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Violão Marcos Evangelista 2012 SP/IN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Marcos Evangelista 2012 - Novo

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço com cobertura interna de maple)

Braço: Mogno

Escala: Ébano,  tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “D”

Acabamento: Goma-laca tampo, Poliuretano corpo

Rastilho/Pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42,5/57 mm

Tarraxas: Rubner

Tensor: Não

Estojo: AMS Luxo




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Diagonal

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  • Frente
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  • Mão - frente
  • Tarraxas Rubner
  • Mão - junção em V
  • Ambiente
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: frisos em Snakewood
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Marcos Evangelista 2012 SP/IN:
(Vendido. Nos consulte para encomendar um Evangelista)

O luthier brasileiro Marcos Evangelista reside em Goiás, e faz parte da geração de luthiers que despontou no país a partir do século 21. Seu nome é um dos mais bem sucedidos dessa geração, e seu trabalho foi premiado com o primeiro lugar no III Concurso Nacional de Luteria, organizado pelo conceituado Conservatório de Tatuí. Os violões de Marcos Evangelista se caracterizam pela beleza do timbre e qualidade de construção, e são um fino exemplo da arte de construção de instrumentos musicais.
 
Este exemplar é um modelo marjoritariamente de construção tradicional, no estilo espanhol com leque harmõnico num tampo maciço, mas com adição de fina camada de fibra de carbono em algumas das varetas do leque, permitindo uma pequena diminuição na espessura do tampo, sem perda de resistência estrutural. Com isso, consegue-se melhor resposta de graves, e um pouco mais de potência e sustentação, tornando a sonoridade mais cheia e doce. A arte do luthier foi em combinar a proporção desses materiais de forma a não perder a característica sonoridade do violão, que continua com timbre tradicional, com a beleza que é assinatura do Marcos Evangelista.
 
As madeiras são excelentes. No tampo, temos o abeto europeu (também conhecido como pinho), que proporciona uma sonoridade com nitidez e foco, além de brilho, e é a madeira mais tradicional em violões. Pode-se notar a presença intensa de medularidade em toda a extensão do tampo, que são os rajados transversais ao veios, dando um aspecto de seda à madeira. Isso é um forte indicativo de um corte radial, com veios retos. O fundo e laterais são de jacarandá indiano, escuro e de ótimo corte, com veios paralelos. O jacarandá indiano propicia excelente resposta em projeção, brilho e estabilidade da construção. A escala é de ébano e braço de mogno (com destaque para a junção em V da mão, geralmente mostrando qualidade e destreza do luthier), completando um conjunto excelente de materiais.
 
O timbre é encorpado, com doçura sem perder brilho, com agudos bem presentes, e baixos definidos e nítidos.  A sonoridade é transparente, com harmônicos agudos contornando o som junto com frequências graves dando peso ao timbre. Isso permite o agudo ser encorpado, sem estridência, e traz uma sensação de doçura, junto com graves bem presentes, calorosos e firmes. O ataque é semi-articulado, com decaimento homogêneo e sustentação boa, o que torna o instrumento bem sonoro, com maciez mas definição das notas. A variação de colorido é boa, com bom controle para a mão direita. É possível gerar as diferenças tímbricas sem muito esforço, e os doces são projetados, com nuances de variação até os metálicos bem contrastantes e incisivos. A resposta ao vibrato é boa, e o violão transita bem entre a sonoridade aristocrática e neutra, até o romantismo doce e expressivo.
  
O volume é bom, com projeção de ótimo alcance, uma vez que o som viaja com nitidez. O violão soa razoavelmente melhor frontalmente, mas a resposta ao intérpete também é muito boa. A resposta dinâmica é boa nos pianos, com som projetado, nítido e sustentado. O crescimento dinâmico pode ser conduzido bem até os fortes, e o violão aguenta bem toques mais vigorosos sem trastejar. O controle da mudança dinâmica também é bom, com boa resposta ao intérprete.
 
O equilíbrio é muito bom, com boa relação entre casas (equilíbrio horizontal) cordas, em que as notas soam basicamente com a mesma relação de ataque/decaimento e potência, sem buracos ou notas gritantes dignos de nota. As notas sobreagudas soam bem, mesmo com a pouca idade, e as cordas soltas e presas não destoam entre si. O equilíbrio entre cordas é bom, com a terceira corda não sendo opaca em excesso (apesar de que, como normalmente ocorre em instrumentos jovens, ainda se sente que irá abrir mais), bordões equilibrados com primas. A primeira corda é ótima, com corpo e sem destoar da segunda corda. A afinação é bem consistente em todo o braço.
 
A tocabilidade é boa. É razoavelmente fácil para mão esquerda, com o braço em forma de D,  com achatamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, média, o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais. O salto (junção entre o braço e o corpo) tem formato adequado para o apoio do polegar nas posições acima da casa 12. O rastilho, mais comprido, foi projetado para poder ser regulado facilmente e subir ou diminuir a altura das cordas, bastando posiciona-lo de acordo. O violão tem um peso médio, se encaixa bem no corpo e possui boa sensação de ergonomia.
 
O acabamento, excelente, é com goma-laca no tampo, que gera uma sonoridade mais orgânica, deixando a amdeira respirar, e verniz poliuretano, que é o tipo de verniz que mais gera proteção contra desgaste, no restante. O acabamento é bastante bem realizado, com boa uniformidade estética no verniz, junções e colagens bem feitas e sensação geral de sofisticação. A construção, na parte estética, é de muito bom gosto. Alta qualidade na montagem, ornamentação e demais detalhes. A filetação toda em verde e vermelho é belíssima, os frisos em Snakewood destacam de forma luxuriosa o instrumento, e a mão, com a junção em V com o braço (que é um sistema que exige destreza do luthier no encaixe), complementa o conjunto harmonioso.
  
Inclui estojo térmico da marca AMS em bom estado e tarraxas alemãs Rubner.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre belo, doce, encorpado e sofisticado. Nitidez e equilíbrio. Boa sustentação e excelente controle na resposta tímbrica e dinâmica. Projeção com alcance. Madeiras excelentes. Estética.
 
Pontos fracos: Violão é novo e precisa amadurecer mais. Volume não é como de violões modernos. 
 
Conclusão:  É um instrumento que gera uma sonoridade sofisticada, com doçura e corpo mantendo nitidez e equilíbrio. Com o tempo, o amadurecimentp natural vai deixando mais em evidência os harmônicos agudos, tornando o timbre mais aberto e ressonante, o que, aliado às características de som encorpado, tornará o violão muito presente. Como é um violão delator, que mostra o que há de ruim e bom na técnica do intérprete, ele exige bom cuidado com unhas e controle técnico do toque, e uma vez que isso seja presente, mostra os acertos de forma recompensadora. Mas também permite bom controle da resposta. Como é novo, necessita de alguns anos para ficar mais próximo de seu potencial, mas, por outro lado, é completamente aberto a crescer junto com o futuro dono, se adaptando ao seu toque e amadurecendo de forma pessoal. Dentre os exemplares do Marcos Evangelista, este é um dos que possuem melhor relação de sustentação, timbre encorpado e sofisticado, e boa potência. Pela excelente nitidez e presença de harmônicos, o repertório barroco cai muito bem, assim como muitas peças do século 20, e repertório clássico, principalmente de compositores radicados na França e Viena no começo do século 19, como Sor, Aguado, Carulli e Giuliani. Pelo corpo e doçura, com sustentação, mistura bem acordes e conduz bem melodias, sendo também muito adequado para repertório romântico, nacionalista, valsas e choros, e até mesmo música popular. É um instrumento muito versátil.

Informações Adicionais

Especificações Não

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