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Violão Scremin 2015 SP/IN "Standard" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

João Scremin 2015 - novo
Violão Clássico

 
Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)
Tampo: Abeto europeu (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Cedro brasileiro
Escala: Ébano, elevada, 20 trastes
Formato do braço: “C” suave
Acabamento: Poliuretano fosco
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42,5/57,5 mm
Tarraxas: Rubner
Tensor: Não
Estojo: AMS Luxo
Soundport: Sim
Armrest Magnético incluso



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Diagonal

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Soundport e escala elevada
  • Estojo AMS Luxo
  • Armrest Magnético
  • Armrest Magnético: forro
  • Armrest magnético colocado
  • Diagonal com Armrest Magnético
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico João Scremin 2015 "Standard", n.60:
  
O luthier brasileiro João Scremin é um dos maiores talentos da geração de luthiers do século 21 no país. Tendo iniciado sua carreira da forma tradicional, como aprendiz e luthier de reparos, aos poucos foi desenvolvendo suas próprias obras, até que, em 2008, numa temporada na Espanha, firmou definitivamente suas convicções. Influenciado pela obra dos grandes luthiers espanhóis, tanto do passado como do presente, se voltou para a alta luteria tradicional, com o foco na sofisticação e beleza do timbre, na maestria em todos os detalhes da construção e na valorização de excepcionais materiais para trabalhar. Através de influências de diferentes escolas espanholas, João Scremin desenvolve um trabalho autoral, com elementos convergentes de diversas origens. Ele consegue aliar no seu trabalho o equilibrio e delicadeza que há na escola granadina, com a presenca e impacto da escola madrilenha, além de um timbre que traz a jocosidade brasileira. Tanto em seus instrumentos de 7 cordas como nos tradicionais 6 cordas ou flamencos, essa arte transparece e mostra um profissional talentoso e perfeccionista. A sua versatilidade e excelência é revelada ao listarmos alguns de seus clientes mais célebres, como Yamandú Costa, Paulo Bellinati, Odair Assad, Leo Eymard, etc., que transitam entre diversos estilos como o violão popular solista, o violão clássico e o violão de acompanhamento.
  
Este exemplar é o modelo clássico na versão Standard. É um instrumento de estrutura tradicional, com típica influência da escola espanhola do século 20(tampo maciço, estrutura em leque), mas com algumas características modernas como a escala elevada, o armrest magnético e o soundport, que visam ajudar na tocabilidade e na audibilidade, sem alterar o timbre. Nesse estilo de construção, o talento do luthier e a qualidade das madeiras são fundamentais para o sucesso sonoro, e ambos estão bem presentes neste exemplar. O tampo é de abeto europeu, de veio retos e estrutura medular (rajados laterais) em grande parte de sua extensão, o que denota um bom corte da madeira, com estabilidade e eficiência na transmissão sonora. O jacarandá bo indiano no fundo e laterais é excelente, com veios paralelos e finos, num corte radial. O braço é de cedro brasileiro (cedro rosa), que possui resistência e leveza. A escala é de ébano, elevada e com 20 trastes, para produzir até a nota Dó. Realmente um conjunto respeitável de madeiras.
  
A sonoridade é clara, nítida, crespa. Possui textura e é seca, sem embolar, mas ao memso tempo possui uma certa cremosidade e refinamento.  É encorpada mas sem ser bruta, possuindo nitidez e equilibrio de frequências que dão um aspecto límpido ao som. É um timbre que possui trnsparência e equilíbrio, como se a razão entre fundamental e harmônicos fosse extremamente bem pensada e balanceada. O ataque é redondo, com decaimento curto e rápido, e muito boa sustentação. Aliado ao timbre definido e seco, o instrumento ganha boa articulação (decaimento curto e rápido), mas o ataque e o sustain amenizam a agressividade do instrumento e dão um toque de doçura e expressividade. O timbre do instrumento fica muito interessante com toques potentes, sendo um violão que responde bem a mais vigor de mão direita.
  
A resposta tímbrica é muito interessante. Ao mesmo tempo que o violão naturalmente tende a atingir uniformidade nas notas, também propicia um colorido bem razoável. Se não é um violão com leque tímbrico amplo e detalhado, é competente nesse aspecto e traz a vantagem da controlabildiade do som. Esconde o ruído de unha e outros sons indesejáveis. 
 
O equilíbrio é excelente. Possui excelente equilibiro vertical, entre cordas, com todas as cordas soando bem entre si.  As primas apresentam bom corpo e presença, e os bordões possuem nitidez e não perdem profundidade. A terceira corda possui bom brilho e a primeira corda,bom corpo. A transição entre todas as cordas, inclusive entre presas e soltas, é excepcional. Tem graves bem presentes, mas sem encobrir as primas. No aspecto horizontal, o equilíbrio também é excelente. Todas as posições soam com consistência, tanto na potencia como na sustentação. Os sobreagudos funcionam, inclusive o dó agudo. É um dos pontos altos do instrumento.
 
O volume é muito bom, bem acima da média de um violão tradicional. Percebe-se realmente o impacto sonoro ao se tocar. A projeção é muito boa, com a ambiência que leva o som lateralmente, mas com boa nitidez na distância. A nitidez, aliás, é excepcional, com boa separação de notas e vozes. É possivel ouvir com clareza todas as notas, inclusive notas intermediárias em trechos polifônicos, sem com isso tornar a sonoridade dura. Pelo contrário, possui ainda uma mesclabilidade de som muito boa, o que ajuda a molhar os acordes e a dar ambiência ao som. O retorno sonoro é excelente, com o soundport ajudando o intérpete a se ouvir de forma fiel ao que está sendo projetado. A resposta dinâmica é boa. Possui bom controle nos crescendos, e é possível destacar notas sem muito esforço, com o insturmento respondendo muito bem à mão. O desempenho nos fortes e fortíssimos é excelente, sem estourar e com pouca perda de qualidade sonora, e sem trastejo. Nos pianos, o instrumento perde um pouco do corpo, mas ainda possui um desempenho bem respeitável. 
  
A tocabilidade é excelente. O braço é muito confortável, com formato de C suave, ou seja, arredondado, mas fino e de forma ovalada, o que dá uma boa base para o polegar. O braço de espessura fina, mas não fina demais a ponto de obrigar a mão esquerda a fica tensionada, mantém a mão no ponto ótimo de relaxamento. Alem disso, possui a escala elevada, o que ajuda muito no acesso às posições agudas, além de dar mais liberdade à mão direita, pois as cordas ficam mais distantes do tampo (e assim, há menor chance dos dedos resvalarem no tampo). O espaçamento entre cordas não é tão estreito a ponto de dificultar posições apertadas ou fazer a mão direita resvalar em cordas indesejadas. Mas também não é tão largo a ponto de dificultar aberturas verticais. O armrest magnético dá muito conforto ao antebraço direito. É um instrumento realmente bem calibrado, com a visão de um intérprete nitidamente presente nas dimensões e formas.
 
O verniz utilizado é poliuretano fosco. Um verniz bastante utiizado em luteria, que propicia uma sonoridade mais compacta e focada. A vantagem do PU (poliuretano) é a praticidade, sendo mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano. A qualidade do acabamento do verniz também é muito boa, com uma aplicação na medida para não formar uma película muito grossa, e deixar aparecer anda a porosidade da madeira. O acabamento como um todo é de muita elegância, e o aspecto estético das madeiras é valorizado. O acabamento fosco é bastante agradável e suave ao olhos, e a qualidade da montagem e colagem é perfeita.
  
Inclui estojo AMS luxo, e tarraxas alemãs Rubner.
 
E também inclui o Armrest Magnético, um acessório excepcional desenvolvido pelo Scremin. É um apoio para o antebraço direito, que ajuda a suavizar o contato com a quina do violão, e a manter a pele de quem toca afastada do tampo (o que ajuda na conservação do verniz e na liberação do tampo pra vibrar mais livremente). Muitos luthiers fazem o armrest, mas o diferencial deste é o aspecto magnético da fixação. Com imãs internos fazendo o armrest se prender ao violão, a colocação e a retirada do acessório é totalmente livre, permitindo-se usar o armrest ou não, conforme conveniência. O armrest é estofado por dentro e não danifica o acabamento, e a fixação é muito fácil. O próprio imã faz o armrest escorregar pra posição certa, mesmo que o encaixemos ligeiramente deslocado do ponto correto. Como diriam em inglês: "foolproof".
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre límpido, seco, balanceado. Excepcional equilibrio e nitidez. Resposta dinâmica excelente. Acabamento elegante. Tocabilidade excelente. Acessórios de qualidade.
 
Pontos fracos: É um violão ainda novo e precisa de mais amadurecimento para abrir o som. Não possui ampla gama de variação de colorido tímbrico. Como timbre é uma questão de gosto pessoal, aqueles que buscam uma sonoridade mais cremosa podem não gostar de um timbre mais seco e definido.
 
Conclusão: É um instrumento excelente que transpira qualidade ao ser visto. Realmente acima da média e com versatilidade invejável. Possui um timbre seco e nítido, que ajuda na separação polifônica, e também é muito adequado para estilos rítmicos. Possui ataque redondo e sustentação, o que dá um toque de doçura e aproxima o instrumento de um estilo mais clássico ou melodioso. Não é um instrumento romântico, por ser tão claro e honesto no timbre, mas certamente possui excepcionais qualidades pra repertório do século XX, Barroco, Renascentista, Clássico, Popular Brasileiro, Espanhol, e até mesmo pra Jazz. Um instrumento que responde extremamente bem e fácil aos estímulos do intérprete em termos dinâmicos, com sonoridade equilibrada e uniforme, certa textura para dar caráter, e muita consistência. É um violão que elimina muitas das preocupações que o músico pode ter com tocabilidade, resposta, controle, consistência tímbrica, nitidez, etc... e o deixa livre pra pensar na música.
  

Informações Adicionais

Especificações Não

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