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Violão Masaru Kohno 1982 SP/BR (Desconto de R$ 3.000,00 à vista*)

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Descrição Rápida

Masaru Kohno 1982 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (4,5/5), estética (3,5/5)
Tampo: Abeto (sólido)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano, Elevada, 19 trastes
Formato do braço: “D”, suave
Acabamento: Notrocelulose
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 660 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm
Tarraxas: Gilbert
Tensor: Tirantes de madeira no braço
Estojo: Termico, Humicase (incluso)

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Detalhes

Violão Clássico Masaru Kohno 1982 SP/BR "Professional"
  
Masaru Kohno (1926-1998) foi provavelmente o luthier mais importante do Japão, com renome mundial e diversos ilustres músicos que utilizaram seus instrumentos, dentre eles Julian Bream, Oscar Ghiglia, Sharon Isbin e Shinichi Fukuda. Construiu violões desde 1948, mas teve sua produção maior a partir de 1960, depois de passar 6 meses na Espanha sob tutelamento de Arcangel Fernandez. Em 1967 ele foi o primeiro colocado no “Concours International de Quatuor a Cordes et Rencontres Musicales Internationales de Liege”, na Bélgica, cujo paiel de jurados possuia Ignacio Fleta, Robert Bouchet, Joaquin Rodrigo e Alirio Diaz. A partir de 1998, com seu falecimento, seu sobrinho Masaki Sakurai assumiu a oficina. Os instrumentos de Masaru Kohno seguem a tradição espanhola, de sonoridade tradicional, com colorido tímbrico, doçura e ataque articulado, com uma precisão e detalhismo de construção acima da média, mostrando toda a riqueza de sonoridades do violão.
 
Este exemplar, de 1982, está em ótimo estado de conservação para a idade, e apresenta um tampo de abeto de veios uniformes, bem cortado e sonoro. O fundo e laterais são de jacarandá brasileiro, de coloração clara, mais leve e macio. Escala de ébano e braço em cedro com tirantes de madeira, completam a configuração de madeiras, que geram um instrumento mais leve, vibrante. 
  
A sonoridade é límpida, transparente, muito balanceada nas frequências. Possui uma certa proporção de médios acima da média, o que escurece um pouco o timbre, mas sem chegar a torná-lo escuro, É um timbre ainda brilhante, como é esperado de um violão tradicional de pinho, mas sem uma incidência muito alta de super-agudos. Em termos de ataque, ele é semi-pronunciado, tendo uma certa suavidade ao toque, com decaimento rápido e sustencação média. Um instrumento que promove articulação, mas que tem transição melódica doce entre notas, podendo usar legatos de forma bem interessante.
 
A resposta tímbrica é muito boa, com variações de cor através de movimentos pequenos de mão direita, e bons extremos entre metálicos e doces. Possui vibrato razoável, não excepcionalmente fácil, mas também não muito difícil de ser produzido. Boa produção de notas em harmônicos, definidas e audiveis.
   
O equilíbrio, um dos pontos altos do instrumento. Todas as frequências parecem funcionar de forma consistente, com graves definidos e robustos, agudos brilhantes e encorpados. Verticalmente, pode-se tocar em todas as cordas de forma bem similar em comportamento, com as transições de corda 4 e 3 sem grandes degraus, e tendo boa proporção de som entre primas e bordões. Horizontalmente, existe uma ou outra posição de ressonancia mais forte ou fraca, mas sem relevantes buracos ou morros nas casas. A diferença entre cords soltas e presas ainda é substancial, mas é possivel realziar digitaçÕes em posições altas sem grandes problemas de equilibrar sonoridades.
  
O volume é mediano, dentro do universo de violões de concerto. Porém, possui uma projeção acima da média, com  o som viajando com nitidez e penetração por longas distâncias. Temuma propagação umt anto quanto direta, não preenchendo o ambiente de forma muito lateral, com o som viajando quase como se em linaha reta. A resposta dinâmica é ótima, com boa sonoridade e contraste dos pianíssimos aos fortíssimos. Os pianos soam projetados e cristalinos, e o fortes não perdem nuito com distorção. 
   
A tocabilidade é boa, mas dependerá do tamanho da mão. O comprimento de corda de 660 mm pode exigir um pouco mais de abertura na mão esquerda, e pra quem tem mãos pequenas, pode ser uma limitação. Porém, para a média dos instrumentistas, não haverá dificuldade muito maior, e ganha-se a vantagem de ter um tensionamento de cordas mais firme, que permite até emsmo uma regualgem um pouco mais baixa na altura de cordas. Pelo detalhismo e precisão do Kohno, o formato de braço e superfície da escala são muito bem projetados e realizados, com o braço num formato de D suave, levemente reto atrás mas com curvatura longas nas laterais do braço.
  
O verniz utilizado é a nitrocelulose (lacquer em inglês), que é um verniz muito apreciado por gerar mais proteção que a goma-laca tradicional, mas ainda manter uma sonoridade bem mais aberta que o poliuretano. A coloração do instrumento, desde o verniz à prtópria coloração das maderias, segue tonalidades amarelo-alaranjadas, com cores quentes, claras. A decoração é sutil e de bom gosto, com detalhes de cavalete e roseta combinando. Os tirantes na parte de trás do braço, além de garantirem sua estabilidade, servem também como um efeito estético de contraste, e o toque de modernidade vem com as tarraxas Gilbert.
   
Inclui estojo térmico Humicase e tarraxas norte-americanas Gilbert, com boa conservação.
 
Conservação:
- estrutural: 4,5/5. Ótimo estado, a qualidade de construção soberba torna o instrumento muito resistente ao tempo. Apesar das diversas marcas de uso, a condição estrutural se mantém muito boa, com tampo, braço e demais partes ainda integros e, se bem cuidados, com décadas pela frente.
- estética: 3,5/5. É um estado bom, mas possui uma quantidade média de marcas em toda a extensão do tampo instrumento, geralmente superficiais.
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre amadurecido,  límpido. boa resposta à dinâmica e equilíbrio. Instrumento soberbamente construido.
  
Pontos fracos: A escala 660 mm pode exigir aberturas maiores de mão esquerda, talvez desconfortáveis pra quem tem mãos pequenas. A sonoridade não se caracteriza por grande potencia, apesar de ter ótima projeção. É um volume na me'dia de instrumentos tradicionais.
   
Conclusão: É um instrumento clássico, sem somrba de dúvidas, em todas as acepções do termo. Sua sonoridade bem típica da linha espanhola, com leque harmônico na estrutura,  é uma epítome do som  de violão que nos apaixonamos ao ouvir ao longo da segunda metade do século 20. Bom colorido, nitidez, articulação, com decaimento rápido e expressividade, todas as características par tocar sem limitações o repertório Segoviano e Breamiano, ou seja, o repertório clássico e fundamental do violão. Música dos períodos clássico, romântico, nacionalismo, século 20. Numa faixa de valor muito interessante, para quem quer um instrumento que entrega uma sonoridade sofisticada e é de um dos clássicos luthiers da história mundial.

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Especificações Não

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