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Violão Carlos Novaes 2008 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Carlos Novaes 2008 - usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano,  elevada, 21 trastes
Formato do braço: “C” suave
Acabamento: Nitrocelulose
Rastilho/Pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm
Tarraxas: Gotoh
Tensor: Não
Estojo: AMS Luxo

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  • Mão
  • Tarraxas Gotoh
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: escala elevada
  • Ambiente
  • Estojo AMS Luxo
  • Selo

Detalhes

O luthier Carlos Novaes é unanimemente reconhecido pela sua excelência na construção de instrumentos, tanto em violões de aço de nivel internacional. como em violões clássico de alto nível, equilibrados e luxuosos. Seus instrumentos têm como características a soberba qualidade de construção, a sonoridade sofisticada, a tocabilidade e o acabamento primoroso, considerado por muitos como o melhor do Brasil. Tendo se aperfeiçoado no ofício de construção em ateliers norte-americanos, e com uma atenção primorosa a detalhes estéticos (entre outras coisas, fez uma especialização em pigmentação com artistas restauradores de obras de arte, aplicando esses conhecimentos na produção de colorações exclusivas nos seus vernizes), Carlos Novaes é um dos maiores luthiers do país.

 

Os instrumentos Novaes possuem uma rigorosa seleção de madeiras, com qualidade sonora premium e aparência impactante. O luthier possui extremo bom gosto para selecionar madeiras figuradas (efeitos tridimensionais), desenhadas (padrões dos veios) ou exóticas (espécies diferenciadas), sem abrir mão da resposta de sonoridade. Esse bom gosto estético se traduz também na escolha de filetação, incrustações, formas e pigmentações transparentes especiais no verniz. Os seus violões são montados à perfeição e se caracterizam também por uma construção robusta e harmoniosa que resulta num instrumento de nivel artístico musical e visual. O conceito de arte do luthier tem como premissa uma mentalidade renascentista, em que a perfeição se atinge em todos os detalhes, e na percepção de que o ser humano nunca desliga nenhum de seus sentidos, sendo constantemente sensibilizado pela visão, audição, tato, olfato, etc. Assim, um violão Novaes busca ser um prazer para todos os sentidos, no som (principal), na tocabilidade e na estética, para criar um vínculo emocional mais forte com seu proprietário.

 

Este exemplar é um violão que traz todo o refinamento visual e sonoro descrito acima. Dentro da série Classical Deluxe do luthier, e feito com madeiras raríssimas, de alta qualidade e singular beleza, ele possui um conceito de construção baseado nas idéias do luthier norte-americano Thomas Humphrey, com braço e tampo em ângulos opostos, gerando uma escala elevada e ângulo de saída de cordas do cavalete mais aberto. O objetivo do projeto é conseguir uma transmissão de energia mais eficiente, e gerar mais potência de forma equilibrada.

 

As madeiras utilizadas neste instrumento são excepcionais em corte, sonoridade e estética. O jacarandá baiano do fundo e laterais é hipnotizante, com corte semi radial, em que se vêem regiões de veios retos e paralelos, e regiões de desenhos dramáticos. As tonalidades de cor vão desde o marrom quase negro até o dourado, com contrastes que fazem a madeira aparentar estar flamejando. Belíssimo jacarandá, que além de tudo possui amadurecimento e sonoridade. No tampo, um abeto (pinho) de corte radial, veios retos, excelente densidade de veios, linda coloração amarelada e reflexo sedoso e luxuriante devido à intensa medularidade em toda a extensão. O braço feito de cedro brasileiro, radial e homogêneo, e a escala de ébano de alta densidade. Madeiras que aliam uma resposta de sonoridade e estrutura soberba, com visual singular.

 

A sonoridade é macia com muita clareza, articulação e nitidez. É um instrumento com frequências muito balanceadas, que retorna um timbre puro, natural, cristalino. Mas possui também definição e uma certa rouquidão na voz, que gera uma sensação de seda, de maciez. O timbre tem um equilíbrio marcante, não sendo nem estridente ou brilhante demais, nem grave ou opaco demais. É uma neutralidade boa, que transmite pureza e refinamento. Suas primas são nítidas, cremosas e macias e seus graves calorosos, definidos e vocais, que fazem um colchão doce para as melodias. O ataque é pronunciado, mas ao mesmo tempo macio, com decaimento rápido e sustentação média. O ataque macio e pronunciado dá doçura e articulação ao mesmo tempo. A articulação é reforçada pelo decaimento rápido, que define o contorno da nota no tempo. Esse curioso envelope sonoro faz com que a resposta tímbrica ganhe uma segunda dimensão. Com controle de toque, é possível ressaltar o aspecto macio do ataque, tornando o instrumento mais legato e suave, ou ressaltar o aspecto pronunciado de decaimento rápido, trazendo percussividade e ritmo. A mudança de timbre em relação às frequências (doce/metálico) é razoável, controlável e fácil, mas a adição dessa versatilidade de resposta no controle do ataque faz a resposta tímbrica se tornar complexa e rica. E ao mesmo tempo, é muito fácil produzir homogeneidade, quando é preciso. Os vibratos são fáceis, e pela excelente tocabilidade, responde bem a ligados.

 

A potência é media-boa. É um instrumento com mais potência que a média, com projeção ótima, com alcance, nitidez e uma dose de ambiência, fazendo o som invadir o ambiente suavemente por todos os lados. Possui um excelente desempenho nos pianos e mezzos, com sonoridade encorpada e projetada ao se tocar notas mais suaves. Suporta bem toques mais pesados, mas em termos de leque dinâmico, não chega a impactar tanto nos fortíssimos. Mas dentro desses limites, funciona com uma dinâmica bem controlável e segura, e dificilmente estoura o som.

 

O equilíbrio é um dos cartões de visita deste instrumento. Além do timbre em si ser muito equilibrado, há notável equilíbrio vertical e horizontal. No aspecto vertical, entre as cordas, todas elas soam de forma consistente, com a primeira corda encorpada, acompanhando a segunda corda, a terceira corda canta (apesar de ainda ter mais margem para amadurecimento), e os bordões macios e presentes, que não sobrepujam as primas. No aspecto horizontal, entre casas, todas as posições funcionam com basicamente o mesmo tipo de ataque, decaimento, sustentação, potência e relação de frequências no timbre. Assim, não há buracos ou notas gritantes, e as posições presas e soltas são equilibradas, assim como as sobreagudas. Naturalmente, a sonoridade é a de um violão relativamente novo, e com o tempo e amadurecimento, e equilíbrio tende a aumentar ainda mais.

 

A tocabilidade é outro cartão de visitas. O formato e espessura do braço, o leve abaulamento da escala, o ângulo do braço e ajuste de rastilho, cavalete e trastes são todos muito bem ajustados. O braço tem formato de C suave, com arredondamento leve e espessura na medida em que a mão esquerda não fique encolhida ou aberta demais. O acesso às notas agudas é bem confortável, com o salto (onde o braço junta-se ao corpo) de formato adequado para apoiar o polegar, e a escala elevada facilitando enormemente o deslocamento da mão ali. é confortável chegar até mesmo à casa 21. Pestanas, ligados e aberturas ficam menos difíceis de serem executados. Para a mão direita, o espaçamento de cordas é confortável, e a sensação de tensão é boa, nem dura demais nem mole demais. A distância maior das coras apra o tampo dá mais liberdade à mão direita, para toques apoiados e rasgueios sem grande risco de se bater a unha no tampo. A profundidade da caixa é confortável, sem deixar o braço direito muito aberto, e mesmo com a escala elevada, a mão esquerda não fica projetada demais à frente.

 

O acabamento é primoroso, como não podia deixar de ser num Carlos Novaes. Além da estética luxuriante das madeiras, a montagem é perfeita, com encaixes, ângulos, simetrias e linhas em perfeita harmonia. É realmente um impacto visual ver este instrumento, que mostra transcendência e uma estética que sensibiliza a alma. Um impacto difícil de mensurar por fotos. A roseta e filetes, em tonalidades na medida certa para as madeiras, são de muito bom gosto. Os frisos de maple tigrado emprestam charme ao violão, assim como a decoração do cavalete em madrepérola. A mão é um espetáculo à parte, com seu formato altamente peculiar, que o Novaes desenvolveu inspirado por um aspecto de abóbada de catedral, e com os espaços dos rasgos formando a silhueta de duas mãos se unindo. As tarraxas Gotoh com botões em ébano e detalhes de abalone combinam perfeitamente com a estética geral. O verniz é a nitrocelulose, que gera mais sonoridade que o poliuretano, e mais proteção que a goma-laca, e foi aplicado e polido com perfeição, finalizando um conjunto impressionante de atributos visuais. Acompanha estojo AMS luxo, e tarraxas Gotoh.

 

Conservação:

- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão de qualidade de construção soberba.

- estética: 4/5. Ótimo estado, e com uma aura artística na sua estética. Está praticamente como novo, com apenas 2 ou 3 pequenos pontos levemente fundos no verniz.

 

Resumo:

 

Pontos fortes: Timbre sofisticado, articulado, nítido e equilibrado. Resposta tímbrica com controle de ataque. Equilíbrio vertical e horizontal. Estética inacreditável, Madeiras raras e valorizadas. Tocabilidade excelente.

 

Pontos fracos: Sustentação mediana. Não tem tanta sutileza de variação de timbre (em termos de frequências). Violão novo, que ainda vai amadurecer.

 

Conclusão: É um instrumento luxuriante e especial. Um dos raros luthiers que se posiciona num mercado que quer luxo e sofisticação estética, aliada a uma sonoridade top. Seu equilíbrio fantástico e tocabilidade excepcionais completam um conjunto de atributos que gera prazer a todos os sentidos. É um instrumento com enorme potencial de criar sérios vínculos emocionais com o dono, pelo prazer que proporciona em diversas dimensões da percepção. No aspecto sonoro, é natural com timbre límpido, ataque macio e pronunciado ao mesmo tempo, voz suave e penetrante. Pela sua articulação complexa, é muito recomendado para estilos como barroco, século 20, e tudo o mais que necessite de boa definição e contorno nas notas. Os graves presentes e envolventes são muito bons para o repertório do período clássico, e também para o popular. Mistura bem acordes, mas ao mesmo tempo dá nitidez e gera muito boa ritmica. Talvez não recomendado apenas para quem necessita de um instrumento mais romântico, com tendência ao doce e sustain. Mas em repertórios que exijam equilíbrio, articulação, nitidez e separação de vozes, tanto em situações de gravação como em concerto e amplificação, é uma preciosidade. 

Informações Adicionais

Especificações Não

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