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Violão Manuel Contreras 1984 SP/BR "Doble Tapa" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Manuel Contreras 1984 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (4,5/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto (sólido)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)
Braço: Cedro (Spanish Cedar)
Escala: Ébano, Tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “U”, reto e fino
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/55 mm
Tarraxas: Fustero
Tensor: Não
Estojo: usado (incluso)



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Diagonal

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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Fustero
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Estojo
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Manuel Contreras 1984 SP/BR "Doble Tapa":
  
O espanhol Manuel Contreras (1926-1994) é um dos luthiers mais renomados da história, conhecido por transitar com um pé na modernidade sem abandonar a tradição na construção de violões. Formado na famosa casa Ramirez, em que foi luthier senior entre 1959-1962, ele foi o construtor do primeiro violão que Andrés Segovia escolheu e utilizou ao migrar para os instrumentos Ramirez em 1960. Após 3 anos na casa Ramirez, Contreras esabeleceu sua própria oficina, em Madrid, e passou a desenvolver crescente renome. Sua inventividade e espírito pesquisador o levou a introduzir diversas idéias novas na construção de seus violões, como a "doble tapa", em que um segundo "tampo", feito de cedro,  é colocado dentro do instrumento, próximo ao fundo, a fim de melhorar a projeção do instrumento. Os violões com "doble tapa" do Contreras foram usados, entre outros, pela renomada família Romero de violonistas. Ele também desenvolveu o inovador modelo "Carlevaro", encomendado pelo prórpio Abel Carlevaro. Entre as diversas inovações, o que caracteriza o trabalho do Manuel Contreras é a qualidade de seus instrumentos, que seguem claramente a assinatura sonora madrilenha, com ataque, sonoridade brilhante e presença, que fazem de seu trabalho uma dupla homenagem à tradição e à inovação.
  
Este exemplar se trata do modelo "Doble Tapa", com um segundo tampo de cedro construído internamente, proximo ao fundo do violão. Esse segundo tampo não é colado totalmente ao fundo, mas é montado com um espaçamento, permitindo que ele vibre independentemente, e gere uma influência na sonoridade e projeção. Aliás, do ponto de vista funcional, seria mais próximo de ser um "segundo fundo", de cedro canadense. As demais madeiras são as mais tradicionais madeiras na luteria violonística: tampo de abeto europeu, fundo e laterais de jacarandá baiano. O tampo é de primeira qualidade, com corte radial, medularidade em toda a extensão e boa densidade de veios. O braço é de cedro (spanish cedar) e a escala de ébano.
 
A sonoridade tem a assinatura madrilenha, com agressividade, presença e impacto. Com um timbre brilhante, o interessante é que existe também uma presença tímbrica mais calorosa, doce, que provavelmente é trazida pela presença do segundo tampo de cedro que vibra internamente e complementa o timbre com frequ6encia médio-graves. Ou seja, a sonoridade final é de pinho, mas com um tempero de cedro. Com ataque pronunciado e decaimento rápido, existe uma percussividade no som, que é depois amenizada pela boa sustentação. Os graves são profundos mas penetrantes, e as primas possuem cremosidade cortante. Em suma, é um timbre muito agradável, completo, que não passa despercebido. A variação tímbica é muito boa, como é típico de um bom violão tradicional de abeto, mas também possui controle e não evidencia tanto os ruídos, com bom corpo em todas as cordas, mesmo em toques com mais unha.
 
O equilíbrio é bom, com bom balanço entre bordões vigorosos e primas presentes. A terceira corda possui alguma diferença tímbrica, como é comum em violões tradicionais, e a primeira corda possui muito boa resposta e corpo. As notas ao longo do braço possuem boa similaridade de potencia, sustentação e ataque, com muito boa resposta nos sobreagudos. A afinação é boa em todo o braço.
 
O volume é bom, com bastante presença no ataque. A projeção é excepcionai. Com o bom alcance e nitidez do pinho, também possui ambiência, tendo capacidade de projetar o som lateralmente além de frontalmente. E sensação é de presença marcante. A gama dinâmica é boa, com boa resposta entre pianos e fortíssimos, mas não tão projetado nos pianíssimos. Responde bem a toques vigorosos.
 
A tocabilidade é de média a boa. O braço possui boa espessura, nem fino demais nem grosso demais, e formato de U (bem chato atrás, tendendo ao retangular), o que gera uma base reta para o polegar esquerdo. Mesmo com escala de 650 mm, as cordas ficam com boa tensão, firmes, o que gera um pouco mais de dificuldade na mão esquerda, e uma resposta rápida na mão direita. 
 
O verniz utilizado é poliuretano, que confere boa proteção. A aplicação no tampo é mais fina do que no restante do corpo, e com a idade, o verniz já secou bastante, revelando novamente os veios da madeira. O acabamento é bem tradicional com a roseta em mosaico e filetação de trigal no tampo e na mão. É a aparência de um típico instrumento espanhol. É interessante olhar internamente, pela boca, e ver cedro canadensa da "doble-tapa".
Inclui estojo térmico usado, e tarraxas espanholas Fustero, em razoáveis condições.
 
Conservação:
- estrutural: 4,5/5. Excelente estado, a qualidade de construção torna o instrumento muito resistente ao tempo. A única coisa que denuncia sua idade é o natural amadurecimento das madeiras.
- estética: 4/5. É um muito bom estado, sem nenhum tipo de risco mais profundo, mas diversas marcas superficiais no tampo e algumas na caixa. Mas as madeiras se encontram intactas e condição geral é acima da média para a idade.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre madrilhenho, com presença, ataque e vigor. Características do pinho com adição do calor do cedro. Projeção excepcional e boa resposta a toques vigorosos. Sonoridade amadurecida e ótima articulação.
 
Pontos fracos: Não funciona tão bem nos pianíssimos e não é tão cantabile, pela sua agressividade. Tocabilidade de média a boa.
 
Conclusão: Um violão impactante. Tem as características de um violão de pinho, com brilho, nitidez e colorido, mas com presença e ambiência na projeção. Tem a assinatura sonora da escola de Madrid, e consequentemente de um bom Ramirez, mas, em certos aspectos, com melhorias (mais sustentação, potência e sofisticação de colorido). É delicioso para repertório espanhol, obviamente, mas também muito interessante em barroco, pela articulação nitidez e bom sustain. Também é bem indicado a peças que exijam uma sonoridade mais percussiva e quente, e que sejam mais rítmicas. Mesmo em repertório clássico e romântico, pela sua mistura de diversos bons atributos, o violão faz um bom papel. O fato de ter sustentação, colorido e dulcilidade , além do ataque, presença, brilho e ambiência, o fazem versátil, e agrada tanto a quem busca um bom violão madrilenho com a quem quer um pouco mais de refinamento tímbrico e sustentação. Um grande instrumento.

Informações Adicionais

Especificações Não

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