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Violão Eduardo Brito 2011 SP/IN "Gotham" (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(ESGOTADO)

Eduardo Brito 2011 "Gotham" - Novo
Violão Clássico
   
Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)
Tampo: Abeto Europeu (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Braúna, elevada, 19 trastes
Formato do braço: “C”, suave
Acabamento: Nitrocelulose
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/55 mm
Tarraxas: Condor
Cutaway: Sim
Tensor: Não
Estojo: Strinberg (incluso)



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Diagonal

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral: graves
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Lateral: cutaway
  • Culatra, tampa de manutenção e arqueamento do tampo
  • Ambiente
  • Detalhe: escala elevada
  • Mão
  • Tarraxas Condor
  • Mão: costas
  • Bocas e cavalete
  • Detalhe: filetação e boca
  • Detalhe: tróculo
  • Selo
  • Estojo Strinberg

Detalhes

Violão Clássico Eduardo Brito 2011 SP/IN "Gotham" n.108:
 
O luthier brasileiro Eduardo Brito, radicado em Brasilia-DF, desenvolve desde a década de 1990 um trabalho autoral, inovador e de alta qualidade. Em sua formação de luthier, se especializou com o mestre canadense Sergei de Jonge, e membro filiado da GAL (Guild of American Luthiers), uma das mais prestigiosas associações de luteria do mundo. Eduardo Brito está em constante contato com os novos avanços da luteria mundial, e desenvolve um trabalho que reverencia a tradição secular do instrumento e perscruta novo caminhos da luteria contemporânea. Pesquisa intensamente novas possibilidades de madeira para diversas partes do instrumento  e utiliza diversas técnicas de construção para atingir um resultado global mais harmônico. Com grande variedade de modelos, que abarcam influências históricas de Torres, Hauser e outros grandes nomes, ele é um luthier versátil que imprime sua marca pessoal nos instrumentos que produz.
  
Este exemplar, da coleção do luthier, é um projeto original do luthier, baseado no conceito dos "archtops", ou violões Jazz, que possuem arqueamento do tampo e do fundo. Essa característica construtiva, em geral, busca dar aos instrumentos uma sonoridade mais rica em médios, com baixos macios, ataque suave e gera menos tensionamento nas cordas. Como o tampo é submetido a um tensionamento interno que o faz mais rígido, ele possui menos perda de energia e acaba-se conseguindo um bom aproveitamento da vibração da corda e consequente aumento de potência. Como todos os modelos do Eduardo Brito, este é também nomeado com um nome de cidade. Curiosamente, este modelo se chama "Gotham", uma cidade de história em quadrinhos, provavelmente devido ao fato de ser o mais criativo e diferente entre os modelos do luthier. Além do arqueamento do fundo e tampo, ele possui bocas com formato e posicionamento fora do convencional, escala elevada, estrutura em treliça e uma profundidade um pouco menor que os modelos clássicos, equilibrando leveza, maciez de sonoridade mas com potência acima da média. Um instrumento projetado para excelente desempenho em harmonias, indicado para Jazz, Bossa, MPB, acompanhamento e solo.
 
A escolha das madeiras é resultado de pesquisa e seleção do Eduardo Brito, com objetivo de combinar resultados acústicos para harmonizar as características de cada espécie. O tampo é de abeto europeu, com veios retos, raios medulares em grande extensão e bem seco. Para o fundo e laterais o luthier escolheu o Jacarandá Indiano, de grande densidade, tonalidade escura e veios retos. É uma madeira muito tradicional, que se caracteriza por gerar boa profundidade e certo brilho na sonoridade. Como a estrutura do Gotham é voltada a gerar excelente resposta de médios e sonoridade mais macia,  o resultado final da combinação gera um certo brilho e profundidade que complementam perfeitamente o projeto. A escala é feita de Braúna, uma madeira dura e resistente, e o braço de Mogno.
 
A sonoridade é macia, com primas definidas, mas com certa suavidade e creme, e baixos macios, "softs", que fazem uma cama sonora envolvente aos acordes e melodias. O timbre possui muito boa resposta nos médios, tornando o som caloroso, jocoso, sem ser excessivamente nasal. A resposta ao brilho e graves também é equilbrada, fazendo a sonoridade ser macia mas sem ser opaca. Possui ataque macio, sem nenhuma estridência, e decaimento que segura o som por um breve instante e depois diminui, com sustentação média-baixa. Isso gera um ataque suave, com boa sonoridade, mas ainda articulado, para ressaltar ritmo. A sustentação é o suficiente para segurar melodias, e extremamente adequada para "chord melody", sem ser longa demais a ponto de embolar. O som possui uma dose muito intressante de mistura, com as notas de um acorde se mesclando à perfeição.
 
A resposta tímbrica é muito boa, com boa variação de colorido, e relativa facilidade de uniformizar as notas. Ou seja, grande controlabilidade. VIbrato fácil,
  
O equilíbrio é excelente, principalmente verticalmente (entre cordas). A terceira corda se mistura muito bem com as vizinhas, tendo brilho e corpo. A primeira corda possui o mesmo corpo das demais. Os bordões não encobrem as primas e são macios e jocosos. Entre casas, o desempenho é uniforme, com boa resposta nos sobreagudos, e posições presas soando bem com posições soltas. Uma ou outa posição ainda possui as normais diferenças pequenas de ressonância, mas que tendem a se uniformizar com o amadurecimento. Realmente é um aspecto diferencial do instrumento.
   
O volume é acima da média, o que é fantástico considerando-se que é um instrumento com caixa menos profunda. O aproveitamento do tampo arqueado aqui se faz presente, com boa potência e projeção, que mistura alcance e ambiência. Dessa forma, mesmo com uma sonoridade macia e sutil, ideal apra amplificar, ainda possui os atributos acústicos para se fazer ouvir sem amplificação. Já a resposta dinâmica não é tão ampla. O violão funciona no seu patamar ideal ao se tocar de forma normal, sem forçar muito a mão direita. Possui suavidade e foco nos pianos, e vai bem até toques mezzo-fortes. Acima disso, fica mais percussivo e tende a estourar.
  
A tocabilidade é excelente. As cordas ficam num tensionamento muito confortável, com o suficiente para se fazerem sentir na mão direita, mas sendo leves ao toque, para as duas mãos. O braço e escala são muito bem proporcionados, e facilitam acordes, pestanas e mudanças de posição. O braço é em formato de C suave, tendo leve abaulamento atrás, e espessura média. A escala elevada ajuda nas posições altas, e o fato de ter cutaway faz com que atingir as notas sobreagudas seja quase trivial.
  
O verniz utilizado é a nitrocelulose. Um verniz bastante que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos do que o poliuretano, e mais proteção do que a goma-laca. Apesar de ser um instrumento novo, que saiu diretamente da oficina do luthier, possui poucas, leves e pequenas marcas no tampo, provenientes de experimentação na oficina. Marcas que se confundem as vezes com poros da própria madeira, por serem bem sutis. Esteticamente, é um instrumento muito diferenciado, com seu projeto inovador, e realmente chama a atenção.
  
Inclui estojo da marca Stringberg e tarraxas Condor.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo, e de qualidade de construção muito boa.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, pouquíssimas e leves marcas no verniz.
  
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre acetinado com baixos macios e ataque suave. Equilibrio e tocabilidade. Desempenho em acordes fantástico. Resposta tímbrica muito controlável.
 
Pontos fracos: É novo e precisa de mais amadurecimento. Resposta dinâmica mais comprimida. Sustentação e nitidez baixas para clássico.
  
Conclusão: É um instrumento singular. Realmente é um projeto voltado para se conseguir o máximo desempenho para Jazz, Bossa e estilos que busquem uma sonoridade macia, porém nitida, e que misturem acordes na medida certa, sem perder a distinção entre notas e o aspecto rítmico. Com uma resposta excepcional de médios, que consegue fazer o som ser cheio, meloso, mas sem ser excessivamente nasal, este instrumento gera um timbre que não tem o ardido e a estridência dos instrumentos clássicos, mas que não é opaco ou seco demais. É uma sonoridade bela, e que deve agradar muito aqueles que têm preferência pelo timbre jazzístico das archtops, mas que quer o desempenho acústico de um violão de primeira linha. Além disso, a tocabilidade é realmente extraordinária, e responde bem aos toques suaves e intimistas, que geralmente ficam subaproveitados nos instrumentos clássicos. É como se possuísse todas as vantagens dos violões flat, mas com um som acústico pleno. Tanto para "chord melody", com excelente mistura das dissonâncias e consonâncias, como para acompanhamento harmônico mais rítmico, o violão possui características perfeitamente adequadas para gravações e apresentações ao vivo, solistas ou de acompanhamento. Muito recomendado.
 
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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