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Violão Rogerio dos Santos 2000 SP/IN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Rogerio dos Santos 2000 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (4/5), estética (2,5/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, Sobreposta (tradicional), 19 trastes

Formato do braço: “D”

Acabamento: Goma-Laca tampo, PU restante.

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 645 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/56 mm

Tarraxas: Schaller

Tensor: Não

Estojo: AMS (usado)




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Diagonal

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  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • Ambiente
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Roseta e cavalete
  • Selo
  • Estojo AMS
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Rogerio dos Santos 2000 SP/IN:
(VENDIDO)
 
O brasileiro Rogerio dos Santos é um tradicional luthier carioca, que ao longo dos anos desenvolve um trabalho consistente e respeitado no cenário da luteria de violões. Fortemente influenciado pelo trabalho de Sergio Abreu, que foi seu mentor, Rogério dos Santos segue a linha de construção chamada "tradicional", que se caracteriza por instrumentos da família Torres-Hauser, com foco em sofisticação de timbre, nuances de cor, nitidez e beleza. Com centenas de instrumentos construídos, seu trabalho possui reconhecimento nacional, se tratando de um luthier de nome firmemente estabelecido no mercado.
 
Este exemplar, de 2000, é um violão que segue justamente esta escola. O fundo e laterais são de Jacarandá Indiano, escuro, radial, com muito boa aparência e propriedades de corte. O tampo é feito de abeto, com corte radial, boa densidade de veios, raios medulares, enfim, todas as características para se fazer um violão de qualidade. Com o excelente corte, as madeiras são estáveis, menos propensas a rachaduras, mais rápidas na resposta, gerando uma sonoridade mais redonda e refinada. O braço é de Mogno e a escala de Ébano.
 
A sonoridade é tradicional, doce, com boa presença de agudos e equilíbrio de frequencias graves. O timbre doce tem brilho, e o amadurecimento natural das madeiras confere um som aberto apesar de doce. O ataque é pronunciado, com decaimento lento e razoável sustentação, o que gera uma leve sensação de articulação no toque, mas sem tornar o instrumento percussivo. No geral, uma sonoridade bem típica de violões tradicionais de pinho.
 
Bom equilíbrio vertical (entre cordas), com a primeira corda encorpada, e bordões presentes em harmonia com as primas. O equilíbrio horizontal possui algumas casas com ressonância um pouco díspar, mas dentro do nível normal de um instrumento tradicional. O desempenho em posições acima da 5a. casa é bom, mas as posições sobreagudas ainda podem se desenvolver mais.
 
O volume é médio, dentro do universo de concerto, com projeção de longo alcance. Razoável nitidez, mas com projeção que também difunde bem cada nota, misturando-as para tornar acordes mais equilibrados e harmoniosos.  O retorno de som é também interessante, com o intérprete podendo ouvir o violão de forma razoavelmente fiel, o que faz com que o instrumento gere resposta a quem toca, aumentando assim a percepção de como o som projeta, e o prazer de tocar.
 
Boa resposta tímbrica, com controlabilidade de mudança de colorido com a mudança de toque de mão direita. Transita bem entre o metálico e o doce, e oviolão possui um bom equilibrio entre os dois extremos. Bom vibrato, e a resposta dinâmica é razoável, com melhores pianos e mezzos que fortíssimos, mas com pianíssimos encorpados e projetados.
 
Tocabilidade razoável, com braço em forma de D, resto atrás e arredondado na quinas. Espessura de tamanho médio, nem fino demais nem grosso demais, propiciando a mão esquerda se fechar naturalmente. O comprimento de corda de 645 mm propicia um pouquinho mais de conforto em aberturas.
 
O acabamento é simples, com decoração sóbria, roseta tradicional. A beleza acaba vindo da valorização das madeiras. O verniz utilizado é o poliuretan, que é um verniz sintético, que propicia melhor proteção contra riscos e suor. 
 
Inclui estojo térmico da marca AMS, usado em estado razoável, e tarraxas Schaller.
 
Conservação:
 
- estrutural: 4/5. Bom estado, é um violão bem montado, robusto, e com leve abaulamento do tampo, normal para a idade.
- estética: 2,5/5. Estado Razoável. O tampo possui diversas marcas de desgaste, e 2 marcas mais profundas no bojo inferior. A lateral possui também uma marca mais profunda.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Bom retorno e projeção de longo alcance. Boa resposta de timbre, com leque equilibrado entre doces e metálicos, e articulação.
 
Pontos fracos: Potência razoável, e, dependendo do toque, timbre pode tender um pouco ao opaco - violão funciona bem com toques mais frontais.
 
Conclusão: Um instrumento de bom custo-benefício. Tem características de sofisticação de resposta de um violão artesanal, com bom desempenho em equilibrio e projeção. O timbre não tem a sofisticação de instrumentos mais caros, mas com certeza bem mais qualidade do que instrumentos não artesanai, com doçura e gama ampla de frequências. Talvez, para quem tem toque mais lateralizado e doce, o violão possa soar opaco. Mas pra quem busca um violão doce, pode se encaixar bem, casando bem com toques frontais, ou pra quem tem uma pegada mais brilhante. Um ponto alto, fora o fato de ser um instrumento com bom tempo de amadurecimento, é a versatilidade. Além de ser um violão clássico, adequado para música instrumental, o fato de misturar bem acordes, sem necessariamente perder nitidez, o faz muito adequado para música popular, com seu som macio. Uma boa escolha numa faixa de preço bem atrativa.

Informações Adicionais

Especificações Não

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