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Violão Regis Bonilha 2012 SP/MP "Torres 1860" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Regis Bonilha 2012 "Torres 1860" - Novo

Violão Clássico/Réplica

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)

Tampo: Abeto Europeu (maciço)

Fundo e laterais: Maple (maciço)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “D”, plano e fino

Acabamento: Goma-laca

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 640 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 40/55 mm

Tarraxas: Cravelhas

Estojo: AMS




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Diagonal

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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Cravelhas
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: tornavoz
  • Selo
  • Ambiente
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Regis Bonilha 2012 SP/MP "Torres 1860":
 
O luthier brasileiro Regis Bonilha faz parte da geração de luthiers que se consolidou no Brasil na década de 2000. Como a grande maioria dos luthiers, ele inciou sua carreira com reparos e manutenção, em 1997, mas depois de alguns anos se voltou a um trabalho autoral, ensinando a arte da luteria e consolidando um estilo próprio de construção, baseado na mescla de influências do passado e do presente. Sua filosofia se pauta em conceitos tradicionais em associação a elementos de construção modernos, numa busca por uma sonoridade bela e sofisticada, com desempenho e durabilidade. Seu trabalho é bastante diversificado, com construção de diversos modelos e utilização de técnicas, materiais e elementos diferentes, a fim de produzir instrumentos que vão de alaúdes e guitarras barrocas a violões do século 21, com precisão e cuidado de acabamento. 
  
O espanhol Antonio de Torres Jurado foi o pai do violão atual, e delineou, no final do século 19, as diretrizes que seriam o padrão mundial de violão clássico. Seu trabalho se dividiu em 2 períodos a longo de sua vida, sendo que o primeiro, de 1854 a 1869, foi conhecido como Primeira Época, e o segundo, de 1875-1892, de Segunda Época. Os instrumentos da primeira época são numerados, segundo o padrão estabelecido por Jose Romanillos, com o prefixo "FE" (First Epoch), e os da segunda época, SE (Second Epoch).

Este exemplar exprime perfeitamente a filosofia de Regis Bonilha em aliar o tradicional e o moderno.  Se trata de um violão baseado numa plantilla Torres de 1860, Primeira Época. Possui um corpo ligeiramente menor que o de violões atuais, cravelhas, tornavoz e contrução leve, como é próprio do original. Porém, para que o instrumento tivesse a capacidade de resistir à tensão maior das cordas de nylon atuais, sem perder a leveza, a estrutura interna foi feita em forma de treliça, o que garante a estabilidade estrutural. Isso propicia um violão leve, com sabor do século 19, mas com durabilidade e equilíbrio. As madeiras são belas e também seguem o original: fundo e laterais em maple figurado, e tampo em abeto europeu.  O maple tem efeito figurado flamed e corte radial, e o abeto alemão (pinho) é de uma qualidade boa, com ótimas propriedades acústicas, corte radial, leve. O maple propicia um ataque mais suave, com uma sonoridade mais doce, que casa muito bem com o estilo Torres. O braço é de mogno e a escala de ébano.
  
O timbre é límpido, macio e de certa secura. Possui uma sonoridade que transmite delicadeza, leve, com ressonância controlada, contida. As primas soam singelas mas com corpo, sem serem muito brilhantes ou pastosas, e os bordões soam macios e espalhados, com mais definição que profundidade, pela caixa menor. O tornavoz, que é um anel de 25 mm de profundidado por dentro da boca, serve para focar mais o som e gerar maior incidência de médios. Isso talvez influa no fato deste instrumento ter mais doçura e incidência de médios e nenhum estridência. Com o ataque macio e decaimento rápido, ele mantém a característica de doçura, mas com articulação, e a sustentação é média-boa, o que permite conduzir melodias em andamentos mais lentos. Os acordes soam equilibrados, com todasas notas se misturando e se distinguindo ao mesmo tempo, e os graves macios se espalham pelo ambiente propiciando bom substrato aos agudos. A variação tímbrica tende mais à uniformidade, com possibilidades de colorido existentes, mas sem sutilezas. Por outro lado, isso torna a sonoridade consistente, fácil de produzir e manter. Na articulação, possui ataque suave, que facilita os legatos, mas ao mesmo tempo o som seco e sem sobras, e o decaimento rápido, permitem bom trabalho de separação em staccatos.
  
O volume é razoável, afinal o corpo tem tamanho uns 5 a 10% menor que o de violões atuais. Mas possui potência satisfatória com projeção focada, direta e nítida. A nitidez é realmente muito boa, com boa separação de vozes e com sons que chegam distinguíveis na distância. A resposta dinâmica é razoável, com o leque restrito. Os pianos são encorpados, mas não projetam tanto, e os fortes não passam de certo limite. Porém, dentro da dinâmica normal de trabalho do instrumento, ela é bem controlável. 
O equilíbrio é ótimo, tanto verticalmente como horizontalmente. Horzontalmente, entre casas, é bom, com comportamento sonoro coerente em todas as posições. Por ser novo, as posições sobreagudas e altas nas cordas centrais ainda podem abrir, mas possuem bastante potencial. Entre cordas, todas as cordas funcionam semelhantemente, com o mesmo corpo, ataque, sonoridade. As primas são bem audíveis e macias, e o bordões macios e equilibrados. A corda sol, condizente com a quarta corda, ainda pode amadurecer, mas isso é normal em instrumentos novos.
 
A afinação é muito boa, fácil de se atingir. As cravelhas são um pouco menos precisas que as tarraxas mecânicas, mas mesmo assim não há grandes dificuldades de afinar o instrumento, e mantêm bem a afinação. A tocabilidade é excelente, para quem não tem mãos/dedos grandes. A escala de 640 mm, com espaçamento de cordas menor que o padrão, se torna bem confortável para produzir aberturas, velocidade. A tensão menor, pela escala mais curta, facilita também o trabalho de mão esquerda, e direita. O corpo ligeiramente menor, mantém ainda muito conforto. Não é pequeno demais a ponto de exigir mudança de postura, e propicia relaxamento no apoio do braço direito e encaixe do violão no corpo. O braço é fino e confortável, com formato de D suave, quase um U. Ou seja, achatado na parte de trás, com leve abaulamento  e quinas arredondadas (o que caracteriza um D), mas o achatamento fica em quase toda a largura do braço, deixando-o quase retangular (o que caracteriza um U). O polegar, nessa situação, fica bem apoiado e sem ângulos que mudem muito a postura de mão esquerda.
  
O verniz utilizado é a goma-laca, bastante tradicional, e aplicada sem o uso de lixas, apenas com raspilhas, para caracterizar o visual estilo antigo, segundo o luthier. A goma-laca é'um verniz que propicia uma sonoridade bem orgânica e livre, apesar de ser mais delicada. O acabamento tem muito bom gosto e usa elementos de Torres como o formato da mão e o cavalete decorado com madrepérola. Os frisos de ébano propiciam bom contraste à tonalidade clara do tampo e do fundo, e o maple do fundo tem efeitos figurados que geram um destaque.
  
Acompanha estojo AMS.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, possui algumas leves marcas , do tempo que ficou na oficina do luthier. 
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Som macio e delicado, timbre doce e intimista. Equilíbrio. Tocabilidade excelente. Violão leve e confortável. Estética diferenciada e de bom gosto.
  
Pontos fracos:  Potência regular, e sonoridade sem impacto para quem busca mais presença ou percussividade. Leque dinâmico reduzido, O violão é novo, e a sonoridade ainda precisa de mais tempo para amadurecimento no abeto. 
  
Conclusão: É um instrumento com visual e sabor antigos, mas novo e com estrutura para propiciar durabilidade e leveza. Com um conceito de sonoridade mais suave, delicada, e intimista, é muito indicado para quem procura sofisticação, tocabilidade e equilíbrio, além de um visual peculiar e belo. Muito confortável para quem tem mãos não tão grandes, e com o corpo menor, é bastante indicado a pessoas com corpo menor, mulheres, e demais que possuem dificuldade com o tamanho e tensão dos violões atuais. Além disso, para quem busca uma sonoridade diferente, com ataque macio e timbre suave, para repertório mais intimista melodioso. Não possui potência para grandes palcos, mas com certeza é apto a pequenos recitais, gravações, e situações em que se busca um sabor mais romântico e suave. É um instrumento peculiar, belo e intimista.
 
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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