Bem Vindo à Guitanda!

Violão Flamenco Pedro de Miguel 2002 SP/CY "Concert" (VENDIDO)

Seja o primeiro a comentar este produto

Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)

Pedro de Miguel 2002 "Concert" - Usado
Violão Flamenco - Blanca
 
Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)
Tampo: Abeto europeu (maciço)
Fundo e laterais: Cipreste espanhol (maciço)
Braço: Cedro brasileiro
Escala: Ébano, Sobreposta (tradicional), 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 660 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/58,5 mm
Tarraxas: Fustero
Tensor: não
Estojo: opcional



* Selecione a opção "À vista com desconto" ao finalizar a compra, e o desconto será aplicado. 

Diagonal

Duplo clique na imagem acima para visualizá-la maior

Reduzir
Aumentar

Mais Visualizações

  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Fustero
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo
  • Ambiente
  • Estojo Prolok

Detalhes

Violão Flamenco Pedro de Miguel 2002 SP/CY "Concert":
 
O nome Pedro de Miguel se refere a 2 conceituados luthiers de Madrid (Espanha): Pedro Perez e Miguel Rodriguez. Formados na tradicional oficina Ramirez, sinônimo de violão espanhol, onde foram mestres artesãos, os dois luthiers fundaram seu proprio atelier em 1991, produzindo um trabalho autoral desde então. A qualidade de seu trabalho os levou a serem os guitarreros (luthiers) oficials do Real Conservatorio de Madrid,  e seus instrumentos ganharam muito prestígio entre os guitarristas flamencos espanhóis. Dentre seus clientes, podemos citar Gerardo Nunez, Pepe Habichuela, Tomatito e Rafael Riqueni, e muitos outros que buscam a tradicional sonoridade flamenca que lembra o timbre dos instrumentos da metade do século 20.
 
No universo flamenco, as guitarras que possuem caixa em madeiras claras, como o cipreste ou o maple, são chamadas de "blancas", tanto com tampo de pinho como de cedro. As blancas são guitarras flamencas com menor sustentação que as negras (as com caixa em madeira escura, como o jacarandá), com a característica de ataque agressivo e decaimento rápido flamencos, e são muito boas acompanhadoras pela nitidez e capacidade de produzir rasgueios sem embolar. As blancas traduzem a tradição de dança e canto do flamenco.
.
Este exemplar se trata de uma blanca, modelo Concert, a primeira linha Pedro de Miguel, em que se usam as melhores madeiras. Construido em 2002, é um raro exemplar, visto que é cada vez mais dificil encontrar modelos Concert de Pedro de Miguel, principalmente apos o falecimento de Pedro Perez em 2008.  Com fundo e laterais no tradicional cipreste espanhol e  tampo em abeto europeu, tem a configuração mais tradicional no universo flamenco.  O cipreste é de primeira qualidade, com corte radial, veios próxímos, e gera uma sonoridade seca e definida, com boa presença de fundamental. O abeto, também de corte radial,  possui veios densos com medularidade em toda a extensão. O braço é de cedro brasileiro (conhecido como "spanish cedar" no exterior) e a escala de ébano. São excelentes madeiras, denotando um alto nivel de qualidade de materiais.
 
O timbre é a quintessência de uma blanca tradicional, lembrando muito a sonoridade dos antigos instrumentos dos lendários irmãos  Faustino e Mariano Conde. Com baixos profundos e pentrantes, primas secas e presentes, a sonoridade possui ataque e definição, com bom corpo e voz límpida, pura. Muito balanceado nas frequências, possui excelentes graves e agudos penetrantes, com um toque suficiente de médios pra gerar calor e adocicar o som. Não há sobra nem falta de frequências, com muit bom balanceamento. O ataque é bem presente, com decaimento abrupto e média sustentação. A guitarra tem o sabor flamenco autêntico, sem embolar nos rasgueados, e com picados bem pronunciados e boa dose de percussividade.
 
O volume é bom, com projeção pontuda e penetrante. A nitidez é excelente, sem embolar nos rasgueios. O violão realmente tem boa condições pra palco e para se destacar no meio de um grupo com percussão, voz e outros instrumentos. O som possui penetração, e aliado ao bom colume e projeção, isso faz com que o violão se destaque e apareça dentro do conjunto. A variação dinâmica é muito boa, com pianos de boa qualidade, porém o instrumento tem o seu melhor desemenho com toques mais contundentes, em que não embola e gera um ataque mais articulado com timbre ainda presente, sem frequências poluentes.
O equilíbrio entre casas é ótimo, com comportamento sonoro coerente em todas as posições. Parece não haver relevantes buracos ou notas mais sonoras que as outras. Verticalmente, o equilíbiro é bom, com um leve pendor para os baixos, que são bem presentes. Um violão que com o amadurecimento deve ganhar um equilibrio fantástico. As primas são bem projetadas com bordões robustos e nítidos. A corda sol, condizente com a quarta e segunda cordas. A primeira corda possui bom corpo. Funciona bem em posições presas e soltas, sem excesso de ressonância nas notas soltas, e com boa ressonância nas notas presas.
 
A afinação é muito boa, funciona bem mesmo com o capo em diversas posições, e a tocabilidade é razoável. O braço tem forma de D, chato atrás com arredondamento nas quinas, e possui uma espessura fina e confortável. A calibragem é bem feita, respondendo bem a toques potentes, mesmo com cordas numa altura confortável para a mão esquerda. O comprimento de corda é 660mm, que gera uma tensão de cordas firme, e pode não ser adequado a quem tem mãos pequenas ou gosta de cordas mais macias. É um instrumento confortável, mas é preciso ter um toque de concerto e assim, pode-se usufruir as vantagens do comprimento 660, como a potência e a maior facilidade para acordes apertados, principalmente com o uso do capo. 
 
O verniz utilizado é o poliuretano, que garante bastante proteção, e possui coloração alaranjada. O tampo possui golpeador transparente protegendo os dois lados. O acabamento tem muito bom gosto e esmero. A filetação é bem tradicional, com o friso de jacarandá contrastando com a tonalidade clara do cipreste e do abeto, e filetes quádruplos emoldurando o friso. A roseta possui o tradicional mosaico, com coloração preto/claro, o que segue a linha de 2 tons em todo o instrumento. O verniz e a montagem são muito bem feitos, e a mão tem formato bem espanhol. Neste exemplar, há algumas pequenas marcas no verniz do fundo, e na parte de tras do cavalete, mas no geral, a aparência é praticamente de novo.
 
As tarraxas são as espanholas Fustero, e o estojo é de marca Prolok feito de fibra ABS.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão como novo.
- estética: 4,5/5. Excelente estado, leves marcas no verniz do fundo e atrás do cavalete.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre otimamente balanceado entre o seco e o doce, com presença. Baixos profundos. Equilibrio horizontal (entre casas), nitidez e projeção destacada.
 
Pontos fracos:  O violão é como novo, e a sonoridade ainda precisa de mais tempo para amadurecimento e equilibrio vertical. Tocabilidade razoável.
  
Conclusão: É um instrumento genuinamente flamenco, o que é muito difícil encontrar no Brasil. O timbre é belo, seco, sofisticado, agressivo e doce. Tem caráter de um excelente acompanhador com rasgueados definidos e nítidos, e não é a toa que muitos guitarristas flamencos na Espanha usam um Pedro de Miguel para acompanhamento. Porém, tem a qualidade de timbre e as sutilezas para ser solista também. Com as características que possui, deve amadurecer lindamente, com as agudas abrindo e ganhando presença, e mantendo os graves belos e profundos. Raríssimo exemplar, de uma das mais prestigiosas casas de luteria de Madrid, que remete à magia do flamenco antigo, de sonoridade seca, percussiva e de personalidade marcante.
 
 

Informações Adicionais

Especificações Não

Tags do Produto

Utilize espaços para separar tags. Utilize aspas simples (') para frases.