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Violão Reinaldo Cubero 2010 CD/BR (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Reinaldo Cubero 2010 - Novo
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (5/5)
Tampo: Cedro Canadense (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Brasileiro (maciço)
Braço: Cedro brasileiro
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “C”, suave e fino
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/59 mm
Tarraxas: Rubner
Tensor: Tirante fixo de ébano
Estojo: AMS luxo



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Diagonal

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal: fundo
  • Mão
  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Reinaldo Cubero 2012 CD/BR n.3:
 
O luthier brasileiro Reinaldo Cubero iniciou sua carreira ao longo da década de 2000, e faz parte da geração de novos luthiers que floresceu no país no início do século 21. Com um trabalho enraizado nas origens tradicionais do violão, possui a rara percepção de como realizar diferentes sonoridades para diferentes estilos. Instrumentos construídos especificamente para violão clássico ou para violão popular, maximizando as características adequadas a cada estilo.
  
Este exemplar é um violão tradicional, novo, apesar de 2010. O luthier terminou sua montagem em 2010, mas finalizou o acabamento e detalhes em 2013, tendo-o mantido em sua oficina durante esse periodo. Apesar da construção tradicional, possui alguns detalhes modernos, como a escala levemente elevada e o cavalete de 12 furos. A escala elevada propicia boa comodidade nas posições sobreagudas, e o cavalete de 12 furos gera melhor desempenho na transmissão sonora, uma vez que as cords saem dos furos do cavalete com ângulo mais adequado para gerar pressão no rastilho. O fundo e laterais são em jacarandá brasileiro e o tampo em cedro canadense.  O jacarandá possui coloração clara, dourado-acastanhada, e o cedro canadense é de uma qualidade boa, com veios retos, boa densidade e medularidade. O cedro é uma madeira que gera corpo e presença, se constituindo em boa combinação com o jacarandá brasileiro, que traz profundidade. Braço de cedro brasileiro, com um tirante de ébano, para dar mais resistência, e a escala é de ébano com 19 trastes.
  
O timbre é típico de cedro, com corpo, agressividade e calor. A presença mais aparente de frequências médias gera uma sensação de envolvimento, o que é reforçado por um ataque que tende ao suave. O decaimento rápido, que é também típico de cedro, e gera percussividade. Assim, apesar do ataque suave, o decaimento subsequente dá uma certa sensação de articulação, e a sustentação média com bom vibrato propicia cremosidade. Os graves têm sonoridade firme, com bons médio-agudos, dando sensação de definição e robustez. As primas possuem articulação e certa neutralidade temperada por uma leve nasalidade. O resultado é uma sonoridade com agressividade, rasgada e bem presente. A resposta tímbrica tende mais à uniformidade, sem variações de colorido sutis. Tem muitas características bem típicas de tampos de cedro tradicionais.
  
Volume é bom, com projeção de mais ambiência que alcance, jogando o som pelo ambiente frontal e lateralmente, criando uma sensação de envolvimento de som para quem ouve. A nitidez é razoavel, com possibilidade de separação de vozes, e a resposta dinâmica é mediana, com bom corpo nos pianos aos fortes, mas com fortíssimos que soam mais estalados. O retorno é bom, ouvindo-se razoavelmente bem o que se está tocando. Porém, frontalmente aparecem frequências que tornam a sonoridade mais completa.
  
O equilíbrio é razoável, com as características dentro da média de um instrumento tradicional. Verticalmente, entre cordas, possui boa presença de bordões que encobrem levemente as primas ainda em desenvolvimento (a tendência é se equilbrarem bem com o amadurecimento). A terceira corda é mais opaca, como é normal, mas é promissora e cremosa. A primeira corda é bem consistente com a segunda, tendo bom corpo. Horizontalmente, possui algumas posições com decaimento e sustentação levemente discrepantes, mas nada muito notório.
 
A tocabilidade é boa. O braço, com forma de C, suave, arredondado e levemente abaulado atrás, agrada aqueles que gostam de braços leves com bom formato apra apoiar o polegar. A escala levemente elevada propicia melhor alcance nas posições sobreagudas, além de liberar mais espaço para a mão direita agir sem enconsarno tampo. O elevamento leve da escala não confunde quem toca, e só gera benefícios. A ação das cordas é boa, com altura razoável para toques mais vigorosos. O sistema de cavalete propicia boa margem para abaixar a altura de cordas, se necessário.
O verniz utilizado é o poliuretano, que garante bastante proteção. A estética e ornamentação são interessantes, com padrão minmalista. Roseta de coloração que se mistura ao cedro do tampo, frisos escuros, sem filetação, e uma junção central no fundo com uma faixa larga de jacarandá, que combina com o tirante de ébano no braço. A aplicação do verniz é bem uniforme e com polimento bem feito. As tarraxas Rubner, com sua base característicamente lisa, complementam bem esse efeito simples e de bom gosto.
  
Estojo AMS luxo, novo, e tarraxas alemãs Rubner.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre tradicional e agressivo, para os apreciadores do calor de um típico violão de cedro. Articulação. Boa tocabilidade e potência, com percussividade.
  
Pontos fracos: Equilibrio vertical razoável, mas que tende a melhorar com o amadurecimento (é um violão novo). Baixa variação tímbrica.
 
Conclusão: É um instrumento típico de cedro, com presença, certa percussividade e calor. Lembra muito o tipo de sonoridade madrilenha, a la Ramirez, com timbre cremoso e rasgado ao mesmo tempo, com seu decaimento rápido mas com sustain. Assim, seu uso em repertório espanhol é óbvio, além de ser interessante para o repertório romântico, brasileiro. Não tem tanta adequação para a polifonia barroca e renascentista, mas tem bons requisitos para música popular com acompanhamento de voz, ou instrumental. É um instrumento muito bom na parte rítmica, com sua percussividade e articulação. Um violão cujos pontos fortes são bem claros, e que pode brilhar em repertórios que valorizam essas características.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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