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Violão Roberto Gomes 2010 SP/MC "Fleta" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Roberto Gomes 2010 "Fleta" - Usado
Violão Classico

Condição: estrutural (5/5), estética (3,5/5)
Tampo: Abeto Europeu (maciço)
Fundo e laterais: Macacaúba (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, Tradicional, 19 trastes
Formato do braço: C
Acabamento: Goma-laca tampo
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 44/58 mm
Tarraxas: Gotoh
Tensor: Não
Estojo: Incluso



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Diagonal

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal: fundo
  • Mão
  • Tarraxas Gotoh
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo AMS
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Clássico Roberto Gomes 2010 SP/MC "Fleta" n.227 "La Campesina":
  
O luthier Roberto Gomes é uma das figuras mais proeminentes da luteria brasileira. Possui notório conhecimento da história da luteria, domínio técnico da construção, reconhecimento de grandes concertistas, versatilidade e grande talento em extrair o potencial de cada madeira com que trabalha. Seus projetos vão desde réplicas de fidelidade e sonoridade soberba, como as de Torres, a instrumentos modernos, como o Spiritus, em que usa elementos inovadores na construção para maior impacto sonoro. No seu currículo, experiências como luthier na Espanha, EUA e artigos e palestras na GAL (Guild of American Luthiers), sendo membro desta respeitada instituição, além de ter chefiado um respeitado curso de luteria em São João Del Rey, nas décadas de 1980 e 1990. Seu trabalho como luthier já se tornou um dos grandes marcos da história da luteria brasileira, e seus instrumentos, impressionantes ferramentas sonoras, são obras de arte em todos os sentidos.
 
Este exemplar é um violão com planta baseada nos instrumentos de Ignacio Fleta, mas com aspectos de assinatura de Roberto Gomes, e foi batizado de “La Campesina”. Aliás, é um costume do luthier batizar cada um de seus instrumentos com um nome espanhol. A estrutura baseada em Fleta possui um tamanho de corpo ligeiramente maior que a média, com linhas mais arredondadas e construção robusta. O tampo é de abeto europeu, espécie mais tradicional da luteria violonística, com boa densidade de veios, rajados medulares em toda a extensão (indicando um bom corte) e estabilidade. O fundo e laterais são de Macacaúba, uma madeira brasileira avermelhada, de sonoridade excepcional, e que produz um timbre rico, com um toque de doçura, graves macios e profundos, e uma ponta de brilho. É uma das madeiras preferidas do luthier. O braço é de mogno, uma madeira densa e resistente, e a escala de ébano.
A sonoridade tem o corpo e o caráter que caracterizam os instrumentos do Roberto Gomes. Timbre encorpado, caloroso, cheio, mas com incidência de harmônicos agudos, que dão refinamento e contorno ao som. A sonoridade é de caráter vulcânico, que mistura agressividade com dulcilidade, calor com brilho, consistência pastosa com fluidez. É um instrumento que mantém uma fundamental definida, presente, o que gera boa nitidez e densidade, e ancora o som firmemente. Construídos sobre essa base, os médios e agudos geram uma certa transparência, cristalinidade, que trazem sofisticação e pureza ao timbre. Possui também um ataque semi-pronunciado, com articulação mas maciez, com decaimento rápido (tradicional) e sustentação média-boa. Um comportamento bem tradicional do som, que traz percussividade quando necessário, e é melodioso se preciso. Possui boa resposta tímbrica, com produção de doces e metálicos em detalhes, com gradações diferenciadas em pequenos degraus controláveis, e muito boa resposta ao vibrato.
  
Tem volume muito bom, e uma boa gama dinâmica. Responde excelentemente a toques fortes, sem estourar e mantendo a consistência sonora nos registros. Aliás, funciona tanto melhor quanto mais encorpado e vigoroso o toque. A projeção é de bastante alcance, com certo foco, mas ambiência acima da média em pinho, jogando o som para diversas direções. Do ponto de vista de desempenho de palco, é um violão pronto, com grande retorno a quem toca, e bastante massa sonora.
  
O equilibrio vertical, entre cordas, é excelente. A primeira corda possui corpo e sustentação, a sexta corda possui boa profundidade, a terceira corda tem brilho e a transição para suas vizinhas é bem suave. Os bordões são presentes e encorpados, assim como as primas. O equilíbrio horizontal é regular, com algumas posições ressoando um pouco diferente de outras, na sustentação e na potência. Como é comum em projetos tradicionais espanhóis, há notas que decaem mais rápido que outras.
  
A tocabilidade é regular, o violão possui boa tensão de cordas, o braço é de certa forma grosso (23 mm na primeira casa), e tem formato de C, arredondado, com um abaulamento leve na parte do apoio do polegar. O formato do salto (onde o braço se junta ao corpo) é muito bom, alto, com bom apoio para o polegar nas posições sobreagudas. O violão tem peso bem acima da média, pela construção robusta, mas não chega a ser considerado muito pesado. No geral, não funciona tão bem para quem tem toque suave, mas casa perfeitamente com um toque concertista, tendo uma performance muito boa para um toque mais firme de mão direita.
   
O verniz utilizado é a goma-laca no instrumento inteiro. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção.
  
Esteticamente, o instrumento tem aparência harmoniosa, com a Macacaúba do fundo combinando com a cor do braço e a dos lirios da roseta. Roseta, aliás, que é belíssima, feita artesanalmente pelo próprio Roberto Gomes num trabalho meticuloso e que demonstra toda a perícia do luthier. O fundo avermelhado possui um leve aspecto figurado (rajados que se mostram contra a luz), possui 2 pontos escuros bem peculiares, e a junção das madeiras é feita sem filete central, valorizando a macacaúba. Frisos discretos, e filetação do tampo com tonalidades verdes combinam muito bem com a estética global. A mão tem o formato tradicional do Roberto Gomes, com lâmina frontal de jacarandá.
  
Inclui estojo térmico, usado e em muito bom estado, e tarraxas japonesas Gotoh.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão de qualidade de construção soberba.
- estética: 3,5/5. Bom estado, diversas marcas superficiais no tampo todas leves e pouco perceptíveis a não ser contra a luz. 
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre encorpado, rico, doce e vulcânico, com aspecto cristalino. Muito bom volume e resposta dinâmica ótima, com  desempenho nos fortíssimos sem perda de qualidade. Equilibrio vertical bastante acima da média e soberba qualidade de construção. 
  
Pontos fracos: Tocabilidade regular, respondendo melhor a toques robustos. Equilibrio horizontal com alguns pontos de inconsistência. Timbre doce pode não agradar a quem busca mais neutralidade.
 
Conclusão: É um instrumento raro, com combinação de potência e timbre. A sonoridade tem a característica calorosa do luthier, e responde excelentemente a toques em direção aos fortes. É muito adequado para palco, inclusive para musica de câmara, pela potência mas também pelo retorno que dá aos músicos. Sua caracaterística sonora gera muito boa versatilidade, com boa transparência e separação de vozes para repertório renascentista e barroco, e excelente presença e calor para repertório clássico espanhol, brasileiro, romântico e moderno. A mistura de agressividade com sofisticação é bastante peculiar, e é um instrumento que certamente possui personalidade, e transita entre suavidade e agressividade com maestria. Talvez não seja ideal para MPB ou música de acompanhamento, mas para música instrumental solista ou de câmara, é uma grande aquisição para quem quer desempenho com timbre.
 
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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