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Violão José Chagas 2001 SP/IN (VENDIDO)

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


José Chagas 2001 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (3/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)

Braço: Cedro brasileiro

Escala: Ébano, Sobreposta (tradicional), 19 trastes

Formato do braço: “U”

Acabamento: Goma-Laca tampo, PU restante.

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 645 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm

Tarraxas: Schaller

Tensor: Não

Estojo: Incluso




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Diagonal

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  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Clássico José Chagas 2001 SP/IN n.186:
 
(VENDIDO)
  
O brasileiro José Chagas é um tradicional luthier carioca, que ao longo dos anos desenvolve um trabalho consistente e respeitado no cenário da luteria de violões. Fortemente influenciado pelo trabalho de Sergio Abreu, que foi seu mentor, Chagas segue a linha de construção chamada "tradicional", que se caracteriza por instrumentos da família Torres-Hauser, com foco em sofisticação de timbre, nuances de cor, nitidez e refinamento. E assim são seus instrumentos, de grande beleza sonora aliada a outras boas características para uso em concerto. Com centenas de instrumentos construídos, seu trabalho possui reconhecimento nacional, se tratando de um luthier de nome firmemente estabelecido no mercado.
 
Este exemplar, de 2001, é um Chagas acima da médial. A qualidade de um instrumento passa pela escolha das madeiras, e, neste violão, o Chagas selecionou muito bons materiais. O fundo e laterais são de Jacarandá Indiano, escuro, radial, com muito boa aparência e propriedades de corte. O tampo é feito de abeto europeu, com boa idade, corte radial, boa densidade de veios, raios medulares, enfim, todas as características para se fazer um violão de qualidade. Com o excelente corte, as madeiras são estáveis, menos propensas a rachaduras, mais rápidas na resposta, gerando uma sonoridade mais redonda e refinada. O braço é de cedro brasileiro e a escala de ébano.
 
A sonoridade é excelente, com timbre doce, cristalino, sofisticado. Ele tem brilho, o que confere um som aberto apesar de doce, e aquela sensação de ressonância de catedral, com harmônicos agudos temperando o timbre. Outro ponto alto é que o som é encorpado, robusto, misturando presença com delicadeza de nuances. Definitivamente o que podemos considerar um timbre tradicional e belo de violão. As agudas são cremosas e expressivas e os graves possuem uma rara qualidade vocal com profundidade e definição. O ataque é doce e macio, com decaimento lento e boa sustentação, o que, aliado ao timbre, confere ao instrumento expressividade e bons cantabiles. Mas não deixa de ter boa articulação. Um timbre de primeira categoria, com riqueza de harmônicos e sedução na voz.
 
Muito bom equilíbrio vertical (entre cordas), com a primeira corda encorpada, e bordões profundos, cheios, mas com nitidez. Corda sol não é excepcionalmente aberta, mas é nitida e se equilibra bem com a segunda corda. Muito bem balanceado. O equilíbrio horizontal é também muito bom e possui algumas casas com ressonância um pouco díspar, mas de form muito sutil. Os acordes saem equilibrados com as notas bem balanceadas, e as diferentes digitações em regiões diversas do braço ficam consistentes. O desempenho em posições acima da 5a. casa é bom. As posições sobreagudas ainda podem se desenvolver mais.
 
O volume é bom, acima da média do luthier e do volume de instrumentos tradicionais, com projeção de longo alcance e foco. Plenamente adequado para concerto. Muito boa nitidez, com separação de vozes, como é característica de bons violões de abeto. O retorno de som é também interessante, com o intérprete podendo ouvir o violão de forma razoavelmente fiel, o que faz com que o instrumento gere resposta a quem toca, aumentando assim a percepção de como o som projeta, e o prazer de tocar.
 
Boa resposta tímbrica, com controlabilidade de mudança de colorido com a mudança de toque de mão direita. Transita bem entre o metálico e o doce, mas o violão favorece mais os timbres doces. Não tão fácil vibrato, e a resposta dinâmica é muito boa, com pianos encorpados, mezzos abertos e audíveis, e fortes robustos, sem muita distorção. O instrumento aguenta bem toques mais pesados e isso gera uma gama de dinâmico muito interessante.
 
Tocabilidade razoável, com braço em forma de U, mais retangular, praticamente reto atrás. Espessura de tamanho médio, nem fino demais nem grosso demais, propiciando a mão esquerda se fechar naturalmente. O comprimento de corda de 645 mm propicia um pouquinho mais de conforto em aberturas. A sensação de tensão das cordas na mão direita é boa, com firmeza sem serem duras, dando bom retorno tátil aos dedos. Não é um instrumento leve e fácil de tocar, e nem pesado em excesso, mas funciona melhor com toques mais firme.
 
O acabamento é simples, com decoração sóbria, roseta tradicional, mas com boa qualidade de montagem. O verniz utilizado é a goma-laca no tampo e o poliuretano no restante. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção. O poliuretano é um verniz sintético, que propicia melhor proteção contra riscos e suor. A goma-laca do tampo dá uma coloração mais alaranjada, bem tradicional. Há diversas marcas superficiais no verniz do tampo, principalmente marcas de rasgueio e algum desgaste superficial no verniz na região de apoio do braço direito e no corpo. No geral, considera-se uma conservação boa, pois são marcas e desgastes superficiais que não atingem a madeira.

Inclui estojo térmico usado em bom estado, e tarraxas Schaller.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão bem montado, robusto, e sem nenhum histórico de acidentes.
- estética: 3/5. Boa. O tampo possui diversas marcas na goma-laca, todas superficiais e leve desgaste no verniz do corpo e na regiao de apoio do braço direito. 
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado, doce e expressivo, com nuances de colorido e baixos vocais. Bom volume e projeção de longo alcance com muito boa gama dinâmica.
 
Pontos fracos: Posições sobreagudas ainda em amadurecimento, tocabilidade razoável. Violão tipicamente erudito, o que pode limitar seu uso em gêneros muito rítmicos.
 
Conclusão: Um instrumento tradicional de primeira linha, com preço atrativo. Vez por outra, dentro da produção de um luthier, surgem pérolas que, por algum motivo, são de uma qualidade superior. Quer seja por algum detalhe feliz nas madeiras, por uma sériede de acertos na construção, ou por detalhes subjetivos desconhecidos, o fato é que este exemplar é um dos melhores Chagas que conhecemos. Com timbre belo e expressivo, doce e vocal, que possui aquela magia dificil de explicar. E, com bom retorno a quem toca, que consegue ouvir a beleza da sonoridade que sai do violão. Para quem busca um violão tradicional de sonoridade doce, mas ainda brilhante e ressonante, boa projeção e nitidez, é mais do que indicado. Além disso, este exemplar possui boa potência, equilíbrio, boa resposta tímbrica e gama dinâmica. Difícil apontar pontos fracos. Bem recomendado para o repertório clássico, solista, de todos os períodos. Tem boa separação de vozes e sustentação para Renascimento e Barroco, é doce e cantante para Clássico e Romântico, equilibrado e rico para repertório Moderno, graves profundos e presentes para repertório Espanhol e Brasileiro. Talvez não agrade quem busca um violão de acompanhamento. Mas para quem quer um violão de palco, que também é violão de estúdio e gravação, este exemplar possui grandes características para tal.

Informações Adicionais

Especificações Não

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