Bem Vindo à Guitanda!

Violão Francisco Munhoz 1989 SP/BR (VENDIDO)

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Francisco Munhoz 1989 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (4/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Brasileiro (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, elevada, 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm
Tarraxas: Schaller
Tensor: tirante de madeira fixo
Estojo: Incluso (usado)



* Selecione a opção "À vista com desconto: depósito, cheque, dinheiro" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado antes da confirmação de fechamento do pedido

Diagonal

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: escala elevada
  • Ambiente
  • Estojo
  • Selo

Detalhes

Violão Francisco Munhoz 1989 n.63 "M4":  

 
O luthier Francisco Munhoz é uma das figuras pioneiras da luteria brasileira. Conhecido pelo pensamento investigativo e pela inovação, sua carreira se marcou por uma busca incessante de soluções e aperfeiçoamentos na construção de violões, e pela postura sempre aberta em compartilhar as suas descobertas. Seus violões foram frutos de um trabalho sério de pesquisa, experimentação e análise, com um pensamento de busca por aproveitamento acústico e minimização de perdas sonoras. Instrumentos potentes, de boa sustentação e sonoridade cheia são marcas de seu trabalho. Sempre contestador e sempre generoso, Francisco Munhoz é um dos luthiers mais relevantes da história da luteria brasileira.
 
Este instrumento, um violão tradicional de pinho de 1989, é um dos primeiros trabalhos do luthier. Nele se pode ver uma forte base no estilo tradicional de construção, mas já com a adição de inovações. A escala elevada e a potência acima do comum para instrumentos da época são prenúncios de características que seriam muito presentes em instrumentos de diversos construtores mais de uma década depois. Um interessante exemplar que deve ter deixado muitos boquiabertos na época de sua construção. As madeiras deste instrumento são excelentes. O fundo e laterais são feitos de jacarandá brasileiro, escuro, denso, de corte semi-radial, com veios finos e retos na região central. O tampo é de abeto alemão(Pinho), corte radial, envelhecido, com densidade de veios consistente e medularidade em toda a extensão. São madeiras de rara beleza e grandes propriedades acústicas. O jacarandá gera uma sonoridade profunda, com graves cavernosos e o abeto traz refinamento, brilho, colorido e nitidez. O braço é de mogno com escala elevada de ébano. 
 
O timbre é encorpado e presente, com doçura. Traz um pouco da sonoridade tradicional espanhola, brilhante, mas com mais recheio em frequências fundamentais e médias, o que traz corpo e consistência ao som. Pastoso e caloroso, o timbre é doce e com certa cristalinidade. Definitivamente um som com personalidade. As primas soam com impacto e calor. Os bordões possuem certa profundidade com definição. Com certeza um instrumento que se beneficia de um timbre já amadurecido e aberto, que não apresenta sinal de opacidade. Com ataque semi-pronunciado, decaimento lento e boa sustentação o violão possui articulação e um som robusto, com comportamento quase pianístico. A resposta tímbrica é boa, com doces aveludados e límpidos, e variação de colorido pras metálicos sem muito detalhamento, mas controlável. Vibratos bons, realçados pela boa sustentação.
 
A potência é muito boa, e se considerarmos que se trata de um violão tradicional da decada de 1980, é definiticamente acima da média. Possui projeção de bom alcance, e muito boa ambiência. A nitidez é razoável, com a presença de frequências médias tornando a projeção um pouco entubada de perto (mas com mais definição de longe). A resposta dinâmica também é muito interessante, com pianos encorpados e firmes, e boa resposta a toques mais fortes. O instrumento só estoura quando se chega ao limite da regulagem, mas sem cair na percussividade. Assim, o leque dinâmico é muito interessante, com controle de dinâmica é consistente, e permite contrastes satisfatórios.
 
O equilibrio vertical, entre cordas, é bom, com todas as cordas encorpadas. A primeira corda possui um pouco mais de brilho que a segunda, enquanto que a terceira corda é aberta e expressiva. Os bordões possuem boa presença em relação às primas. O equilibiro horizontal muito bom, com algumas posições ressoando um pouco diferente de outras, sutilmente, mas com sonoridade aberta em todas as casas. Bons sobreagudos e ótimo desemenho nas cordas do meio e posições no meio do braço.
  
A tocabilidade é boa, acima da média, com o braço e forma de D, achatado atrás com quinas arredondadas. A espessura é mediana, com boa sensação de pegada de mão esquerda, que não precisa se fechar ou ficar aberta demais. A escala elevada gera bastante facilidade para as posições sobreagudas, e também par a mão direita, que pode tocar livremente sem perigo de encostar no tampo. A distância entre cordas é confortável, padrão. O salto (onde o braço junta-se ao corpo) tem formato para bom apoio do polegar.
  
O acabamento é feito com Poliuretano, o que confere proteção a riscos e ao desgaste. Como o instrumento possui bom amadurecimento, o verniz já se encontra num bom estado de secagem, e a sonoridade aberta. E o estado de conservação do verniz é fantástico para a idade, aparenta ser muito mais recente. A decoraçao segue um estilo clássico e discreto, com roseta de mosaico e filetação lisa. A mão possui um trabalho muito belo no formato, nos relevos sutis e na  transição com o braço na parte de trás. O braço, com o tirante de jacarandá, possui também um visual decorado. As madeiras apresetam excelente aparência, e o tampo parece um cetim com sua medularidade intensa. O nivel de montagem é bom, com encaixes sólidos. Existe alguma sujeira e opacidade no verniz ao redor do cavalete, mas, no geral, é uma condição excepcional para a idade do instrumento.
 
Acompanha estojo usado em razoável condição e tarraxas Schaller em forma de lira.
 
Condição:
 - estrutural: 4/5. Ótimo estado, nenhuma rachadura, histórico de reparo. Braço reto e tampo com leve abaulamento normal, e só se dá nota 4 pelo tempo de vida mesmo.
- estética: 4/5. Excepcionalmente conservado par a idade. Nenhuma marca ou risco aparente no tampo, e apenas uma opacidade no verniz ao redor do cavalete e sutis marcas no fundo.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: timbre doce e robusto, sustentação, alta qualidade de construção, potência, sonoridade madura, tocabilidade.
 
Pontos fracos: nitidez razoável, com frequências médias gerando mistura de registros.
 
Conclusão: Um violão de bom desempenho, com doçura e sonoridade vigorosa. Com a idade, um som amadurecido e expressivo. Para repertório clássico, romântico e tudo o mais que exija expressividade, é muito interessante, com seu som doce e sustentação para melodias. Possui também bom desempenho harmônico, com os acordes se misturando, o que pode não se adequar muito a repertório polifônico, mas que gera muito bom resultado em música tonal, brasileira, valsas, acompanhamento e solo. Um instrumento com sonoridade aberta, e que foi bem tocado ao longo de seus anos, com boa tocabilidade e presença.

Informações Adicionais

Especificações Não

Tags do Produto

Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.