularidade. A combinação de cedro canadense e jacarandá indiano é muito interessante, pois a estabilidade e brilho do jacarandá indiano combinam muito bem com a sonoridade mais quente do cedro. O braço é de cedro brasileiro e a escala de ébano.
 
A sonoridade tem o típico toque Tessarin, delicada, sofisticada, responsiva, muito colorido e equilíbrio. Um violão de cedro, geralmente, tem uma tendência a ser mais embolado e menos definido que um violão de pinho, apesar de gerar mais ambiência, potência e presença. No caso deste violão, o Tessarin consegue disciplinar o cedro, dando a ele uma sonoridade com brilho e sutilezas, com mais nitidez que a média, e mantendo a presença e vigor no timbre. Os graves possuem presença mas também definição, e as agudas são cristalinas. Para um violão de cedro, possui notável resposta tímbrica, com boa variação de cor e sutilezas de gradação. A presença do tornavoz (uma espécie de anel de madeira instalado dentro da boca) visa gerar mais foco e projetar com mais audibilidade, entre outras coisas, e parece ter surtido efeito.
 
A potência é boa, com projeção ótima pra cedro, nítida e com alcance. O violão possui bom desempenho de palco, e é um dos exemplares do Tessarin com maior volume que já passou pela Guitanda. Em termos de gama dinâmica, o instrumento possui pianos nítidos e encorpados, e vai bem até os fortes. Nos fortíssimos, tende a ficar mais percussivo, dando mais ênfase ao ataque em relação ao som subsequente.
 
O ataque é pronunciado, com decaimento de média velocidade, e sustentação média. Com isso, há uma certa percussividade do cedro, mas com um pouco mais de possibilidades de melodia doce e cantabile que o normal nesse tipo de tampo. Por isso mesmo, os vibratos são bons, e é possivel conseguir boa articulação ao mesmo tempo.
 
O equilíbrio, que é uma espécie de marca registrada do luthier, é um ponto forte neste instrumento. O violão é muito equilibrado, com todos os registros (graves e agudos) soando de forma harmoniosa. Seus bordões são potentes, nítidos e com bastante definição. As primas também possuem potência e nitidez, com a terceira corda bem equilibrada e aberta. Horizontalmente, todas as casas possuem boa correlação entre timbre, potencia e decaimento, e o instrumento mantém esse equilíbrio tanto de perto como de longe, na projeção. É como se as frequências viajassem juntas, sem se perder graves ou agudos ao longo do caminho. 
 
O verniz utilizado é o poliuretano (PU), o que confere grande proteção, e com a técnica do Tessarin de camada fina, ainda mantendo boa produção sonora, resultando em excelente conjugação de som e proteção. O acabamento é excelente. O luthier se destaca não em termos de ornamentação, mas em termos de montagem e finalização. Todas as partes, filetes, verniz, etc.. parecem montado à perfeição, com encaixe exato, sem sobras. A ornamentação conservadora, gera uma aura clássica ao instrumento.
 
A tocabilidade é boa, com braço em forma de C, arredondado, mas com um leve achatamento atrás, para melhorar o apoio do polegar esquerdo. A escala de 645 gera um pouquinho menos de tensão, o que facilita a mão esquerda e a direita.
Inclui estojo térmico usado da marca AMS, em muito bom estado de conservação. Tarraxas Schaller.
 
Condição:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, nenhuma rachadura, empenamento ou histórico de reparo.
- estética: 4/5. Algumas marcas bem superficiais no verniz do tampo, que não quebraram o verniz.
 

Resumo:

 
Pontos fortes: equilíbrio excelente, em todos os aspectos. Timbre sofisticado, brilhante. Nitidez acima da média em cedro, alta qualidade de construção, projeção nítida.
 
Pontos fracos: Sustentação mediana, gama dinâmica com certa percussiviadade nos fortíssimos. 
 
Conclusão: Um violão tradicional de alta qualidade, com características de cedro com presença e calor no timbre, mas com nitidez e refinamento. É um dos melores violões de cedro do Tessarin que já pudemos avaliar. Possui todas as características de sofisticação do luthier, mas com potência acima da média dele, e projeção muito boa. Adequado para aqueles que buscam qualidade sonora, equilíbrio e projeção nítida, num violão de tradicional de cedro. O equilíbrio excepcional, som encorpado, ataque presente e demais características o fazem ser extremamente versátil, pois se pode tocar repertório clássico com polifonia (renascimento, barroco), ou melodias com graves bem definidos (clássico, romântico) e peças com percussividade do século 20, ou de repertório popular. Destinado à alta música, e aospalcos, mas também pode dar muito prazer para uso doméstico, e bastante resultado em gravações.

Informações Adicionais

Especificações Não

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