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Violão Jorge Raphael 2004 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Jorge Raphael 2004 - usado

Violão Clássico

 


Condição: estrutural (4/5), estética (2/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)


Braço: Cedro

Escala: Jacarandá, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “U” suave


Acabamento: Goma-laca tampo, PU fundo


Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm


Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm

Tarraxas: Schaller

Tensor: Não

Estojo: não






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Diagonal

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  • Tarraxas Schaller
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  • Ambiente
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Jorge Raphael 2004:
(VENDIDO)
   
O luthier mineiro Jorge Raphael se notabiliza pela construção de instrumentos de concepção moderna, com um trabalho que prima pelo equilíbrio entre os diversos fatores que um violão percisa conjugar na arte de ser um instrumento musical: sonoridade,  tocabilidade, estética e qualidade de construção. Seus instrumentos são bastante procurados e ele conta na sua lista de clientes com nomes como o duo Assad. Com um trabalho único no Brasil, Jorge Raphael é um dos únicos luthiers no mundo que constrói violões estilo Millenium com autorização do próprio Thomas Humphrey, o criador do projeto.
 
Este instrumento, de 2004, tem tampo de pinho e fundo e laterais de jacarandá baiano (mineiro). São boas madeiras, mas o jacarandá do fundo não é tão escuro, uma vez que se trata de um modelo básico construído pelo luthier. O tampo é de muito boa qualidade de corte, com veios retos e boa densidade. A escala
é de jacarandá, escuro, e o braço de cedro. Apesar das madeiras básicas, o instrumento possui o refinamento típico do Jorge Raphael, provando que a mão de um luthier influi enormemente no resultado final sonoro de uma violão. E é claro, as propriedades acústicas das madeiras nitidamente foram levadaa em conta na sua seleção, com resposta sofisticada. A construção é praticamente tradicional, mas com estrutura interna em treliça, em que as varetas do leque se entrecruzam, gerando maior equilíbrio.
 
E, justamente, a sonoridade tem ótimo equilíbrio, com as notas soando bem em todas as casas, e a transição entre as cordas sendo suave, sem saltos. O timbre é bastante equilibrado entre todos os registros, sem tendência de estridência ou de excesso de graves, com bastante nitidez e foco. Boa presença de brilho e ressonância cristalina, numa sonoridade adocicada, fazem o timbre muito belo. E o fato de ter amadurecimento pela idade torna o som aberto, expressivo, como só violões mais madurros podem ter.
 
O ataque é semi-pronunciado, nem destacado nem suave, com o decaimento rápido típico de instrumentos tradicionais, e sustentação média. Aliado à nitidez inerente no timbre, isso torna o violão é bastante articulado, com muita clareza nos registros e na separação de vozes. Os ritmos saem precisos e não há frequências sobrando, tornando a nitidez um dos pontos altos do instrumento.
 
O volume é razoável, mediano, com muito boa projeção. O som viaja com nitidez e alcance, e soa melhor para quem ouve do que para quem toca. Não tem muita margem dinâmica nos fortíssimos, tendendo a estourar, mas dentro da faixa de pianíssimo a forte funciona bem, sem exigir demais da mão direita. A resposta à articulação é excelente, com legatos e staccatos bem fáceis de se distinguir. O vibrato é muito bom, sai fácil, e a resposta ao colorido é boa, com variação sofisticada de timbre.
 
 A tocabilidade é um capítulo a parte. Extremamente bem regulado, fácil de tocar, com pouco esforço na mão esquerda e direita. O braço,em forma de U, bem chato na parte de trás, é fino e bem proporcionado, e diversos pequenos detalhes de medida tornam a tocabilidade deste instrumento excelente. Os ligados de mao esquerda sem tranquilos. A sensação do toque na mão direita é maravilhosa, com a mistura certa de tensão e flexibilidade. É uma marca registrada do luthier, mesmo neste instrumento com escala tradicional.
  
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo, e poliuretano no corpo. Tarraxas Schaller, usadas, e bag de tecido.
 
Condição:
 
- estrutural: 4/5. Bom estado, nenhuma rachadura, empenamento ou mau-funcionamento. 
- estética: 2/5. Ruim. Muitas marcas no tampo, a maioria superificial, e quinas com descascados e pequenas batidas.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: timbre maduro e adocicado, com nitidez. Equilíbrio entre cordas e entre casas. Articulação.Tocabilidade excelente. 
 
Pontos fracos: volume médio, e estética ruim.
 
Conclusão: Um violão básico com sofisticação de um grande luthier. O artista construtor influencia demais no resultado, mesmo com materiais não tão valorizados. Nessa faixa de valor, pode-se encontrar instrumentos com madeiras melhores, mas raramente se encontra violões com sonoridade mais refinada. É um instrumento que possui características excepcionais em nitidez, articulação, equilíbrio e tocabilidade. O timbre é belo, e tem aquele quê indefinível, de um luthier talentoso A potência é apenas razoável, e seria esse o maior ponto fraco sonoro, mas a projeção o torna bem funcional. É um instrumento clássico, adequado para aqueles que buscam equilíbrio, bom desempenho polifônico, nitidez  e tocabilidade. Não serve tão bem pra repertório popular. Feito por um dos maiores luthiers brasileiros, é um instrumento que possui sofisticação para gravar, e é excelente para pequenos recitais, estudo e desenvolvimento. Dentro da faixa de valor, super atrativo.
 

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Especificações Não

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