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Violão Scremin 2013 CD/BR "Yamandú Costa" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

João Scremin 2013 - usado
Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)
Tampo: Cedro Canadense (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)
Braço: Cedro brasileiro
Escala: Ébano, elevada, 22 trastes
Formato do braço: “U” suave
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/58 mm
Tarraxas: Rubner
Tensor: Não
Estojo: AMS Luxo



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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Mão
  • Diagonal fundo
  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico João Scremin 2013 "Yamandú Costa":

 
O luthier brasileiro João Scremin é um dos maiores talentos da geração de luthiers do século 21 no país. Tendo iniciado sua carreira da forma tradicional, como aprendiz e luthier de reparos, aos poucos foi desenvolvendo suas próprias obras, até que, em 2008, numa temporada na Espanha, firmou definitivamente suas convicções. Influenciado pela obra dos grandes luthiers espanhóis, tanto do passado como do presente, se voltou para a alta luteria tradicional, com o foco na sofisticação e beleza do timbre, na maestria em todos os detalhes da construção e na valorização de excepcionais materiais para trabalhar. Através de influências de diferentes escolas espanholas, João Cremin desenvolve um trabalho autoral, com elementos convergentes de diversas origens. Ele consegue aliar no seu trabalho o equilibrio e delicadeza que há na escola granadina, com a presenca e impacto da escola madrilenha, além de um timbre que traz a jocosidade brasileira. Tanto em seus instrumentos de 7 cordas como nos tradicionais 6 cordas, essa arte transparece e mostra um profissional talentoso e perfeccionista.
 
Este exemplar  é um modelo desenvolvido em parceria com o violonista Yamandú Costa, e possui a assinatura dele no selo. É um instrumento de estrutura tradicional, com típica influência da escola espanhola do século 20, mas com a brasilidade adicionada ao projeto, resultando num tradicional violão brasileiro. Nesse estilo de construção, o talento do luthier e a qualidade das madeiras são fundamentais para o sucesso sonoro, e ambos estão bem presentes neste exemplar. O tampo é de cedro canadense de um corte excepcional, de veio retos, finos e estrutura medular (rajados laterais) em toda a extensão. O jacarandá baiano do fundo e laterais é espetacular, com boa extensão em veios paralelos (o que é rarissimo hoje em dia), e visual contrastante e aceso como uma chama. No fundo, uma faixa de maple, clara, faz um contraste decorativo com o jacarandá. O braço é de cedro brasileiro, que possui resistência e leveza, com um tirante de ébano na parte de trás, que dá ainda mais estabilidade. A escala é de ébano, elevada e com 22 trastes, a pedido do Yamandú, para produzir até a nota Ré. Realmente um conjunto extraordinário.
 
A sonoridade é calorosa, com presença, e refinada. É encorpada mas sem ser bruta, possuindo nitidez e equilibrio de frequências que dão um aspecto límpido ao som. É um timbre que possui sutilezas, mas também é agressivo e impactante. Assim, pode-se fazer o instrumento cantar melodioso, com cremosidade nas agudas e um aspecto vocal limpo, sem perder corpo e vigor. O ataque é pronunciado, com decaimento curto e ótima sustentação. Isso torna o violão rítmico, num primeiro momento, mas expressivo num segundo momento. Ao tocar, ouve-se o impacto da nota, e depois ela decai abruptamente, mas ainda num nivel bom de potência, sustentando depois com boa sonoridade por bastante tempo. Com isso, consegue-se fazer o violão dançar, mas também cantar. O timbre do instrumento fica muito interessante com toques potentes, sendo um violão que responde bem a mais vigor de mão direita.
 
A resposta tímbrica é muito interessante. Ao mesmo tempo que não é complicado atingir uniformidade nas notas, o violão também propicia um colordo acima da média do cedro, se desejado. Assim, é um instrumento que, ao controle do intérprete, produz nmelodias consistentes em sonoridade, mas também apresenta nuances que emprestam sentimentos à música. Uma versatilidade com controlabilidade.
  
O equilíbrio é excelente. Possui bom equilibiro vertical, entre cordas, com todas as cordas soando bem entre si.  As primas apresentam bom corpo e presença, e os bordões possuem nitidez e não perdem profundidade. A sétima corda é bem equilibrada com a sexta, e os graves soam com bom corpo, sem perda de tensão. A terceira corda possui bom brilho. Tem graves bem presentes, mas sem encobrir as primas. No aspecto horizontal, o equilíbrio é excelente. Todas as posições soam com consistência, tanto na potencia como na sustentação. Os sobreagudos funcionam, inclusive o ré agudo. 
 
O volume é muito bom para um violão tradicional, apesar de não ser um violão canhão. Mas é um volume que o destaca, com impacto sonroo,  o que é uma característica ajudada pelo tampo de cedro, com presença e corpo, além de boas madeiras e talento do luthier para extrair som delas. A projeção é muito boa, com a ambiência que leva o som lateralmente, mas com boa nitidez na distância, o que é raro em cedro. A nitidez, aliás, é excepcional para essa madeira, com boa separação de notas e vozes. A resposta dinâmica é razoável. Possui sutilezas nos pianos, e bom controle nos crescendos, mas não chega a atingir os fortíssimos sem gerar certo ruído. É necessário esclarecer que ele não trasteja nos toque fortes, pelo contrário. O que ocorre é que o aumento de intensidade no toque, a partir de certo ponto, se reflete em um som que privilegia o ataque em relação ao decaimento. Isso pode ser bom, pra quem busca um fortíssimo impactante, com certo estouro na nota.
  
A tocabilidade é excelente. O braço é muito confortável, com formato de U suave, ou seja, retangular, arestas arredondadas e achatado atrás, mas não completamente reto. Ele possui uma leve curvatura para melhorar o apoio do polegar e uma espessura fina, mas não fina demais a ponto de obrigar a mão esquerda a fica tensionada. Alem disso, possui a escala elevada, o que ajuda muito no acesso às posições agudas, além de dar mais liberdade à mão direita, pois as cordas ficam mais distantes do tampo (e assim, há menor chance dos dedos resvalarem no tampo). O espaçamento entre cordas, que também é uma especificação desenvolvida junto com o Yamandú Costa, não é tão estreito a ponto de dificultar posições apertadas ou fazer a mão direita resvalar em cordas indesejadas. Mas também não é tão largo a ponto de dificultar aberturas verticais. É um instrumento realmente bem calibrado, com a visão de um intérprete nitidamente presente nas dimensões e formas.
 
O verniz utilizado é poliuretano. Um verniz bastante utiizado em luteria, que propicia uma sonoridade mais compacta e focada. A vantagem do PU (poliuretano) é a praticidade, sendo mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano. A qualidade do acabamento do verniz também é muito boa, com uma aplicação na medida para não formar uma película muito grossa, e ajudar a disciplinar o cedro. O acabamento como um todo é de muita elegância, e o aspecto estético das madeiras é fantástico. O jacarandá belíssimo, com contraste de tonalidades e veios paralelos e sinuosos, harmoniza com o cedro de veios finos reflexo sedoso do tampo. A faixa de maple no fundo produz um efeito estético muito interessante, e o tirante, de ébano, na parte de trás do braço, além da sua função de melhorar a resistência, também é um belo complemento visual.
 
Inclui estojo AMS luxo, e tarraxas alemãs Rubner.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão praticamente novo.
- estética: 5/5. Excelente estado.
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre vigoroso, mas límpido. Equilibrio e nitidez, com versatilidade pra ser rítmico ou melódico. Sustentação ótima. Escala com 22 casas, indo até a nota Ré. Acabamento elegante. Tocabilidade excelente.
 
Pontos fracos: É um violão ainda novo e precisa de mais amadurecimento para abrir o som. Não possui ampla gama de variação de colorido tímbrico, mas é acima da média para cedro. Não é um violão para tocar com toque suave, funciona melhor com uma toque mais vigoroso.
 
Conclusão: É um instrumento excelente que transpira qualidade ao ser visto. Realmente acima da média quando se fala em instrumentos de cedro, com um pé no popular solista. Talvez não seja aquele típico instrumento de choro, com graves pesados e dominantes, mas é perfeito para música popular instrumental e para quem busca mais refinamento neste estilo. Possui a versatilidade de ser rítmico sem embolar, e também conseguir ser melodioso e doce, passando de pulsação vibrante à expressividade cremosa. Possui a presença típica do cedro, mas com nitidez acima da média. Assim, por tudo isso, realmente brilha em peças solo e é altamente indicado para música brasileira, valsas, choros, enfim, tudo que necessite de um som que mistura os acordes sem embolar, com boa definição rítmica e apresente maciez, equilibrio e nitidez. Além disso, pelas suas características, também é possível ser usado para peças clássicas, com tessitura ampliada. Possui articulação e boa resposta de graves, que o deixa confortável em peças românticas, espanholas, século XX, repertório brasileiro, etc... Um grande violão, que possui na sua concepção a influência e a recomendação de um dos maiores nomes desse estlo, que é o Yamandú Costa.
  
  



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Especificações Não

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