Bem Vindo à Guitanda!

Violão Giannini C7 1982 SP/BR "Abreu" (VENDIDO)

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Giannini C7 modelo Abreu 1982 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (3/5), estética (4/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá baiano (maciço)


Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “D”


Acabamento: Poliuretano


Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm


Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 41/60 mm

Tarraxas: Schaller

Tensor: Não

Estojo: bag flexivel Rockbag





* Selecione a opção "À vista com desconto: depósito, cheque, dinheiro" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado antes da confirmação de fechamento do pedido 


Diagonal

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller
  • Mãi: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: reparo no fundo (faixas claras)
  • Ambiente
  • Bag flexivel
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Giannini C7 1982 SP/BR "Abreu":
(VENDIDO)
  
Na década de 1980, a Giannini, famosa marca brasileira de violões fundada pelo imigrante italiano Tranquillo Giannini no começo do século 20, iniciou a produção de um modelo que se tornaria lendário, e, juntamente com os Di Giorgios da década de 1960, é considerado hoje como um dos melhores instrumentos jamais produzidos pelas marcas brasileiras. Esse modelo era o Giannini C7 Abreu, que possuía na sua concepção a mente e as mãos de um dos maiores gênios do violão mundial: o concertista e luthier Sergio Abreu. Neste projeto, Sergio Abreu confeccionava pessoalmente cada tampo, usando toda a perícia e intuição que só o trabalho de luteria artesanal pode atingir, e supervisionava toda a produção na fábrica, testanto e aprovando cada exemplar finalizado. O resultado foi uma série de instrumentos que fizeram história, utilizados por grandes concertistas e artistas profissionais devido à sua qualidade sonora e desempenho. Depois de alguns anos, a parceria foi desfeita, e até hoje, estes C7 modelo Abreu, uma rara parceria entre luthier e fábrica, são considerados por muitor os melhores instrumentos já feitos na Giannini.
 
Este exemplar, de 1982, possui madeiras de primeira linha. Um jacarandá baiano escuro e maciço, com tampo maciço de abeto europeu (pinho) selecionado e trabalhado pelo Sergio Abreu. Braço de mogno e escala de ébano. Ou seja, o quarteto mais nobre de madeiras da luteria violonística. Falando de materiais, o tampo de um violão responde pela maior parte de seu resultado sonoro, e o fato de um grande luthier ter desenvolvido o projeto e construído o tampo faz o violão ganhar imediatamente superioridade tímbrica, sofisticação e desempenho num patamar mais elevado que qualquer outro feito totalmente em fábrica. Assim, este exemplar também possui todas as características descritas. É um exemplar bem conservado, mas que possui um histórico de reparo no fundo e reenvernizamento. O fundo sofreu rachadura (não devido a pancada mas devido ao movimento da madeira ao longo dos anos), que foi reparada pelo luther Tessarin, com bastante perícia, e o violão, teve, na mesma ocasião, o verniz retocado. Sonoramente, pouca influência, com o violão mantendo a qualidade acústica.
 
O timbre é o ponto alto desse instrumento. Quem conhece o trabalho do Sergio Abreu, com seus instrumentos refinados de timbre aristocrático e tradicional, vai reconhecer neste instrumento certas características em comum, como o refinamento do som, o brilho da ressonância, a presença de harmônicos que colorem o timbre, e a característica nobre, de um timbre distinto, se exagero no brilho ou no doce, com certa neutralidade mais ainda com peculiaridade. Este exemplar possui também uma maciez no som, com ataque suave, decaimento uniforme, e sustentação média, tornando-o aveludado, sensação reforçada pela pouca estridência nas frequências, com bons médio-agudos. Além disso, possui o que todo violão tradicional necessita: tempo de amadurecimento. A sonoridade madura propicia a sensação de som aberto, livre, com as primas ressoando com colorido de harmônicos e os bordões cantando com expressão. O colorido tímbrico tem uma boa variação, principalmente na gradação dos doces, produzindo excelente cantabile e legato. Os metálicos não soam especialmente estridentes, mas o violão permite produzir sensação de dureza no som, para maior impacto e colorido tímbrico.
 
O volume é apenas razoável, se considerarmos uma comparação com instrumentos de luteria. É claro que, comparado a modelos de fábrica, é acima da média. Porém, a projeção, que é como o violão lança o som no espaço, é muito boa. O som viaja na distância, com nitidez, e parece que soa melhor depois dos 3 ou 4 metros. Há certa perda de potência, claro, mas o alcance é bem interessante. A nitidez é boa, mas não excelente, uma vez que o ataque suave e a sonoridade macia não geram tanta separação de vozes, mas é claro, a polifonia é acima da média ainda assim.  A resposta dinâmica é muito boa, com destaque para a gradação de pianos a fortes, bem  controlável. O limite de volume é razoável, mas a possibilidade de contrastes dinâmicos é muito interessante.
 
Equilibrio bom, principalmente vertical, em que todas as cordas possuem bom corpo, soam abertas e possuem transição sutil. A primeira corda tem brilho sem ser magra, e a terceira corda tem som aberto mas ainda com a peculiaridade que permite escolhas interpretativas mais amplas na digitação. Horizontalmente, ainda há certas casas que possuem alguma discrepância em termos de potência, decaimento e sustentação, mas em geral funciona bem, com posições sobreagudas razoavelmente abertas e cordas soltas não muito diferentes das presas.
 
A tocabilidade é muito boa. O formato do braço, de D, com arestas bem suaves e parte de trás levemente plana, permite bom apoio do polegar, e a espessura é fina na medida certa para não deixar a mão esquerda muito fechada ou aberta. O instrumento responde bem a toques potentes, sem trastejar, e exibe seu potencial quando o intérprete consegue explorar o potencial de mão direita. A afinação e demais quesitos técnicos é muito boa, é um instrumento muito bem construído.
  
O verniz utilizado é o poliuretano. O poliuretano é um verniz mais resistente à riscos, suor e corrosão, e propicia boa proteção para as partes que entram em contato com o corpo.
  
Inclui bag flexível de boa qualidade, da marca Rockbag e tarraxas são alemãs Schaller em ótimo estado.
  
Conservação:
- estrutural: 3/5. Médio estado. Sofreu rachaduras no fundo devido ao movimento da madeira ao longo dos anos, mas com reparo excelente. O tampo tem muito pouco abaulamento, excepcional pra idade. A nota 3 vai pela idade e pelo histórico de reparo, masa condição atual é muito boa, para décadas de vida útil pela frente.
- estética: 4/5. Bom estado. Possui poucas marcas superficiais no tampo, com alguns pontos escurecidos abaixo do cavalete. O reparo no fundo gerou linhas mais claras na madeira, mas pelo fato de acompanharem o sentido do filete central, e serem razoavelmente simétricas, esteticamente não destoam tanto.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado, e sonoridade amadurecida com ataque macio. Projeção e tocabilidade.
 
Pontos fracos: Volume razoável e sustentação média.
  
Conclusão: É um instrumento de sonoridade sofisticada, que possui timbre aberto e ataque macio. Isso permite uma interpretação doce, expressiva, com nuances.Pela faixa de valor, é realmente raro encontrar tal refinamento e qualidade sonora, aliado a uma excelente construção que mantém o instrumento utilizável mesmo com mais de 30 anos,e com muitas décadas ainda pela frente. Suas propriedades permitem o uso para repertório clássico, mas a maciez do ataque também o torna muito interessante para Bossa e MPB. É, na verdade, fantástico para esses estilos, com sua mistura de acordes, boa incidência de médio-agudos, suavidade do ataque, e qualidade vocal do timbre. Se não tem potência para palcos maiores, possui excelentes atributos ao se usar amplificado ou em gravações. Altamente recomendado para música popular, e para estudantes de violão clássico que necessitam de um instrumento refinado timbricamente.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

Tags do Produto

Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.