Bem Vindo à Guitanda!

Violão Marcos Evangelista 2010 CD/IN "Composite" (VENDIDO)

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Marcos Evangelista 2010 "Composite" - Novo

Violão Clássico


(VENDIDO)

 

Condição: estrutural (5/5), estética (3/5)

Tampo: Cedro Canadense (composite)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (sólido)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “D”

Acabamento: Goma-Laca tampo, Poliuretano corpo

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 45,5/56 mm

Tarraxas: Derjung

Tensor: Não

Estojo: AMS Luxo (usado)




* Selecione a opção "À vista: depósito, cheque, dinheiro" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado antes da confirmação de fechamento do pedido


Diagonal

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal Fundo
  • Mão
  • Tarraxas Derjung
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: Roseta e filetes
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Marcos Evangelista 2010 CD/IN "Composite":
(VENDIDO. Nos consulte para encomendar um Marcos Evangelista)
 
O luthier brasileiro Marcos Evangelista reside em Goiás, e faz parte da geração de luthiers que despontou no país a partir do século 21. Seu nome é um dos mais bem sucedidos dessa geração, e seu trabalho foi premiado com o primeiro lugar no III Concurso Nacional de Luteria, organizado pelo conceituado Conservatório de Tatuí. Os violões de Marcos Evangelista se caracterizam pela beleza do timbre e qualidade de construção, e são um fino exemplo da arte de construção de instrumentos musicais.
 
Este exemplar é um modelo com construção moderna, e traz conceitos utilizados em violões chamados Composite ou Double Top, com o tampo formado por uma composição de 3 camadas: 2 de madeira e um miolo de Nomex, que é um material sintético em forma de favos de mel. O objetivo é conseguir uma sonoridade mais equilibrada, com maior sustentação e bom volume em relação à construção tradicional espanhola. Isso se dá através da maior resistência estrutural que o Nomex proporciona, permitindo um tampo com espessura mais fina sem perda de integridade, e portanto mais vibrante e responsivo. Foi finalizado no final de 2010, e após um período em que o luthier manteve o instrumento para tirar conclusões sobre o estilo de construção, está agora disponivel para venda.
 
A madeira do tampo é o cedro canadense, de corte radial e muito boa densidade de veios. Pode-se notar a presença de medularidade, que são os rajados transversais ao veios, em toda a extensão do tampo, dando um aspecto de seda à madeira. O fundo e laterais são de jacarandá indiano, de muito bom corte também. A estrutura interna é tradicional, gerando uma sonoridade bem natural ao instrumento. Com escala de ébano e braço de mogno, é um conjunto muito bom de materiais.
 
O timbre tem beleza, com doçura, robustez e boa presença de graves. O caráter escuro do timbre transmite  uma sensação de força, corpo e seriedade. É vigoroso e com personalidade. Enfim, é uma sonoridade bela, marca do luthier. As primas são nítidas e pastosas, e os bordões bem profundos e aveludados. O volume é de regular para bom, dentro do universo de luteria, com projeção nítida e bom alcance. O ataque é suave e a sustentação boa, com as notas decaindo bem devagar sem grande percepção de queda sonora após o ataque. Essas características proporcionam ao violão uma característica de maciez no som.
 
O equilíbrio é o ponto alto, com ótima relação entre cordas e entre casas. As posições soam de forma muito coerente, e é possível digitar passagens em diferentes regiões do braço, e fazer com que elas funcionem de forma próxima, tanto em sonoridade como no envelope sonoro (ataque, decaimento e sustentação). A corda sol é muito boa, sonora, e a corda mi ão perde corpo em relação à corda si. Os bordões não encobrem as primas, e as posições sobreagudas funcionam bem. A afinação é bem consistente em todo o braço.
 
A resposta é bem balanceada, tem bom desempenho entre pianos e mezo fortes, apesar de não ter leque dinâmico tão pronunciado. A resposta tímbrica não tem grande variação, mas é um bom meio termo entre o controle da uniformidade do som e de colorido. Não evidencia ruídos de unha, e possui boa resposta ao vibrato.
 
A tocabilidade é muito boa. É razoavelmente fácil para mão esquerda e o rastilho é regulável, podendo aumentar ou diminuir a altura de cordas ao movê-lo para esquerda ou direita. O braço tem forma de D, com abaulamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, fina o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais. O salto é baixo e com formato adequado para o apoio do polegar nas posições acima da casa 12. O que gera muito conforto é a facilidade de produzir som com a mão direita, com menor necessidade de esforço que num violão tradicional, pois o violão é bem responsivo. Um toque mais leve com a mão direita já produz o som desejado, o que ajuda no relaxamento da mão.
 
O acabamento, razoável, é com goma-laca no tampo e poliuretano no corpo. A goma-laca propicia uma sonoridade mais livre, e o poliuretano a proteção. O acabamento é bastante bem realizado, com boa uniformidade estética. A construção, na parte estética, é de muito bom gosto. Alta qualidade na montagem, ornamentação e demais detalhes. A roseta combina bem com o cedro escuro. O único problema é que no processo de lixagem do tampo, uma parte do filete externo da roseta foi lixado em excesso, e ficou um pouco apagado. Algo difícil de reparar num primeiro momento, e que não destoa no conjunto geral, Porém, por isso, o instrumento teve o seu valor reduzido. As tarraxas são belas com botões tradicionais, a mão muito bem entalhada e com palhetas dos dois lados.
  
Inclui estojo térmico da marca AMS e tarraxas especiais Derjung, com rollers pretos e botões em chifre.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 3/5. Razoável estado. No tampo, somente 1 marca de unha no verniz no lado dos bordões, e 1 pequeno ponto abaixo do cavalete, do manuseio na própria oficina do luthier. O aspecto mais sério é o filete externo do anel da roseta, que apresenta descoloração, resultado de lixamento na própria construção. Por isso, o desconto maior no preço em relação à tabela do luthier.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Equilíbrio em todas as posições. Boa sustentação com decaimento lento. Muito boa tocabilidade, principalmente para mão direita. Sonoridade encorpada, escura, sedutora, com personalidade.
 
Pontos fracos: É novo e precisa de mais amadurecimento. Não tem grande colorido tímbrico e não tem volume explosivo. Problema na estética da roseta.
 
Conclusão: É um instrumento muito equilibrado, com timbre belo, encorpado e escuro. Apesar de ser Composite, o luthier não primou pelo ganho de volume, mas aparentemente conseguiu o equilíbrio e a facilidade de produção sonora, com um timbre belo e decaimento lento. Isso confere ao violão um desempenho muito interessante para composições melodiosas, cantabiles. A seriedade que ele transmite também favorece músicas imponentes, que precisam soar nobres. Os ataque macio e o timbre grave propiciam boa versatilidade para música brasileira, solo ou acompanhamento. É um violão muito amigável, que produz sempre uma sonoridade não agressiva aos ouvidos, que esconde ruídos, fácil de tocar e prazeroso. Além disso, consegue ter nitidez e claridade na separação das vozes. Pequenos detalhes no acabamento existem, mas no geral é um instrumento esteticamente belo e com valor muito baixo para o nível de qualidade. Fortemente recomendado para quem busca um violão descomplicado, que funcione bem sem exigir grandes desvios e esforços do instrumentista.

Informações Adicionais

Especificações Não

Tags do Produto

Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.