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Violão 8 cordas Lineu Bravo 2007 CD/BN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Lineu Bravo 2007 - Usado

Violão 8 Cordas

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)

Tampo: Cedro Canadense (maciço)

Fundo e laterais: Braúna (maciço)

Braço: Cedro Brasileiro

Escala: Granadilha, tradicional, 20 trastes

Formato do braço: “C”, suave e fino

Acabamento: Poliuretano

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm ?

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 59/79 mm  (42/56,5 mm entre cordas 1 e 6)

Tarraxas: Condor

Tensor: Tirante fixo de madeira

Estojo: AMS usado (incluso)




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Diagonal

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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Condor
  • Mão: costas (braço com tirante)
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Estojo AMS
  • Selo

Detalhes

Violão 8 Cordas Lineu Bravo 2007 CD/BN n.209:
 
O luthier brasileiro Lineu Bravo é um dos maiores luthiers do Brasil, com um trabalho autoral muito peculiar, altamente valorizado, principamente no universo do violão brasileiro instrumental. Grandes nomes como Guinga, Marcus Tardelli, Alessandro Penezzi e Rogério Caetano possuem e admiram publicamente os seus violões. Entre diversas qualidades, seus instrumentos possuem equilíbrio superior, tocabilidade e uma sonoridade definida, seca, mas com doçura e maciez. Além de um esmero visual notável, com acabamento tradicionalmente fosco e conceito de equilbro de tonalidades de cor, que dão um aspecto distinto, elegante e moderno aos seus violões. É um dos grandes luthiers brasileiros, e praticamente imbatível quando se pensa em instrumentos que equilibrem rítmica definida, nitidez, tocabilidade e beleza de timbre. 
  
Este exemplar, usado mas com aparência de novo, é um 8 cordas, com 2 graves extras, que possui madeiras de muito boa qualidade de corte, com o tampo de um Cedro Canadense de veios retos, uniformes, alta densidade e corte bem radial, como se pode atestar pelas estruturas medulares (os rajados laterais) ao longo de toda a sua extensão. O fundo e laterais são de Braúna, uma madeira brasileira de boa sonoridade, com corte radial, boa densidade e amadurecimento. A coloração tem contraste de cores da madeira, misturando tons esverdeados e marrons em diversas tonalidades . A escala, de Granadilha, é elevada com 20 casas, e o braço de Cedro Brasileiro é fino e confortável, e reforçado por um tirante fixo de madeira, que gera estabilidade e também cumpre papel de ornamentação. 
  
A sonoridade é Lineu Bravo, mas, com o verniz brilhante e a ressonância simpática que geram as 8 cordas, o som tradicionalmente seco do luthier ganha um pouco de molho, ficando mais cremoso com harmônicos, porém ainda macio, com definição. Uma sonoridade bela, encorpada e muito nítida. O timbre tem ótima proporção de parciais graves, dando corpo e presença, com parciais agudas dando brilho e  definindo o contorno das notas,  mas sem ficar com som espetado. É um timbre caloroso, com certo creme mas ainda seco, com definição. Mas essa característica de timbre seco não impede que as notas se misturem bem, quando tocadas juntas, gerando acordes equilibrados e fluentes. A doçura do timbre também se deve ao ataque que é definido mas sem ser espetado. Ele se segue de um decaimento muito peculiar: abrupto e logo depois lento. Ou seja, o som começa com ataque definido mas macio, decai em um instante (o que ajuda a definir a parte rítmica) até um nivel de volume ainda bom, e depois se sustenta com o som permanecendo naquele volume até praticamente o final. Um violão rítmico mas ao mesmo tempo com boa melodia. Tem o timbre com o calor do cedro, mas sequinho e filtrado de uma forma a gerar controle e equilíbrio. Consegue-se fazer o violão dançar ou cantar, o que é uma versatilidade de timbre muito interessante.
  
O equilíbrio é muito bom. Possui bom equilibrio vertical, entre cordas, com um pequeno favorecimento aos graves, talvez amplificados pela profundidade de ressonância das cordas extras. Porém, apesar dos bordões presentes, cheios, as primas são projetadas e macias, e o violão não é desequilibrado. Pelo contrário, os dois extremos se equilibram, com graves com nitidez sem serem rasos, e primas com maciez sem serem apagadas.  Algo bem difícil num violão 8 cordas, e mostra a destreza do luthier. Todas as cordas possuem definição, maciez e um nivel proporcional de resposta. No aspecto horizontal, o equilíbrio é muito bom. As posições soam com consistência, tanto na potência como na sustentação. O violão tem um aspecto quase pianístico nesse aspecto, com as notas em todas as casas soando bem equilibradas, inclusive cordas soltas com cordas presas. 
  
O volume é bom para um violão tradicional, mas não é um violão canhão. Tem um volume que o destaca da média de violões de luteria, o que é uma característica ajudada pelo tampo de cedro, com presença e impacto sonoro. Isso é muito bom, se considerarmos ainda ser um 8 cordas, em que geralmente, pela tensão extra, perde-se potência em relação aos 6 cordas. Neste caso, a potência continua boa, e a projeção é muito boa, com boa nitidez na distância, o que é raro em cedro. A resposta dinâmica é boa. Ele aguenta toques potentes e pancadas mais rítmicas de mão direita. O ataque fica um pouco mais agressivo com um toque mais vigoroso, em relação aos toques pianos, mas de uma forma que ajuda bastante a dar também a agressividade sonora pretendida ao se fazer uma pegada mais cheia. É uma das características que o faz ter tanta admiração no meio do violão instrumental popular.
  
A resposta tímbrica tende mais à uniformidade. Tanto pelo fato da própria madeira (cedro) ter essa característica como pelo equilíbrio e sonoridade seca e sem sobra de harmônicos. É claro, há harmonicos ao se tocar as notas, dando brilho e contorno ao som. E se pode manipulá-los para uma pequena palheta de variação de timbre entre doce e metálico. Porém o instrumento realmente foi feito para soar uniformemente, propiciando grande facilidade de controle tímbrico e consistência em melodias e frases. 
  
A tocabilidade é excelente. O braço é muito confortável, fino e com formato arredondado, mas numa curva muito suave, permitindo bom apoio de polegar. É um formato de C, mas suavizado e com espessura fina, muito boa para a mão esquerda. O verniz é fosco somente no braço, e dá uma boa sensação tátil à mão esquerda, e a boa relação de tensão e ataque gera uma sensação firme e responsiva à mão direita. A ação das cordas fica baixa, sem trastejos, e o espaçamento entre cordas parece bem confortável a ambas as mãos. A escala elevada ajuda nas posições sobreagudas, e permite boa margem de espaço pra mão direita trabalhar sem tocar no tampo. Realmente um violão muito bem pensado na ergonomia.
   
O verniz utilizado é poliuretano com acabamento brilhante (fosco apenas no braço). Um verniz bastante utiizado em luteria, que propicia uma sonoridade mais compacta. A vantagem do PU (poliuretano) é a praticidade, sendo mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano. A qualidade do acabamento do verniz também é excepcional, com uma aplicação na medida para não formar uma película muito grossa, e ajudar a disciplinar o cedro. O acabamento como um todo é de muita elegância, e transmite modernidade sem exagero. O formato da mão, a roseta em tons pastéis e a harmonização de tons e cor são de muito bom gosto.
  
Inclui estojo AMS usado (em bom estado), e tarraxas Condor.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão como novo, e de qualidade de construção soberba.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, com uma ou outra marca no tampo e pouquissimos sinais de desgaste no corpo, todos superficiais.
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre seco mas doce, com certa cremosidade. Nitidez e características que o tornam rítmico e definido. Uniformidade que propicia consistencia. Acabamento elegante. Tocabilidade excelente. Equilibrio acima da média, com todas as cordas funcionando, da primeira à oitava.
  
Pontos fracos: Não possui grande gama de variação de colorido tímbrico. Volume acima da média, mas não excepcional. Leve tendência a favorecer os graves, que pode não agradar quem não gosta de graves mais presentes.
  
Conclusão: É um instrumento perfeito para música popular instrumental. Jazz, música brasileira, valsas, choros, enfim, tudo que necessite de um som que mistura os acordes sem embolar, que dá boa definição rítmica e apresente maciez, equilibrio e nitidez. Não é a toa que grandes artistas utilizam violões do Lineu Bravo, pois esse tipo de características são praticamente uma assinatura do luthier. O timbre seco e definido, mas macio é algo difícil de descrever, e neste violão, vem acompanhado de cremosidade de harmônicos mais agudos. Parece perfeito para acompanhar voz. Para repertório mais clássico, como música barroca, e repertório romântico, talvez não seja tão adequado justamente por ser mais seco e não tão sobrecarregado de harmonicos. Mas, possui excelentes atributos em questão de nitidez e articulação para repertório que exija essas características acima de outras. A cremosidade nas primas permite cantabiles belos e românticos. Além disso, encontrar um 8 cordas com essa qualidade, em termos de som, equilíbrio e tocabilidade, é algo muito raro. Recomendado, dificilmente se acha no mundo instrumentos tão adequados à nossa música popular instrumental e a qualquer estilo que exija rítmo e expressividade melódica.

Informações Adicionais

Especificações Não

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