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Violão Gilbert 2001 CD/IN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Willian Gilbert 2001 n.197 - Usado

Violão Classico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)

Tampo: Cedro Canadense (sólido)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (sólido)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, sobreposta (tradicional), 20 trastes

Formato do braço: “C” suave

Acabamento: Nitrocelulose

Rastilho: Pinos de metal

Pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 652 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 44/58 mm

Tarraxas: Gibert com botões em Madrepérola

Tensor: Não

Estojo: Hoscoxo)






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  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Mão: frente
  • Tarraxas Gilbert
  • Tarraxas Gilbert
  • Mão: costas
  • Detalhe: cavalete Gilbert
  • Estojo Hiscox
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico William Gilbert 2001 CD/IN n.197:
(VENDIDO)
 
Os violões Gilbert fazem parte da história da luteria mundial. O luthier John Gilbert é um engenheiro, que trabalhou por muitos anos na Hewlett-Packard, e em 1965 iniciou sua história na luteria. Com o passar do tempo, passou a desevolver um projeto inovador de construção, baseado em análises científicas e princípios de acústica, aplicando suas observações na introdução de conceitos como o seu cavalete peculiar, apelidado de "cavalete Gilbert" e a estrutura interna diferenciada. Os violões Gilbert se tornaram um sucesso na comunidade violonística mundial, e principalmente a partir década de 1980, uma grande quantidade de concertistas passaram a usar Gilberts. Pode-se citar David Russell, David Tanenbaum, Raphaella Smits, David Leisner e diversos outros grandes intérpretes e jovens violonistas, que chegaram a gerar uma fila de espera de mais de 20 anos por seus instrumentos. A partir de 1986, seu filho William (Bill), se juntou a ele na construção dos instrumentos, e desde 1997 é quem mantém a continuidade do nome GIlbert. Como uma curiosidade, John Gilbert também desenvolveu um conceito de tarraxas artesanais, de excepcional mecânica e facilidade de manutenção, as quais atualmente são consideradas uma das melhores tarraxas de melhor funcionamento do mundo.
 
 
Este exemplar é um Gilbert de 2001, número 197,construído por Bill Gilbert e possuído por um unico dono, um concertista renomado brasileiro. Possui todas as características que fizeram a fama dos violões Gilbert: excelente seleção de madeiras, cavalete Gilbert, estrutura interna diferenciada e tarraxas artesanais Gilbert. Além disso, encontra-se um estado de conservação primoroso.
 
As madeiras são realmente excepcionais. O tampo possui um cedro canadense de rara beleza, com altíssima densidade de veios, corte radial, e estruturas medulares (rajados transversais) ao longo de toda a extensão. Tanto no aspecto do corte como nas propriedades da madeira, a seleção é primorosa. O fundo e laterais são de jacarandá indiano, completamente radial, de boa densidade de veios, estabilizado e seco. O cedro propicia a uma sonoridade mais escura, fundamental, com corpo, e o jacarandá indiano dá profundidade ao som, com brilho e estabilidade que harmonizam com o cedro do tampo.
 
O cavalete Gilbert tem um conceito de ter pouca massa, para interferir pouco na vibração do tampo. Por isso, é escavado nas suas abas, num formato que propicia leveza mas ainda resistência estrutural. O rastilho é bastante diferenciado, sendo composto de pinos metálicos individuais para cada corda. O objetivo é maximizar a tranferência de energia das cordas para o tampo. Independentemente do abaulamento do tampo, ou das variações coma  umidade ambiente, o sistema de rastilho individual garante que sempre haverá contato total com o tampo, e transmissão sonora sem quebra. Para ajustar a altura, pequenas peças circulares são colocadas ou retiradas de cada orifício do rastilho. Além disso, a estrutura interna tem varetas dispostas em formato diferenciado, para conduzir a sonoridade rumo ao equilíbrio de ressonância.
 
Assim, o resultado sonoro do instrumento é um timbre bastante fundamental, com som extremamente focado e nítido. A projeção segue o mesmo caminho, com bastante foco, propagando-se até a boas distâncias pela presença clara da fundamental. Não há grande presença de harmônicos, e o estilo sonoro é mais no sentido do foco e da sonoridade encorpada e escura com médios destacados. Mas, é também nítida, sem nada de opaca, e bastante definida. As primas são muito belas e presentes, os bordões disciplinados e articulados. A uniformidade é impresionante, a sonoridade é coerente em todas as cordas e posições, possibilitando fraseado em diversas posições.
 
O equilíbrio vertical é ótimo, transição bastante suave entre cordas, com a terceira corda bem aberta. As primas são bastante presentes, e os bordões menos espalhados que tradicionalmente no cedro, gerando baixos que não sobrepujam os agudos. Horizontalmente, o equilíbirio é muito bom, com casas soando na mesma proporção de potência e sustentação, exceto por uma ou outra nota, especialmente no sobreagudo, como é natural no violão. No geral, o equilíbrio é fantástico, e um dos pontos altos do instrumento.
 
Tem volume muito bom, e bastante projeção. Possui a agressividade do cedro mas com mais disciplina. A sustentação é boa, com decaimento lento e ataque semi-pronunciado. A resposta à dinâmica é muito boa, com desempenho consistente nos pianos e fortes. No aspecto da resposta tímbrica, é um instrumento que tende à uniformidade, o que gera menos colorido, mas mais controle.
   
A tocabilidade é boa, não excepcional. O violão possui boa tensão de cordas, o braço não é fino mas também não muito grosso, e tem formato de C, com o arredondamento leve. A regulagem está num padrão concertista, e aguenta toques potentes sem trastejar. É muito bem calibrado, e a altura de cordas pode ainda ser mais baixa sem perda notável de desempenho.
 
O verniz utilizado é a nitrocelulose, que propicia bom desempenho sonoro, e razoável proteção. O acabamento do verniz no tampo é fosco, o que gera uma aparência de madeira e valoriza o material.
 
A escala é de ébano, tradicional, com 20 trastes. O braço de mogno.
 
Esteticamente, o instrumento tem aparência sóbria mas com um toque diferenciado. O nivel de precisão da montagem e verniz é impressioante, e gera aquela sensação de apreciação estética impactante quando se olha para o violão. Passa a impressão de sofisticação. A roseta é o toque diferenciado, sendo num formato de polígono, e a mão é entalhada com muito bom gosto e habilidade. O verniz fosco no tampo dá ao instrumento a impressão de artesanal, mas com uma fineza de estilo.
 
Os acessórios também são um caso a parte. Inclui estojo térmico da marca Hiscox, uma marca inglesa de grande reputação, feito sob medida para o violão. O estojo encontra-se em ótimo estado de conservação e propicia ótima proteção, além de um forro interno rubro que valoriza a aparência do instrumento. As tarraxas são as tarraxas do próprio Gilbert, artesanais, com botões em madrepérola branca e acabamento da coroa em abalone verde. A mecânica de funcionamento dessas tarraxas é considerada uma das mais eficientes do mundo, e o design moderno harmoniza com o projeto do violão.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão de qualidade de construção soberba, muito robusto.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, praticamente como novo. O instrumento teve o verniz retocado, e há somente pouquíssimas marcas de toque na madeira, quase imperceptíveis, e leves desuniformidades no verniz. A aparência é de novo, e somente a análise detalhada revela algum sinal de ser um instrumento de 2001.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Muito boa potência, com sonoridade de fundamental bem definida. Foco no timbre e na projeção, com boa nitidez. Excelente uniformidade no desempenho em diversas posições, com ótimo equilíbrio. Adaptação acima da média a diferentes climas, sem grande mundaça de desempenho. Tarraxas Gilbert top, e estojo Hiscox. Idade ideal que mescla conservação com amadurecimento.
 
Pontos fracos: Pouca variação de colorido, baixos mais definidos que profundos. Timbre com maior incidência de fundamental e médios graves, o que pode desagradar alguns.
 
Conclusão: É um instrumento de classe mundial, em estado de conservação excelente, sem fila de espera e já no Brasil. A sonoridade tem um foco impressionante, sendo audível com clareza. A uniformidade na produção das notas se revela na consistência tímbrica, na regularidade do envelope sonoro, e no equilíbrio. Pelo estilo de rastilho individual, se adpata a variações climáticas, auto-compensando movimentações das madeiras. Essa característica, aliada ao volume acima da média, projeção focada e facilidade de fraseado o fazem um instrumento muito funcional. Um concertista pode ter segurança que é um violão que entrega um bom desempenho em qualquer palco, e gera um resultado consistente em diversas situações. Não deve agradar quem busca variação tímbrica mas é um instrumento muito recomendado para aqueles que buscam coerência dinâmica, timbre firme nítido, boa articulação e equilíbrio na interpretação. É um instrumento que transmite segurança, e possui preço muito inreressante para o conjunto de atributos oferecido.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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