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Violão Eduardo Brito 2010 CD/PF (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

VENDIDO


Eduardo Brito 2010 "Munich" - Novo

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)

Tampo: Cedo Canadense (sólido)

Fundo e laterais: Pau-Ferro (sólido)

Braço: Mogno

Escala: Braúna, Sobreposta (tradicional), 19 trastes

Formato do braço: “C”, suave

Acabamento: Goma-Laca

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/55 mm

Tarraxas: Rubner

Tensor: Não

Estojo: AMS (incluso)





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  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: Roseta e filetação
  • Detalhe: tampo
  • Estojo AMS
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Eduardo Brito 2010 CD/PF "Munich Especial" n.101:
VENDIDO
 
O luthier brasileiro Eduardo Brito, radicado em Brasilia-DF, desenvolve desde a década de 1990 um trabalho autoral, inovador e de alta qualidade. Em sua formação de luthier, se especializou com o mestre canadense Sergei de Jonge, e membro filiado da GAL (Guild of American Luthiers), uma das mais prestigiosas associações de luteria do mundo. Eduardo Brito está em constante contato com os novos avanços da luteria mundial, e desenvolve um trabalho que reverencia a tradição secular do instrumento e perscruta novo caminhos da luteria contemporânea. Pesquisa intensamente novas possibilidades de madeira para diversas partes do instrumento  e utiliza diversas técnicas de construção para atingir um resultado global mais harmônico. Com grande variedade de modelos, que abarcam influências históricas de Torres, Hauser e outros grandes nomes, ele é um luthier versátil que imprime sua marca pessoal nos instrumentos que produz.
  
Este exemplar, novo, é baseado na estrutura de um violão Hermann Hauser I, de 1943, o que dá a ele uma sonoridade tradicional, mas é claro, possui detalhes pessoais do luthier que buscam otimizar a estrutura, como o formato de cavalete e ajustes internos. A escolha das madeiras é resultado de pesquisa e seleção do Eduardo Brito, com objetivo de combinar resultados acústicos para harmonizar as características de cada espécie. O tampo é de Cedro Canadense, de alta qualidade, com veios retos, raios medulares em grande extensão, boa densidade e bem seco. Para o fundo e laterais o luthier escolheu o Pau-Ferro, do norte de Goiás, de grande densidade, tonalidade escura e veios retos. Como o próprio nome diz, é uma madeira bem dura, que se caracteriza por gerar mais brilho na sonoridade. Como o cedro do tampo produz timbres mais graves, o resultado final da combinação é um som equilibrado, com calor e nitidez. A escala é feita de Braúna, uma madeira dura e resistente, e o braço de Mogno.
 
A sonoridade é bastante equilibrada, com timbre encorpado mas sem perder brilho. Não é estridente como alguns cedros, mas possui ainda um som penetrante, com graves definidos e não espalhados. Possui ataque pronunciado e decaimento razoavelmente rápido, com sustentação média. Isso confere ao violão uma característica de agressividade e certo nivel de percussividade, o que ressalta bastante acentos rítmicos e articulação. Possui bom balanço de frequências graves, médias e agudas, propiciando um timbre equilibrado. Não é um violão com graves muito profundos, ou com primas muito brilhantes, mas se encontra num patamar balanceado.
 
O equilíbrio é fantástico, tanto verticalmente (entre cordas) como horizontalmente (entre casas). A terceira corda se mistura muito bem com as vizinhas, tendo brilho e corpo. A primeira corda possui o mesmo corpo das demais. Os bordões não encobrem as primas e são focados e definidos. Entre casas, o desempenho é uniforme, com boa resposta nos sobreagudos, e posições presas soando bem com posições soltas. Realmente é um aspecto diferencial do instrumento.
 
 O volume é médio, suficiente para concerto, dentro do padrão tradicional. A projeção é bem disciplinada, com bom alcance e ambiência, e surpreendente foco e nitidez para instrumentos de cedro. Boa resposta dinâmica, com pianos bem projetados e variação uniforme de acordo com estímulo em direção aos fortes.
 
A tocabilidade é razoável, com braço em formato de C suave, tendo leve abaulamento atrás, e espessura média. A resposta  a vibratos e variação de timbre é um pouco menor, com o violão tendendo à uniformidade.
 
O verniz utilizado é a goma-laca. Um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção. Mas também bastante sensível a riscos. Apesar de ser um instrumento novo, possui poucas e pequenas marcas no tampo, provenientes de experimentação na oficina. Curiosamente, são marcas de "grife", pois foram deixadas por 3 grandes violonistas que experimentaram o instrumento: Rogerio Caetano, Marco Pereira e Eduardo Isaac. De qualquer forma, a goma-laca é bem aplicada, na técnica boneca, e a aparência e praticamente intacta. E o luthier também instalou uma película plástica, com formato de escudo, transparente e praticamente invisível, na região da boca abaixo das primas .
 
Inclui estojo térmico da marca AMS usado em razoável condição (o único defeito é possuir um raspado que rasgou o revestimento numa das quinas)  e tarraxas alemãs Rubner, em perfeita conservação.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo, e de qualidade de construção muito boa.
- estética: 4/5. Ótimo estado, poucas e superficiais marcas no verniz.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Equilibrio fantástico. Timbre equilbrado, disciplinado, com propriedades do cedro e nitidez. Resposta dinâmica uniforme.
 
Pontos fracos: É novo e precisa de mais amadurecimento. Volume apenas médio. Pouco colorido tímbrico.
 
Conclusão: É um instrumento muito bom, com seu ponto alto na controlabilidade da sonoridade. Timbre equilibrado, com muita facilidade de se produzir consistência sonora (as notas soam de forma consistente, sem altos e baixos em timbre, sustentação ou ressonância). A escolha de madeiras com excelente corte e com características complementares com certeza contribui para esse resultado. O ataque pronunciado faz o contraponto desse equilíbrio, dando o tempero ao som, que fica mais penetrante e favorável ao ritmo. Um instrumento com boas características para repertório polifônico, espanhol, moderno, e super adequado para música popular instrumental brasileira. Pelas características, também é perfeito para MPB. Bastante versatilidade com qualidade.
 
 

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Especificações Não

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