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Violão Marcos Evangelista 2011 SP/IN "Composite" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Marcos Evangelista 2011 "Composite" - Novo

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)

Tampo: Abeto (composite)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (sólido)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 20 trastes

Formato do braço: “D”

Acabamento: Goma-Laca tampo, Poliuretano corpo

Rastilho/Pestana: Osso/Celeron



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 45/55 mm

Tarraxas: Rubner

Tensor: Não

Estojo: AMS Luxo




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Diagonal

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  • Diagonal: fundo
  • Mão
  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Escala elevada
  • Ambiente
  • Estojo AMS
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Marcos Evangelista 2011 SP/IN "Composite":
(VENDIDO) (Nos consulte para saber como encomendar um Marcos Evangelista)
 
O luthier brasileiro Marcos Evangelista reside em Goiás, e faz parte da geração de luthiers que despontou no país a partir do século 21. Seu nome é um dos mais bem sucedidos dessa geração, e seu trabalho foi premiado com o primeiro lugar no III Concurso Nacional de Luteria, organizado pelo conceituado Conservatório de Tatuí. Os violões de Marcos Evangelista se caracterizam pela beleza do timbre e qualidade de construção, e são um fino exemplo da arte de construção de instrumentos musicais.
 
Este exemplar é um modelo com construção moderna, e traz conceitos utilizados em violões chamados Composite ou Double Top, com o tampo formado por uma composição de 3 camadas: 2 de madeira e um miolo de Nomex, que é um material sintético em forma de favos de mel. O objetivo é conseguir uma sonoridade mais equilibrada, com maior sustentação e bom volume em relação à construção tradicional espanhola. Isso se dá através da maior resistência estrutural que o Nomex proporciona, permitindo um tampo com espessura mais fina sem perda de integridade, e portanto mais vibrante e responsivo.
 
A madeira do tampo é o abeto (também conhecido como pinho), que proporciona uma sonoridade com mais nitidez e foco, além de mais brilho. Pode-se notar a presença de medularidade no tampo, que são os rajados transversais ao veios, em toda a extensão do tampo, dando um aspecto de seda à madeira. O fundo e laterais são de jacarandá indiano, de ótimo corte, com veios retos, e aparência escura. A estrutura interna é tradicional, gerando uma sonoridade bem natural ao instrumento. Com escala de ébano e braço de mogno, é um conjunto muito bom de materiais.
 
O timbre tem beleza, com doçura, robustez e boa presença de graves. É um timbre mais robusto e grave do que se costuma ver em violões tradicionais de pinho, mas ainda retendo o caráter brilhante. O aspecto mais escuro do timbre transmite uma sensação de força, corpo e seriedade. É um timbre doce, firme e com personalidade. Enfim, é uma sonoridade bela, marca do luthier. As primas são cremosas e os bordões bem profundos e aveludados. O volume é bom, dentro do universo de luteria, com projeção de bom alcance e boa ambiência, preenchendo lateralmente mais do que o comum. O ataque é semi-pronunciado e a sustentação boa, com as notas decaindo bem devagar sem grande percepção de queda sonora após o ataque. Essas características proporcionam ao violão uma característica de maciez articulada no som.
 
O equilíbrio é bom, com boa relação entre cordas, em que a primeira é firme, a terceira não destoa muito das vizinhas,  e os bordões se equilibram com as primas. Entre casas, no geral bom equilíbrio, sem notas mortas ou soando em excesso. As posições soam de forma muito coerente, e é possível digitar passagens em diferentes regiões do braço, e fazer com que elas funcionem de forma próxima, tanto em sonoridade como no envelope sonoro (ataque, decaimento e sustentação).  As posições sobreagudas funcionam bem. A afinação é bem consistente em todo o braço.
 
A resposta é bem balanceada, tem bom desempenho entre pianos e fortes. Na dinâmica chega a um limite nos fortes, em que não faz sentido colocar mais pressão de mão direita. Assim, é um instrumento que é projetado para tocar sem esforço, e funciona bem com toques leves e médios. A resposta tímbrica tem  razoável variação, e é um bom meio termo entre o controle da uniformidade do som e de colorido. Não evidencia ruídos de unha, e possui boa resposta ao vibrato.
 
A tocabilidade é muito boa. É razoavelmente fácil para mão esquerda, e o espaçamento maior que o padrão na pestana surpreendentemente gera bom conforto. O braço tem forma de C suave, ovalado mas com leve achatamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, fina o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais. O salto tem formato adequado para o apoio do polegar nas posições acima da casa 12. O que, aliado à escala com elevação moderada, gera muito conforto ao atingir notas sobreagudas. E há facilidade de produzir som com a mão direita, com menor necessidade de esforço que num violão tradicional, pois o violão é bem responsivo. Um toque mais leve com a mão direita já produz o som desejado, o que ajuda no relaxamento da mão.
 
O acabamento, excelente, é com goma-laca no tampo e poliuretano no corpo. A goma-laca propicia uma sonoridade mais livre, e o poliuretano a proteção. O acabamento é bastante bem realizado, com boa uniformidade estética no verniz, junções e colagens bem feitas e sensação geral de sofisticação. A construção, na parte estética, é de muito bom gosto. Alta qualidade na montagem, ornamentação e demais detalhes. A roseta em estilo de mosaico, a mão com rasgo central, e os frisos de snakewood dão um toque de estilo ao instrumento. 
  
Inclui estojo térmico da marca AMS e tarraxas  alemãs Rubner.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado. Poucos pequenos arranhões superficiais no tampo, da própria oficina do luthier.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre encorpado que traz um calor que não se encontra em tradicionais instrumentos de pinho. Boa sustentação com decaimento lento. Muito boa tocabilidade, principalmente para mão direita. Estética.
 
Pontos fracos: Não tem grande colorido tímbrico e pode não agradar quem prefira mais ataque no graves, ao invés de bordões macios.
 
Conclusão: É um instrumento com timbre belo, encorpado e escuro, com presença. Apesar de ser Composite, o luthier não primou pelo extremo ganho de volume, mas aparentemente conseguiu o equilíbrio e a facilidade de produção sonora, com bom volume, um timbre belo e decaimento lento. Isso confere ao violão um desempenho muito interessante para composições melodiosas, cantabiles. A seriedade que ele transmite também favorece músicas imponentes, que precisam soar nobres. Pela ambiência maior que o normal em pinho, é como se o som andasse um pouco em direção ao cedro, misturando os sons, o tornando versátil para música popular também, pois consegue ter um mistura entre nitidez e interconexão de notas de acordes. É um violão muito amigável, que produz sempre uma sonoridade não agressiva aos ouvidos, que esconde ruídos, fácil de tocar e prazeroso. Fortemente recomendado para quem busca um violão descomplicado, que funcione bem sem exigir grandes desvios e esforços do instrumentista, mas que possa proporcionar bons recursos interpretativos.

Informações Adicionais

Especificações Não

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