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Violão Giannini C7 1981 SP/BR "Abreu" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Giannini C7 modelo Abreu 1981 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (4/5), estética (4/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá baiano (maciço)


Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C/D”


Acabamento: Poliuretano


Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm


Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 41/60 mm

Tarraxas: Schaller

Tensor: Não

Estojo: bag flexivel Timbres





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Diagonal

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  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • ROseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Capa Timbres
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Giannini C7 1981 SP/BR "Abreu":
(VENDIDO)
  
Na década de 1980, a Giannini, famosa marca brasileira de violões fundada pelo imigrante italiano Tranquillo Giannini no começo do século 20, iniciou a produção de um modelo que se tornaria lendário, e, juntamente com os Di Giorgios da década de 1960, é considerado hoje como um dos melhores instrumentos jamais produzidos pelas marcas brasileiras. Esse modelo era o Giannini C7 Abreu, que possuía na sua concepção a mente e as mãos de um dos maiores gênios do violão mundial: o concertista e luthier Sergio Abreu. Neste projeto, Sergio Abreu confeccionava pessoalmente cada tampo, usando toda a perícia e intuição que só o trabalho de luteria artesanal pode atingir, e supervisionava toda a produção na fábrica, testanto e aprovando cada exemplar finalizado. O resultado foi uma série de instrumentos que fizeram história, utilizados por grandes concertistas e artistas profissionais devido à sua qualidade sonora e desempenho. Depois de alguns anos, a parceria foi desfeita, e até hoje, estes C7 modelo Abreu, uma rara parceria entre luthier e fábrica, são considerados por muitos os melhores instrumentos já feitos na Giannini.
 
Este exemplar, de 1981, possui madeiras de primeira linha. Um jacarandá baiano maciço com veios paralelos, e rajados medulares, indicando um corte radial no fundo e laterais. O tampo maciço de abeto europeu (pinho) selecionado e trabalhado pelo Sergio Abreu. Braço de mogno e escala de ébano. Ou seja, o quarteto mais nobre de madeiras da luteria violonística. Falando de materiais, o tampo de um violão responde pela maior parte de seu resultado sonoro, e o fato de um grande luthier ter desenvolvido o projeto e construído o tampo faz o violão ganhar imediatamente superioridade tímbrica, sofisticação e desempenho num patamar mais elevado que qualquer outro feito totalmente em fábrica. Assim, este exemplar também possui todas as características descritas, além de ser muito bem conservado e ter uma sonoridade acima da média entre os exemplares que conhecemos do modelo.
 
O timbre é o ponto alto desse instrumento. Quem conhece o trabalho do Sergio Abreu, com seus instrumentos refinados de timbre aristocrático e tradicional, vai reconhecer neste instrumento certas características em comum, como o refinamento do som, o brilho da ressonância, a presença de harmônicos que colorem o timbre, e a característica nobre, de um timbre distinto, se exagero no brilho ou no doce, com certa neutralidade mais ainda com peculiaridade. Este exemplar possui também uma sonoridade brilhante e cristalina, com ataque definido, decaimento uniforme e lento, e sustentação média-boa, tornando-o articulado, nítido e cremoso. Além disso, possui o que todo violão tradicional necessita: tempo de amadurecimento. A sonoridade madura propicia a sensação de som aberto, livre, com as primas ressoando com colorido de harmônicos e os bordões cantando com expressão. O colorido tímbrico tem uma ótima variação, com detalhamento de resposta, boa amplitude de doces e metálicos, variações minuciosas e bom vibrato.
 
O volume é médio, se considerarmos uma comparação com instrumentos atuais de luteria. É claro que, comparado a modelos de fábrica, é bem acima da média, e já. A projeção, que é como o violão lança o som no espaço, é ótima. O som viaja na distância, com nitidez, e parece que soa melhor depois dos 3 ou 4 metros. Há certa perda de potência, claro, mas o alcance é bem interessante. A nitidez é muito boa, o que faz o som chegar na distância com clareza e separação. Tudo isso permite que este seja um instrumento com propriedades de propagação sonora para palco. A resposta dinâmica é muito boa, com destaque para a gradação de pianos a fortes, bem  controlável. O limite de volume não é tão alto, mas a possibilidade de contrastes dinâmicos é muito interessante, e quem tem toque de mão direita adequado consegue extrair o peso dos fortíssimos.
 
Equilibrio bom, principalmente vertical, em que todas as cordas possuem bom corpo, soam abertas e possuem transição sutil. A primeira corda tem brilho sem ser magra, e a terceira corda tem sonoridade mais aveludada, mas aberta. Horizontalmente, ainda há certas casas que possuem alguma discrepância em termos de potência, decaimento e sustentação, mas em geral funciona muito bem, com posições sobreagudas abertas e cordas soltas não muito diferentes das presas.
 
A tocabilidade é média. O formato do braço, uma transição entre C e D, tem arestas bem suaves e parte de trás arredondada, mas levemente achatada. A espessura é média, não fina, ea regulagem de cordas está para concertista, mais alta que a média. Assim, é um instrumento que não é tão fácil para a mao esquerda, mas a tocabilidade ainda é dentro do padrão. O instrumento responde bem a toques potentes, sem trastejar, e exibe seu potencial quando o intérprete consegue explorar o potencial de mão direita. A afinação e demais quesitos técnicos é muito boa, é um instrumento muito bem construído.
  
O verniz utilizado é o poliuretano. O poliuretano é um verniz mais resistente à riscos, suor e corrosão, e propicia boa proteção para as partes que entram em contato com o corpo.
  
Inclui bag flexível de boa qualidade, da marca Timbre e tarraxas são alemãs Schaller em ótimo estado.
  
Conservação:
- estrutural: 4/5. Bom estado. Nenhum histórico de reparo grave. Sofreu uma recolagem do cavalete, mas issoé considerado manutenção mais usual. O tampo tem muito pouco abaulamento, excepcional pra idade. Tem décadas de vida útil pela frente.
- estética: 4/5. Bom estado. Possui poucas marcas superficiais no tampo e fundo, mas no geral muito bem conservado. Principalmente tendo mais de 30 anos.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado, e sonoridade amadurecida, brilhante. Resposta tímbrica detalhada. Projeção muito boa.
 
Pontos fracos: Tocabilidade razoável, mais para pegada concertista. Volume interessante, mas não suficiente para grandes salas.
  
Conclusão: É um instrumento de sonoridade sofisticada, que possui timbre aberto e cremoso, bem clássico. Isso permite uma interpretação variada, doce, expressiva, com nuances, vigorosa... Pela faixa de valor, é realmente raro encontrar tal refinamento e qualidade sonora, aliado a uma excelente construção que mantém o instrumento utilizável mesmo com mais de 30 anos de vida, e com muitas décadas ainda pela frente. Suas propriedades são bem voltadas para o uso em repertório clássico, com boa polifonia, variação tímbrica refinada, e capacidade de articular e variar dinâmica. Se não tem potência para palcos maiores, possui excelentes atributos ao se usar amplificado ou em gravações. Altamente recomendado para estudantes de violão clássico que necessitam de um instrumento refinado timbricamente. É um dos melhores C7 Abreu que já experimentamos.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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