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Violão Lineu Bravo 2015 CD/BR (Desconto de R$ 2.000,00 à vista*)

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Disponibilidade: Esgotado

R$14.000,00

Descrição Rápida

Lineu Bravo 2015 - Seminovo
Violão Clássico
 
Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)
Tampo: Cedro Canadense (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano, tradicional, 21 trastes
Formato do braço: “D”, suave e fino
Acabamento: Poliuretano Fosco
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42,5/57 mm
Tarraxas: Gotoh
Tensor: Não
Estojo: usado ABS (incluso)

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Fundo: diagonal
  • Mão
  • Tarraxa Gotoh
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo ABS
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Lineu Bravo 2015 SP/BR:
 
O luthier brasileiro Lineu Bravo é um dos maiores luthiers do Brasil, com um trabalho autoral muito peculiar, altamente valorizado, principamente no universo do violão brasileiro instrumental. Grandes nomes como Guinga, Marco Pereira, Marcus Tardelli, Alessandro Penezzi e Rogério Caetano possuem e admiram publicamente os seus violões. Entre diversas qualidades, seus instrumentos possuem equilíbrio superior, ótima tocabilidade e uma sonoridade definida, seca, mas com doçura e maciez. Além de um esmero visual notável, com acabamento tradicionalmente fosco e conceito de equilbro de tonalidades de cor, que dão um aspecto distinto, elegante e moderno aos seus violões. É um dos grandes luthiers brasileiros, e praticamente imbatível quando se pensa em instrumentos que equilibrem rítmica definida, nitidez, tocabilidade e beleza de timbre. 
  
Este exemplar, em estado de novo, é um exemplo quintessencial do trabalho do Lineu Bravo e se trata do modelo top. Com o cedro canadense no tampo, que é uma espécie de assinatura do luthier, e preferência ampla entre seus clientes. As madeiras são de muito boa qualidade de corte, com o tampo de um cedro de veios retos, uniformes, alta densidade e corte bem radial, como se pode atestar pelas estruturas medulares (os rajados laterais) ao longo de toda a sua extensão. O fundo e laterais são de um jacarandá baiano fantástico, raríssimo, de corte radial, em que se percebem veios paralelos e com densidade muito interessante. A coloração escura, negra e vermelho-achocolatada atestam a nobreza da madeira que é universalmente consagrada como a mais bem-sucedida em luteria de violões. É algo imensamente especial se encontrar um jacrandá baiano dessa qualdiade de corte. A escala, de ébano, é tradicional com 20 casas, e o braço de cedro brasileiro. Madeiras tradicional e nobres, de qualidade excepcional.
 
A sonoridade é Lineu Bravo da cabeça aos pés. Som seco, macio, com definição. Não embola nunca, com seu timbre definido e penetrante, e com o fato do violão não ter praticamente sobra de harmônicos. Consegue-se partir do som cheio até o silencio praticamente total com o simples controle na mão direita. Mas essa característica de timbre seco não impede que as notas se misturem bem, quando tocadas juntas, gerando acordes equilibrados e fluentes. A doçura do timbre também se deve ao ataque que é definido mas sem ser espetado. Ele se segue de um decaimento muito peculiar: abrupto e logo depois lento. Ou seja, o som começa com ataque definido mas macio, decai em um instante (o que auda a definir a parte rítmica) até um nivel de volume ainda bom, e depois se sustenta com o som permanecendo naquele volume até praticamente o final. E a sustentação deste exemplar é particularmente boa. Isso é talvez o segredo de um som doce mas definido, de um violão rítmico mas ao mesmo tempo com boa melodia. Tem o timbre com o calor do cedro, mas sequinho e filtrado de uma forma a gerar controle e equilíbrio. Consegue-se fazer o violão dançar ou cantar, o que é uma versatilidade de timbre muito interessante.
 
O equilíbrio é muito bom. Possui bom equilibiro vertical, entre cordas, com um pequeno favorecimento aos graves, talvez amplificados pela profundidade que dá o jacarandá baiano. Os bordões são presentes, cheios, mas as primas são projetadas e macias. Os dois extremos se equilibram, com graves com nitidez sem serem rasos, e primas com maciez sem serem apagadas. Todas as cordas possuem definição, maciez e um nivel proporcional de resposta. No aspecto horizontal, o equilíbrio é excelente. Todas as posições soam com consistência, tanto na potencia como na sustentação. O fato de não haver sobra de harmônicos ajuda a não gerar notas do lobo, que soam mais que as outras. Pelo contrário, o violão tem um aspecto quase pianístico nesse aspecto, com as notas em todas as casas soando bem equilibradas, inclusive cordas soltas com cordas presas. 
 
O volume é bom para um violão tradicional. Tem um volume que o destaca da média de violões de luteria, o que é uma característica ajudada pelo tampo de cedro, com presença e impacto sonoro. A projeção é muito boa, com boa nitidez na distância, o que é raro em cedro. A nitidez, aliás, é excepcional, com boa separação de notas e vozes. A resposta dinâmica é boa. Ele aguenta toques potentes e pancadas mais rítmicas de mão direita. O ataque fica um pouco mais agressivo com um toque mais vigoroso, em relação aos toques pianos, mas de uma forma que ajuda bastante a dar também a agressividade sonora pretendida ao se fazer uma pegada mais cheia. É uma das características que o faz ter tanta admiração no meio do violão instrumental popular.
 
A resposta tímbrica tende mais à uniformidade. Tanto pelo fato da própria madeira (cedro) ter essa característica como pelo equilíbrio e sonoridade seca e sem sobra de harmônicos. É claro, há harmonicos ao se tocar as notas, dando brilho e contorno ao som. E se pode manipulá-los para uma pequena palheta de variação de timbre entre doce e metálico. Porém o instrumento realmente foi feito para soar uniformemente, propiciando grande facilidade de controle tímbrico e consistência em melodias e frases. Ainda assim, possui expressividade, respondendo a vibratos e doces, ou conseguindo sons estalados e incisivos.
 
A tocabilidade é excelente. O braço é muito confortável, com leve achatamento atrás e arredondado nas quinas, permitindo bom apoio de polegar. É um formato de D, mas suavizado e com espessura fina, mas não fina demais a ponto de obrigar a mão esquerda a fica tensionada. O verniz fosco dá uma boa sensação tátil à mão esquerda, e a boa relação de tensão e ataque gera uma sensação firme e responsiva à mão direita. A ação das cordas fica baixa, sem trastejos, e o espaçamento entre cordas parece bem confortável a ambas as mãos.
  
O verniz utilizado é poliuretano com acabamento fosco. Um verniz bastante utiizado em luteria, que propicia uma sonoridade mais focada. A vantagem do PU (poliuretano) é a praticidade, sendo mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano. A qualidade do acabamento do verniz também é excepcional, com uma aplicação na medida para não formar uma película muito grossa, e ajudar a disciplinar o cedro. O acabamento como um todo é de muita elegância, e transmite modernidade sem exagero. O formato da mão, o verniz fosco, a roseta em tons pastéis e a harmonização de tons e cor são de muito bom gosto.
 
Inclui estojo usado (em bom estado) em firba ABS, e tarraxas japonesas Gotoh. O único porém estético é justamente na região das tarraxas. As tarraxas originais, que foram substituidas pelas Gotoh, possuiam furação de parafusos mais acima do que nas atuais tarraxas. Isso leva o antigo furo aparecer na lateral da mão, logo acima da borda da base das Gotoh. Não consideramos esse detalhe como defeito, uma vez que a colocação de outro modelo de tarraxas (um procedimento simples) resolve completamente a questão. As tarraxas Rodgers, opcionais, são tarraxas de primeiro nivel mundial, artesanais inglesas, e podem ser adquiridas no lugar das Gotoh (nos escrevam para mais detalhes sobre as Rodgers).
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão como novo, e de qualidade de construção soberba.
- estética: 5/5. Excelente estado, como novo.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre seco mas doce, muito versátil. Nitidez e características que o tornam rítmico e definido. Ao tocar uma nota, ou ao abafá-la, há muito pouca sobra de harmônicos, o que ajuda a não embolar. Uniformidade que propicia consistencia. Acabamento elegante. Tocabilidade excelente. Madeiras excepcionais.
 
Pontos fracos: É um violão novo e precisa de mais amadurecimento para abrir o som. Não possui grande gama de variação de colorido tímbrico. Volume acima da média, mas não excepcional.
 
Conclusão: É um instrumento que é perfeito para música popular instrumental. Jazz, música brasileira, valsas, choros, enfim, tudo que necessite de um som que mistura os acordes sem embolar, que dá boa definição rítmica e apresente maciez, equilibrio e nitidez. Não é a toa que grandes artistas utilizam violões do Lineu Bravo, pois esse tipo de características são praticamente uma assinatura do luthier. O timbre seco e definido, mas macio é algo difícil de descrever. Parece perfeito para acompanhar voz. Para repertório mais clássico, como música barroca, e repertório romântico, talvez não seja tão adequado justamente por ser mais seco e não tão sobrecarregado de harmonicos. Mas, possui excelentes atributos em questão de nitidez e articulação para repertório que exija essas características acima de outras. Além disso, possui cremosidade nas primas, que permite cantabiles belos e românticos. Além disso, possui um refinamento tímbrico acima da média, devido às madeiras excepcionalmente boas. Recomendado, dificilmente se acha no mundo instrumentos tão adequados à nossa música popular instrumental e a qualquer estilo que exija rítmo e expressividade melódica.

Informações Adicionais

Especificações Não

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