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Violão Carlos Novaes 2010 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Carlos Novaes 2010 - usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano Figurado (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro Tigrado
Escala: Ébano,  tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “C” suave
Acabamento: Nitrocelulose
Rastilho/Pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm
Tarraxas: Gotoh
Tensor: Não
Estojo: AMS Luxo



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  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Gotoh
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Fundo - Jacarandá figurado
  • Braço tigrado
  • Estojo AMS
  • Selo

Detalhes

Violão Carlos Novaes 2010 SP/BR
 
O luthier Carlos Novaes é unanimemente reconhecido pela sua excelência na construção de instrumentos, tanto em violões de aço de nivel internacional. como em violões clássico de alto nível, equilibrados e luxuosos. Seus instrumentos têm como características a soberba qualidade de construção, a sonoridade sofisticada, a tocabilidade e o acabamento primoroso, considerado por muitos como o melhor do Brasil. Tendo se aperfeiçoado no ofício de construção em ateliers norte-americanos, e com uma atenção primorosa a detalhes estéticos (entre outras coisas, fez uma especialização em pigmentação com artistas restauradores de obras de arte, aplicando esses conhecimentos na produção de colorações exclusivas nos seus vernizes), Carlos Novaes é um dos maiores luthiers do país.
 
Os instrumentos Novaes possuem uma rigorosa seleção de madeiras, com qualidade sonora premium e aparência impactante. O luthier possui extremo bom gosto para selecionar madeiras figuradas (efeitos tridimensionais), desenhadas (padrões dos veios) ou exóticas (espécies diferenciadas), sem abrir mão da resposta de sonoridade. Esse bom gosto estético se traduz também na escolha de filetação, incrustações, formas e pigmentações transparentes especiais no verniz. Os seus violões são montados à perfeição e se caracterizam também por uma construção robusta e harmoniosa que resulta num instrumento de nivel artístico musical e visual. O conceito de arte do luthier tem como premissa uma mentalidade renascentista, em que a perfeição se atinge em todos os detalhes, e na percepção de que o ser humano nunca desliga nenhum de seus sentidos, sendo constantemente sensibilizado pela visão, audição, tato, olfato, etc. Assim, um violão Novaes busca ser um prazer para todos os sentidos, no som (principal), na tocabilidade e na estética, para criar um vínculo emocional mais forte com seu proprietário.
  
Este exemplar é um violão que traz todo o refinamento visual e sonoro descrito acima. Dentro da série Classical Deluxe do luthier, e feito com madeiras raríssimas, de alta qualidade e singular beleza, ele possui um conceito de construção tradicional. As madeiras utilizadas neste instrumento são excepcionais em corte, sonoridade e estética. O jacarandá baiano do fundo e laterais é hipnotizante, com desenhos dramáticos nos veios que se projetam em todas as direções, e um raríssimo efeito figurado tigrado. As tonalidades de cor possuem o marrom avermelhado e os negros com densidade de veios rara de se ver em jacarandás. Belíssima madeira que além de tudo possui amadurecimento e sonoridade. No tampo, um abeto (pinho) de corte radial, veios retos, excelente densidade, reflexo sedoso e luxuriante devido à intensa medularidade em toda a extensão. E possui também o efeito "bearclaw", em que o reflexo das fibras gera um efeito de como se as garras de um urso tivessem passado no tampo. O braço, feito de cedro brasileiro, radial e homogêneo, possui o efeito tigrado, completando o exotismo das madeiras deste instrumento. A escala é feita de ébano, negro e radial.
  
A sonoridade é macia com muita clareza, articulação e nitidez. É um instrumento com frequências muito balanceadas, que retorna um timbre puro, natural, cristalino. Mas possui também definição e uma certa rouquidão na voz, que gera uma sensação de seda, de maciez. O timbre tem um equilíbrio marcante, não sendo nem estridente ou brilhante demais, nem grave ou opaco demais. É uma neutralidade boa, que transmite pureza e refinamento. Suas primas são nítidas, cremosas e seus graves definidos e vocais, que fazem um colchão doce para as melodias. O ataque é pronunciado, com decaimento lento e sustentação média. O ataque pronunciado dá articulação e impacto sonoro. Já o decaimento lento faz o som se manter quase no memso nivel inicial ao longo do tempo, o que gera uma sensação de ressonância e sustain maior do que o real. Esse curioso envelope sonoro faz com que o violão soe peculiar, quase como se as coras de nylon se comportassem com a articulação e sustain de cordas de aço. Mas com o timbre equilibrado e doce do violão clássico. O colorido de timbre em relação às frequências (doce/metálico) é bom, controlável e fácil. E ao mesmo tempo, é muito fácil produzir homogeneidade, quando é preciso. Os vibratos são fáceis, e pela excelente tocabilidade, responde bem a ligados.
  
A potência é regular. É um instrumento com volume médio, mas com projeção ótima, com alcance, nitidez e uma dose de ambiência, fazendo o som invadir o ambiente suavemente por todos os lados. Possui um excelente desempenho nos pianos e mezzos, com sonoridade encorpada e projetada ao se tocar notas mais suaves. Suporta bem toques mais pesados, mas em termos de leque dinâmico, não chega a impactar tanto nos fortíssimos. Dentro desses limites, funciona com uma dinâmica bem controlável e segura, e dificilmente estoura o som. 
  
O equilíbrio é um dos cartões de visita deste instrumento. Além do timbre em si ser muito equilibrado, há notável equilíbrio vertical e horizontal. No aspecto vertical, entre as cordas, todas elas soam de forma consistente, com a primeira corda encorpada, acompanhando a segunda corda, a terceira corda canta (apesar de ainda ter mais margem para amadurecimento), e os bordões macios e presentes, que não sobrepujam as primas. No aspecto horizontal, entre casas, todas as posições funcionam com basicamente o mesmo tipo de ataque, decaimento, sustentação, potência e relação de frequências no timbre. Assim, não há buracos ou notas gritantes, e as posições presas e soltas são equilibradas, assim como as sobreagudas. Naturalmente, a sonoridade é a de um violão relativamente novo, e com o tempo e amadurecimento, e equilíbrio tende a aumentar ainda mais. Mas é excepcional o equilíbrio, como é marca registrada do luthier.
  
A tocabilidade é outro cartão de visitas do Novaes. O formato e espessura do braço, o leve abaulamento da escala, o ângulo do braço e ajuste de rastilho, cavalete e trastes são todos muito bem ajustados. O braço tem formato de C suave, com arredondamento leve e espessura na medida em que a mão esquerda não fique encolhida ou aberta demais. O acesso às notas agudas é bem confortável, com o salto (onde o braço junta-se ao corpo) de formato adequado para apoiar o polegar. Pestanas, ligados e aberturas ficam menos difíceis de serem executados. Para a mão direita, o espaçamento de cordas é confortável, e a sensação de tensão é boa, nem dura demais nem mole demais. A profundidade da caixa é confortável, sem deixar o braço direito muito aberto.
 
O acabamento é primoroso, como não podia deixar de ser num Carlos Novaes. Além da estética luxuriante das madeiras, a montagem é perfeita, com encaixes, ângulos, simetrias e linhas em perfeita harmonia. É realmente um impacto visual ver este instrumento, que mostra transcendência e uma estética que sensibiliza a alma. Um impacto difícil de mensurar por fotos. Cada ângulo de luz que bate no violão revela uma nova faceta. A roseta e filetes, em tonalidades beges e avermelhadas, são na medida certa para as madeiras, e a sobriedade mantém as amdeiras como o ponto focal. Os diversos efeitos figurados tigrados emprestam exotismo ao violão, assim como a decoração do cavalete em madrepérola. A mão é um espetáculo à parte, com seu formato altamente peculiar, que o Novaes desenvolveu inspirado por um aspecto de abóbada de catedral, e com os espaços dos rasgos formando a silhueta de duas mãos se unindo. As tarraxas Gotoh com formato de lira e cor preta com detalhes dourados combinam perfeitamente com a estética luxuriante geral. O verniz é a nitrocelulose, que gera mais sonoridade que o poliuretano, e mais proteção que a goma-laca, e foi aplicado e polido com perfeição, finalizando um conjunto impressionante de atributos visuais.
 
Acompanha estojo AMS luxo.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão de qualidade de construção soberba.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, e com uma aura artística na sua estética. Está praticamente como novo, com apenas pequenas e poucas marcas bem superficiais no verniz, bem discretas, quase invisíveis.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Equilibrio. Timbre sofisticado, articulado, nítido. Ataque e decaimento peculiares. Estética inacreditável, Madeiras raras e valorizadas. Tocabilidade excelente.
 
Pontos fracos: Sustentação e potência medianas. Não tem tanta sutileza de variação de timbre (em termos de frequências). 
 
Conclusão: É um instrumento luxuriante e especial. Um dos raros luthiers que se posiciona num mercado que quer luxo e sofisticação estética, aliada a uma sonoridade sofisticada. Seu equilíbrio fantástico e tocabilidade excepcionais completam um conjunto de atributos que gera prazer a todos os sentidos. É um instrumento com enorme potencial de criar sérios vínculos emocionais com o dono, pelo prazer que proporciona em diversas dimensões da percepção. No aspecto sonoro, é natural com timbre límpido, ataque pronunciado ao mesmo tempo de um decaimento lento, voz suave e penetrante. Pela sua articulação complexa, é muito recomendado para estilos como barroco, século 20, e tudo o mais que necessite de boa definição e contorno nas notas. E possui também a versatilidade para os estilos populares, lidando bem com a parte rítmica quer em acordes puxados com os dedos ou até mesmo em batidas. Mistura bem acordes, mas ao mesmo tempo dá nitidez e gera muito boa ritmica. Talvez não recomendado apenas para quem necessita de um instrumento mais romântico, com tendência ao doce e sustain. Mas em repertórios que exijam equilíbrio, articulação, nitidez e separação de vozes, tanto em situações de gravação como em concerto e amplificação, é uma preciosidade. Um dos instrumentos mais belos que já avaliamos.

Informações Adicionais

Especificações Não

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