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Violão Lineu Bravo 2002 CD/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Lineu Bravo 2002 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)
Tampo: Cedro Canadense (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “C”, suave e fino
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 645 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 44/59 mm
Tarraxas: Schaller
Tensor: Tirante fixo de madeira
Estojo: Semicase SolidSound (usado)



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Diagonal

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Semicase SolidSound
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Lineu Bravo 2002 CD/BR n.90:
 
O brasileiro Lineu Bravo é um dos maiores luthiers do Brasil, com um trabalho autoral muito peculiar, altamente valorizado, principamente no universo do violão brasileiro instrumental. Grandes nomes como Guinga, Marcus Tardelli, Alessandro Penezzi e Rogério Caetano possuem e admiram publicamente os seus violões. Entre diversas qualidades, seus instrumentos possuem equilíbrio superior, tocabilidade e uma sonoridade definida, seca, mas com doçura e maciez. Além de um esmero visual notável, com acabamento tradicionalmente fosco e conceito de equilbro de tonalidades de cor, que dão um aspecto distinto, elegante e moderno aos seus violões. É um dos grandes luthiers brasileiros, e praticamente imbatível quando se pensa em instrumentos que equilibrem rítmica definida, nitidez, tocabilidade e beleza de timbre. 
  
Este exemplar, usado mas com aparência de novo, é um violão clássico estilo tradicional. É interessante ver um trabalho do Lineu mais voltado para o universo erudito, e perceber que desde então os instrumntos também possuíam versatilidade para popular instrumental. Possui  o tampo em Cedro Canadense de veios retos, uniformes, e coloração mais escura. O fundo e laterais são de Jacarandá Baiano, a madeira mais tradicional para violões, que gera densidade de graves. A escala, de ébano, possui a 20a. casa para as duas primeiras cordas, e o braço de Cedro Brasileiro é reforçado por um tirante fixo de madeira, que gera estabilidade e também cumpre papel de ornamentação. É um conjunto bastante tradicional de madeiras.
  
A sonoridade possui também o DNA Lineu Bravo, mesmo sendo um instrumento de 2002, mas com o verniz brilhante , o som tradicionalmente seco do luthier ganha um pouco de molho, ficando mais cremoso, porém ainda macio, com definição. Uma sonoridade bela, encorpada e muito nítida. O timbre tem ótima proporção de parciais graves, dando corpo e presença, com parciais agudas dando brilho e  definindo o contorno das notas,  mas sem ficar com som espetado. É um timbre caloroso, macio, com certo creme mas ainda seco, com definição, voltado para a fundamental, como é marca registada do luthier. Mas essa característica de timbre seco não impede que as notas se misturem bem, quando tocadas juntas, gerando acordes equilibrados e fluentes. A doçura do timbre também se deve ao ataque que é definido mas sem ser espetado. Ele se segue de um decaimento muito peculiar: abrupto e logo depois lento. Ou seja, o som começa com ataque definido mas macio, decai em um instante (o que ajuda a definir a parte rítmica) até um nivel de volume ainda bom, e depois se sustenta bem, com o som permanecendo naquele volume até praticamente o final. Um violão rítmico mas ao mesmo tempo com boa melodia. Tem o timbre com o calor do cedro, mas sequinho e filtrado de uma forma a gerar controle e equilíbrio. Consegue-se fazer o violão dançar ou cantar, o que é uma versatilidade de timbre muito interessante.
  
O equilíbrio é ótimo. Possui ótimo equilibrio vertical, entre cordas, com um pequeno favorecimento aos graves, talvez amplificados pela profundidade de ressonância das corda 6, que é bem presente. Porém, apesar dos bordões presentes, cheios, as primas são projetadas e encorpadas, e dão conta de gerar o equilíbrio. Assim, os dois extremos se equilibram, com graves macios e profundos, e primas com corpo e nitidez.  Todas as cordas possuem definição, maciez e um nivel proporcional de resposta. A terceira corda com bom amadurecimento e se harmonizando com as vizinhas, e a primeira corda sem perder corpo em relação à segunda. No aspecto horizontal, o equilíbrio é muito bom. As posições soam com consistência, tanto na potência como na sustentação. O violão tem um aspecto quase pianístico nesse aspecto, com as notas em todas as casas soando bem equilibradas, inclusive cordas soltas com cordas presas. 
  
O volume é bom para um violão tradicional, mas não é um violão canhão. Tem um volume que o destaca da média de violões de luteria, o que é uma característica ajudada pelo tampo de cedro, com presença e impacto sonoro. E a projeção é muito boa, com boa nitidez na distância, o que é raro em cedro. A resposta dinâmica é boa. Ele aguenta toques potentes e pancadas mais rítmicas de mão direita. O ataque fica um pouco mais agressivo com um toque mais vigoroso, mas de uma forma que ajuda bastante a dar também a agressividade sonora pretendida ao se fazer uma pegada mais cheia. É uma das características que o faz ter tanta admiração no meio do violão instrumental popular. Os pianos são encorpados e a transição bastante controlável.
  
A resposta tímbrica tende mais à uniformidade. Tanto pelo fato da própria madeira (cedro) ter essa característica como pelo equilíbrio e sonoridade seca e sem sobra de harmônicos. É claro, há harmonicos ao se tocar as notas, dando brilho e contorno ao som. E se pode manipulá-los para uma pequena palheta de variação de timbre entre doce e metálico. Porém o instrumento realmente foi feito para soar uniformemente, propiciando grande facilidade de controle tímbrico e consistência em melodias e frases. 
  
A tocabilidade é muito boa. O braço é muito confortável, com formato arredondado, mas numa curva muito suave, permitindo bom apoio de polegar. É um formato de C, mas suavizado na parte de trás, e com espessura mediana, que gera conforto para a mão esquerda. A boa relação de tensão e ataque gera uma sensação firme e responsiva à mão direita. A ação das cordas fica baixa, sem trastejos, e o espaçamento entre cordas levemente maior na pestana gera mais espaço para os dedos sem necessariamente ser desconfortável. O único contratempo seria talvez para pessoas com dificuldade de abertura vertical ou mãos muito pequenas, onde esse espaçamento pode acabar sendo sentido como excessivo. Mas no geral a tocabilidade é realmente muito boa.
   
O verniz utilizado é poliuretano com acabamento brilhante. Um verniz bastante utiizado em luteria, que propicia uma sonoridade mais compacta. A vantagem do PU (poliuretano) é a praticidade, sendo mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano. O acabamento como um todo é de muita elegância, e transmite modernidade sem exagero. O formato do cavalete e o formato da mão, mais triangular, geram esse toque moderno na estética, enquanto que a roseta em tons pastéis e os frisos em madeira clara geram um contraste interessante de cores.
  
Inclui um semicase da SolidSound, e tarraxas Schaller.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão como novo, e de qualidade de construção soberba.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, com uma ou outra marca leve no tampo e pouquissimos sinais de desgaste no corpo, todos superficiais.
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre seco mas doce, com certa cremosidade. Graves macios e profundos. Nitidez e características que o tornam rítmico e definido. Uniformidade que propicia consistencia. Equilibrio acima da média, com todas as cordas funcionando em todas as posições.
  
Pontos fracos: Não possui grande gama de variação de colorido tímbrico. Volume acima da média, mas não excepcional. Pestana mais larga pode ficar desconfortável para alguns que possuam dificuldades maiores com espaçamento.
  
Conclusão: É um instrumento altamente versátil, com um trabalho muito interessante em termos sonoros para o violao clássico, mas também perfeito para música popular instrumental. Jazz, música brasileira, valsas, choros, enfim, tudo que necessite de um som que mistura os acordes sem embolar, que dá boa definição rítmica e apresente maciez, equilibrio e nitidez. Não é a toa que grandes artistas utilizam violões do Lineu Bravo, pois esse tipo de características são praticamente uma assinatura do luthier. Mas, neste caso, o instrumento também possui boas características para o repertório clássico, principalmente nacionalista espanhol, brasileiro, romântico e clássico. Um instrumento versátil e com timbre belo e equilibrado, pronto para diversas necessidade.

Informações Adicionais

Especificações Não

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