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Violão 7 cordas João Batista 2005 SP/BR (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

João Batista 2005 - Usado

Violão 7 Cordas

 

Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá baiano (maciço)

Braço: Cedro

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C/D”

Acabamento: Poliuretano

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 55/71 mm

Tarraxas: Schaller

Tensor: Tirante fixo de ébano

Estojo: AMS Luxo (incluso)




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Diagonal

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  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo AMS Luxo
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão 7 cordas João Batista 2005 SP/BR n.145:
  
O luthier brasileiro João Batista é um dos mais bem sucedidos profissionais em sua área. Aprendeu o seu ofício trabalhando por 15 anos na fábrica Giannini, para depois se dedicar a um trabalho autoral. Essa formação e experiência, aliadas a uma visão empreendedora, o fizeram diversificar sua linha de produtos em leque de instrumentos (faz violões clássicos, 7 cordas, de aço, cavaquinhos, banjos, etc...) e em faixa de valor, oferecendo uma gama de opções a todos os públicos de cordas dedilhadas. Com a sua marca JB, se notabilizou por oferecer instrumentos de ótima qualidade em todos os preços, desde os de custo acessível até instrumentos refinados de nível profissional. Com instrumentos de sonoridade pura, equilibrada, que se adapta ao intérprete, e acabamento de primeira linha, João Batista conquistou um público abrangente, que vai do clássico ao popular, e é um dos luthiers mais reconhecidos do país.
 
Este exemplar é o modelo mais especial do luthier, feito com madeiras de primeira linha, atenção especial no trato artesanal e estilo tradicional de construção. O fundo e laterais são de Jacarandá Baiano de primeira categoria, escuro e com veios paralelos. É uma madeira belíssima, com desenho de veios que formam uma ondulação, mais de 50 anos de corte, e muito boa estrutura. O tampo é de abeto (pinho) envelhecido, com mais de 30 anos de corte, fantástica estrutura de veios paralelos, finos, e com efeitos medulares (rajados laterais) que indicam corte radial. É realmente uma seleção espetacular de madeiras, na qualidade das espécies, do corte e do envelhecimento. O braço é de cedro com tirante de ébano que serve de decoração e estrutura, com escala de ébano.
 
O timbre tem a marca do JB, com um equilíbrio de frequências muito grande. Assim, o violão soa com um som puro, que não é nem estridente demais, nem doce demais, mas mistura brilho e doçura de forma balanceada. A pureza do timbre dá uma neutralidade ao violão que só é quebrada pela intenção de toque do músico. Ou seja, é um timbre maleável, que mostra brilho se o toque do músico é brilhante, e traz doçura se o toque do músico é doce. Os graves, macios, possuem corpo, brilho e nitidez. As primas são transparentes na sonoridade, e geram um ataque definido mas sem perder maciez, decaimento gradual e boa sustentação.
 
O equilíbrio é de razoável a bom, com primas e bordões em nivel similar de projeção. A sétima corda é robusta e firme, a corda sol consistente com a corda si, apesar de ainda poder abrir mais com o tempo. A primeira corda uma leve tendência ao brilho. Horizontalmente, o equilíbiro é bom, e as posições soam de forma coerente, cada casa soando de forma razoavelmente consistente com as demais, tanto em volume como em decaimento. Boa nitidez também, com separação de vozes, mas não a ponto de destacar demais as diferentes notas num acorde. Assim, se pode tocar música popular com desenvoltura, e também música clássica.
 
A resposta tímbrica traz boa possibilidade de variação de colorido com controle fácil. Essa controlabilidade da resposta também gera mais facilidade de produzir uniformidade de som, se necessário. Já a resposta dinâmica não é tão ampla e controlável. A potência é boa, mas exige técnica para graduar dos pianos aos fortes. Com toques mais pesados tende à percussividade. Projeção boa, com nitidez e alcance.
 
A tocabilidade é boa. O braço, em forma de C/D, tem curvatura leve com um leve achatamento atrás, que ajuda a apoiar o polegar, possui uma espessura média-fina, que não obriga o polegar esquerdo a se apertar ou abrir demais. Boa distancia de cordas, tanto para a esquerda como para a direita, e no geral, nenhuma dificuldade notável ao toque. O espaçamento de cordas evita esbarrões indesejados, sem exigir aberturas muito desconfortáveis. No geral, bem regulado e tocável.
 
O acabamento, muito bom, é com  poliuretano. O poliuretano propicia o maior grau de proteção e ocnservação entre os vernizes comumente usados em violão. A construção, na parte estética, é clássica, com roseta em detalhes pretos que combina com o contraste de cor de fundo e tampo. FIletação "espinha de peixe", que é bem tradicional, mão estilo derivado de Torres, com palheta frontal e anterior em jacarandá, e o símbolo JB filetado como decoração. O braço possui um tirante de madeira escura que dá um charme estético, além de aumentar a rigidez. Alta qualidade na montagem. As madeiras são belíssimas, com destaque para o jacarandá do fundo, escuro mas com uma região "acesa" em que os veios se curvam e a tonalidade fica mais clara, gerando um efeito semelhante ao de uma iluminação focalizada.
 
Inclui estojo térmico da marca AMS, luxo, e tarraxas alemãs Schaller.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 5/5. Excelente estado, praticamente não se percebe o uso a não ser por uma leva perda de brilho no fundo.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Equilíbrio, e desempenho geral. É um instrumento que possui boa avaliação em todos os atributos. Bom volume, sustentação, timbre refinado, boa tocabilidade, equilíbrio e nitidez, acabamento imaculado. Por isso mesmo, seu grande ponto forte é provavelmente a versatilidade. A adaptabilidade e diferentes estilos e toques, e a pureza tímbrica que não interfere na sonoridade do próprio músico.
 
Pontos fracos: Timbre pode tender à neutralidade, e não satisfazer o gosto por um timbre mais diferenciado, doce ou brilhante. Equilibrio vertical (entre cordas) não é perfeito.
 
Conclusão: É um instrumento balanceado, com timbre que se adequa ao toque. Não possui grandes pontos fracos técnicos, com um bom desempenho global. Pela sua característica de equilibrar bem os atributos, é bastante versátil. Pode-se tocar MPB e Bossa Nova com a sonoridade do violão brasileiro. Pode-se tocar música clássica de todos os períodos com bom desempenho e resposta. Pode-se tocar valsas e choros com romantismo, ou peças rítmicas com precisão. É um bom companheiro em diversos cenários, desde palcos a saraus familiares. De gravações a estudo. Acústico ou amplificado. Um excelente instrumento para ensinar o controle da sonoridade e suas nuances. Não é um 7 cordas com tendência mais acentuada aos graves, portanto não seria o típico violão de choro de acompanhamento, com os bordões sobrepujando as primas. Porém, em todo repertório que se exija um som mais balanceado e puro, é um 7 cordas recomendado.

Informações Adicionais

Especificações Não

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