Bem Vindo à Guitanda!

Violão Carlos Novaes 2012 CD/TP (VENDIDO)

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Carlos Novaes 2012 - novo

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)


Tampo: Cedro canadense (maciço)

Fundo e laterais: Tulipa (Dalbergia decipularis) (maciço)

Braço: Mogno

Escala: Violeta (Dalbergia cearensis),  tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C” suave

Acabamento: Nitrocelulose
Rastilho/Pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm

Tarraxas: Wilkinson

Tensor: Não

Estojo: AMS Luxo





* Selecione a opção "À vista com desconto: depósito, cheque, dinheiro" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado antes da confirmação de fechamento do pedido 

Diagonal

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Wilkinson
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Estojo AMS
  • Selo

Detalhes

Violão Carlos Novaes 2012 CD/TP "Tulip"
(VENDIDO) Nos consulte paa encomendar um violão diretamente com o luthier.
  
O luthier Carlos Novaes é unanimemente reconhecido pela sua excelência na construção de instrumentos, tanto em violões de aço de nivel internacional. como em violões clássico de alto nível, equilibrados e luxuosos. Seus instrumentos têm como características a soberba qualidade de construção, a sonoridade sofisticada, a tocabilidade e o acabamento primoroso, considerado por muitos como o melhor do Brasil. Tendo se aperfeiçoado no ofício de construção em ateliers norte-americanos, e com uma atenção primorosa a detalhes estéticos (entre outras coisas, fez uma especialização em pigmentação com artistas restauradores de obras de arte, aplicando esses conhecimentos na produção de colorações exclusivas nos seus vernizes), Carlos Novaes é um dos maiores luthiers do país.
 
Os instrumentos Novaes possuem uma rigorosa seleção de madeiras, com qualidade sonora premium e aparência impactante. O luthier possui extremo bom gosto para selecionar madeiras figuradas (efeitos tridimensionais), desenhadas (padrões dos veios) ou exóticas (espécies diferenciadas), sem abrir mão da resposta de sonoridade. Esse bom gosto estético se traduz também na escolha de filetação, incrustações, formas e pigmentações transparentes especiais no verniz. Os seus violões são montados à perfeição e se caracterizam também por uma construção robusta e harmoniosa que resulta num instrumento de nivel artístico musical e visual. O conceito de arte do luthier tem como premissa uma mentalidade renascentista, em que a perfeição se atinge em todos os detalhes, e na percepção de que o ser humano nunca desliga nenhum de seus sentidos, sendo constantemente sensibilizado pela visão, audição, tato, olfato, etc. Assim, um violão Novaes busca ser um prazer para todos os sentidos, no som (principal), na tocabilidade e na estética, para criar um vínculo emocional mais forte com seu proprietário.
  
Este exemplar é um violão luxuriante, e um fino exemplo do refinamento visual e sonoro descrito acima. Dentro da série Classical Deluxe do luthier, e feito com madeiras raríssimas, de alta qualidade e singular beleza, ele possui um conceito visual totalmente vinculado à coloração bege-rósea, vermelho e arroxeada das madeiras Tulipa (Dalbergia decipularis) e Violeta (Dalbergia cearensis).
  
Conforme se pode perceber, Tulipa e Violeta são duas madeiras da do gênero das Dalbergias, que compreende os jacarandás (que são as madeiras mais valorizadas em luteria). A Tulipa, ou Brazillian Tulipwood, usada no fundo e laterais, é uma madeira raríssima, chamada por muitos de "jacarandá albino", e possui características visuais impactantes, com seus esparsos veios avermelhados em meio a um fundo claro e róseo. É também uma madeira de propriedades acústicas fantásticas, resposta sonora similar à dos jacarandás baianos, com brilho e profundidade no timbre. Pela raridade e valor, aliados à sonoridade excelente, é uma madeira que dá exclusividade refinamento a um instrumento, valorizando-o por si só. E este exemplar possui corte radial, com veios paralelos, o que garante estabilidade e qualidade acústica. O Pau-violeta, ou Kingwood, usdo na escala, é também uma Dalbergia, com coloração violácea, arroxeada, e veio retos. Como madeira de escala, tem ótima durabilidade, similar à dos bons jacarandás, e visualmente gera um conjunto impressionante com a Tulipa. O tampo, de cedro canadense, tem uma coloração levemente dourado-avermelhada, com veios retos de corte radial, e efeitos medulares em toda a extensão, dando um aspecto de seda à madeira. Uma madeira de primeira qualidade, com densidade de veios e propriedades que geram um som envolvente, doce. O braço é de mogno, de uma coloração que complementa todo o restante, e com excelente resistência. É realmente um conjunto de madeiras harmonioso, exclusivo, bem cortado e impactante. Tanto no aspecto sonoro, como no visual e na durabilidade.
  
A sonoridade é macia, doce, mais com muita clareza e nitidez. É um instrumento com frequências muito balanceadas, o que é excepcional em se tratando de tampo de cedro. O timbre tem um equilíbrio marcante, não sendo nem estridente ou brilhante demais, nem grave ou opaco demais. É uma neutralidade boa, que transmite pureza e refinamento. O Novaes fez um excelente trabalho ao conseguir disciplinar dessa forma o cedro, sem perder ainda o aspecto caloroso, presente e doce, da madeira. Suas primas são nítidas e macias e seus graves bonachões, que fazem um colchão doce para as melodias. O ataque é macio, mas com decaimento rápido e boa sustentação. O ataque macio aumenta a doçura do instrumento, enquanto que o decaimento rápido dá definição e facilita a articulação. A boa sustentação faz o som durar o suficiente para poder ser expressivo.
  
A potência é mediana, em se tratando do universo de luteria. É um instrumento mais singelo, intimista, com uma sonoridade mais tradicional. A projeção, porém, é muito boa, com alcance, nitidez (o que é raro em cedro) e uma dose de ambiência, fazendo o som encher o ambiente suavemente por todos os lados. Possui um excelente desempenho nos pianos e mezzos, com sonoridade encorpada e projetada ao se tocar notas mais suaves. Suporta bem toques mais pesados, mas em termos de leque dinâmico, não chega a impactar tanto nos fortíssimos. Mas dentro desses limites, funciona com uma dinâmica bem controlável e segura, e dificilmente estoura o som.
  
O equilíbrio é um dos cartões de visita deste instrumento. Além do timbre em si ser muito equilibrado, há notável equilíbrio vertical e horizontal. No aspecto vertical, entre as cordas, todas elas soam de forma consistente, com a primeira corda encorpada, acompanhando a segunda corda, a terceira corda sem ser opaca, e os bordões macios e presentes, que não sobrepujam as primas. No aspecto horizontal, entre casas, todas as posições funcionam com basicamente o mesmo tipo de ataque, decaimento, sustentação, potência e relação de frequências no timbre. Assim, não há buracos ou notas gritantes, e as posições presas e soltas são equilibradas, assim como as sobreagudas. Naturalmente, a sonoridade é a de um violão novo, e com o tempo e amadurecimento, e equilíbrio tende a aumentar ainda mais.
  
A resposta tímbrica é boa. No sentido do colorido, suas variações são boas em se tratando de cedro, apesar de não ser tão delator de erros e acertos como um violão de pinho. No lado da uniformidade, é muito amigável, podendo gerar consistência tímbrica em melodias em diferentes cordas tocadas com diferentes dedos. Assim, se encontra numa posição interessante entre facilidade de produção de som (escondendo os ruídos) e possibilidades de coloridos tímbricos. Os vibratos são fáceis, e pela excelente tocabilidade, responde bem a ligados.
 
A tocabilidade é outro cartão de visitas. O formato e espessura do braço, o leve abaulamento da escala, o ângulo do braço e ajuste de rastilho, cavalete e trastes são todos muito bem ajustados. O braço tem formato de C suave, com arredondamento leve e espessura na medida em que a mão esquerda não fique encolhida ou aberta demais. O acesso às notas agudas é bem confortável, com o salto (onde o braço junta-se ao corpo) de formato adequado para apoiar o polegar. Realmente, a mão esquerda fica bem confortável. Pestanas, ligados e aberturas ficam menos difíceis de serem executados. Para a mão direita, o espaçamento de cordas é confortável, e a sensação de tensão é boa, nem dura demais nem mole demais.
 
O acabamento é primoroso, como não podia deixar de ser num Carlos Novaes. Além da estética luxuriante das madeiras neste tema tulipa-violeta, a montagem é perfeita, com encaixes, ângulos, simetrias e linhas em perfeita harmonia. É realmente um impacto visual ver este instrumento, que mostra transcendência e uma estética que sensibiliza a alma. Um impacto difícil de mensurar por fotos. A roseta e filetes, em tonalidades na medida certa para as madeiras, são de muito bom gosto. O pau tulipa com brancal, usado como palheta na mão, possui contrastes e desenhos muito belos. Não conseguimos ainda descobrir como o luthier conseguiu achar uma peça de madeira que tivesse os seus veios e desenhos seguindo exatamente o formato da mão. Observação: é uma mão que ele sempre faz para violões clássicos, ou seja, não é que ele tenha feito a mão de acordo com esta madeira. Realmente um símbolo do detalhismo dele. A mão aliás, é um espetáculo à parte, com seu formato altamente peculiar, que o Novaes desenvolveu inspirado por um aspecto de abóbada de catedral, e com os espaços dos rasgos formando a silhueta de duas mãos se unindo. O verniz é a nitrocelulose, que gera mais sonoridade que o poliuretano, e mais proteção que a goma-laca, e foi aplicado e polido com perfeição, finalizando um conjunto impressionante de atributos visuais.
 
As tarraxas Wilkinson, que são as básicas que acompanham o instrumento, são de boa qualidade e de tecnologia básica industrial.
 
Acompanha estojo AMS luxo.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo de qualidade de construção soberba.
- estética: 5/5. Excelente estado, e com uma aura artística na sua estética.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado, nítido e equilibrado. Um instrumento de cedro, com disciplina. Equilíbrio vertical e horizontal. Estética inacreditável, Madeiras raras e valorizadas. Tocabilidade excelente.
 
Pontos fracos: Potência mediana dentro do universo de concerto. Não tem variação de timbre de um violão de pinho. Violão novo, que ainda vai amadurecer.
 
Conclusão: É um instrumento luxuriante. Um dos raros luthiers que se posiciona num mercado que quer luxo e sofisticação estética, aliada a uma sonoridade top. Seu equilíbrio fantástico e tocabilidade excepcionais completam um conjunto de atributos que gera prazer a todos os sentidos. É um instrumento com enorme potencial de criar sérios vínculos emocionais com o dono, pelo prazer que proporciona em diversas dimensões da percepção. No aspecto sonoro, é intimista, com timbre límpido, ataque macio, voz suave. Possui refinamento ns pequenos detalhes sonoros, e é muito adequado a mostrar uma sonoridade versátil, que segue o instrumentista. Muito recomendado para todos os estilos, desde o clássico ao popular. Mistura bem acordes, mas ao mesmo tempo dá nitidez. Talvez não recomendados para quem necessita de um instrumento super potente. Mas em situações de gravação, e amplificação, ou para tocar em pequenas e médias salas, de forma mais intimista, é uma preciosidade. Proporciona um prazer amplo e indescritível, enfim, é um luxo.

Informações Adicionais

Especificações Não

Tags do Produto

Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.