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Violão Roberto Gomes 1989 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Roberto Gomes "La Blanca" - Usado

Violão Clássico

 


Condição: estrutural (4/5), estética (4/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)

Braço: Cedro Brasileiro

Escala: Ébano, Tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C” suave

Acabamento: Poliuretano

Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/57 mm

Tarraxas: Sloane

Tensor: Não

Estojo: Incluso (usado)






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  • Mão
  • Tarraxas Sloane
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Roberto Gomes 1989 n.45 "La Blanca":

(VENDIDO)

  
O luthier Roberto Gomes é uma das figuras mais proeminentes da luteria brasileira. Dono de um notório conhecimento da história da luteria, domínio técnico da construção e alvo de reconhecimento de grandes concertistas, seus instrumentos possuem sofisticação, sonoridade grande e presente. Sua versatilidade como construtor de violões é dificilmente igualada, com projetos que vão desde réplicas de fidelidade e sonoridade soberba até instrumentos modernos em que usa elementos inovadores na construção para maior impacto sonoro. No seu currículo constam experiências como luthier na Espanha, EUA e artigos e palestras na GAL (Guild of American Luthiers), sendo membro desta respeitada instituição, além de ter chefiado um respeitado curso de luteria em São João Del Rey, nas décadas de 1980 e 1990. Seu trabalho como luthier já se tornou um dos grandes marcos da história da luteria brasileira, e seus instrumentos, impressionantes ferramentas sonoras, são obras de arte em todos os sentidos.
 
Este instrumento, um violão tradicional de pinho de 1989, foi batizado pelo Roberto Gomes de “La Blanca”. Aliás, é um costume do luthier batizar cada um de seus instrumentos com um nome espanhol. As madeiras deste instrumento são excelentes. O fundo e laterais são feitos de Jacarandá Baiano, de primeira qualidade, com corte semi-radial, com veios finos e retos na região central. O tampo é de Abeto (Pinho), corte radial, envelhecido, com densidade de veios consistente e medularidade em toda a extensão. São madeiras de rara beleza e grandes propriedades acústicas. O Jacarandá Baiano gera uma sonoridade profunda, com graves cavernosos e o Abeto traz refinamento, brilho, colorido e nitidez. O braço é de Cedro Brasileiro com escala de Ébano. 
 
O timbre é excelente, e com a sonoridade natural que se espera num violão tradicional de estilo espanhol. Cremoso, sofisticado, com corpo e brilho. Porém, também possui a assinatura sonora do Roberto Gomes, com uma presença vigorosa, frequências graves e médias dando recheio ao som. As primas cantam doces e expressivas, com impacto e calor. Os bordões possuem um grave profundo e com definição. A sonoridade tem o raro dom de misturar transparência, pureza, mas personalidade. Existe aquela característica indefinível de um tempero especial no timbre, indicando um grande instrumento que seduz pela voz. Com ataque robusto, decaimento típicamente tradicional (como o final de uma curva normal) e boa sustentação o violão possui presença e robustez, tendo já um timbre amadurecido e aberto. A resposta de timbre é ótima, com doces aveludados e límpidos, e variação de colorido com controle de ângulo de mão. Vibratos bons, realçados pela boa sustentação.
 
A potência é muito boa, e se considerarmos que se trata de um violão tradicional, é definiticamente acima da média. Possui projeção de ótimo alcance, e boa ambiência. Raro em instrumentos de abeto termos essas duas características e manter ainda a nitidez. A resposta dinâmica também é muito interessante, com pianos encorpados e firmes, e boa resposta a toques mais fortes. O instrumento só estoura quando se chega ao limite da regulagem, mas em termos de sonoridade, ele continua com consistência e presença, sem cair na percussividade. Assim, o leque dinâmico é muito interessante, com controle de dinâmica é consistente, e permite contrastes satisfatórios.
 
O equilibrio vertical, entre cordas, é bom, com ótimos bordões e primas que se equiparam em projeção. A primeira corda e encorpada e firme, e a terceira corda tem a peculiaridade usual em instrumentos tradicionais, com voz mais sedosa de contralto, mas aberta e equilibrada com as cordas vizinhas. O equilibiro horizontal é razoável, com algumas posições ressoando um pouco diferente de outras, mas com sonoridade aberta em todas as casas.
  
A tocabilidade é boa, acima da média, com o braço e forma de C, suave, com leve achatamento atrás. A espessura é mediana, com boa sensação de pegada de mão esquerda. O baixo peso do instrumento o faz muito fácil de manipular, repousa leve na perna e se firma com o peso do braço. A distância entre cordas é confortável, padrão. O salto (onde o braço junta-se ao corpo) tem formato para bom apoio do polegar.
  
O acabamento é feito com Poliuretano, o que confere proteção a riscos e desgaste. Como o instrumento possui bom amadurecimento, o verniz já se encontra num bom estado de secagem, e a sonoridade aberta. A decoraçao possui pequenos detalhes em evidência, como os filetes do fundo e laterais de madeira tigrada, mas no geral é sóbria, com roseta de uma coloração similar à do tampo. O nivel de montagem é bom, com encaixes sólidos. Existem algumas partes esbranquecidas por dentro do verniz da lateral, como se fosse uma sujeira não limpa antes de envernizar, mas, no geral, é uma condição excepcional para a idade do instrumento.
 
Acompanha estojo usado em razoável condição e tarraxas Sloane.
 
Condição:
 - estrutural: 4/5. Ótimo estado, nenhuma rachadura, histórico de reparo. Braço e tampo praticamente retos, e só se dá nota 4 pelo tempo de vida mesmo.
- estética: 4/5. Excepcionalmente conservado par a idade. Há poucas marcas muito leves no verniz, e algumas regiões na lateral com verniz um pouco esbranquiçado.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: timbre sofisticado, doce e robusto, alta qualidade de construção, projeção nítida, sonoridade madura, potência.
 
Pontos fracos: equilíbrio horizontal com inconsistências típicas de violões tradicionais.
 
Conclusão: Um violão excepcional, apaixonante e sonoro. É destinado a quem quer um instrumento de sonoridade de concerto, com ataque robusto, timbre belo e expressividade. A quintessência do som tradicional de violão, com um conjunto propriedades técnicas excelente (volume, tocabilidade, sustentação, projeção, nitidez). Para repertório clássico, romântico e tudo o mais que exija expressividade, é uma preciosidade. Com sua nitidez e sustentação, possui boas características para musica renascentista e barroca. A explosividade inata no instrumento o torna apto a música com contrastes e ritmo, por exemplo do século 20. Um instrumento clássico com voz poderosa, mas que mantém a sofisticação. E possui a sonoridade madura e aberta de um grande violão de pinho antigo, que é apaixonante. Não é fácil encontrar instrumentos do Roberto Gomes, principalmente com essas madeiras, e este se trata de um exemplar bastante acima da média. 

 

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Especificações Não

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