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Violão Rogerio dos Santos 2004 SP/IM (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)

Rogerio dos Santos 2004 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (3/5), estética (3,5/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Imbuia (maciço)
Braço: Cedro
Escala: Jacarandá, Sobreposta (tradicional), 19 trastes
Formato do braço: “C” suave
Acabamento: PU
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/56 mm
Tensor: Não
Estojo: térmico (usado)



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  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roset a filetação
  • Selo
  • Estojo

Detalhes

Violão Clássico Rogerio dos Santos 2004 SP/IM:
(VENDIDO)  
O brasileiro Rogerio dos Santos é um tradicional luthier carioca, que ao longo dos anos desenvolve um trabalho consistente e respeitado no cenário da luteria de violões. Fortemente influenciado pelo trabalho de Sergio Abreu, que foi seu mentor, Rogério dos Santos segue a linha de construção chamada "tradicional", que se caracteriza por instrumentos da família Torres-Hauser, com foco em sofisticação de timbre, nuances de cor, nitidez e beleza. Com centenas de instrumentos construídos, seu trabalho possui reconhecimento nacional, se tratando de um luthier de nome firmemente estabelecido no mercado.
 
Este exemplar, de 2004, é um violão que segue justamente esta escola. O fundo e laterais são de Imbuia, escura, radial, com muito boa aparência e propriedades de corte. É uma madeira brasileira com grande densidade, que propicia bom resultado sonoro. O tampo é feito de abeto europeu, com corte radial, boa densidade de veios, e medularidade bastante pronunciada em toda a extensão, enfim, todas as características para se fazer um violão de qualidade. Com o excelente corte, as madeiras são estáveis, menos propensas a rachaduras, mais rápidas na resposta, gerando uma sonoridade mais redonda e refinada. O braço é de cedro brasileiro e a escala de jacarandá, que empresta uma coloração mais marrom à estética do violão.
 
A sonoridade é tradicional, doce, com boa presença de agudos e equilíbrio de frequencias graves. O timbre doce tem brilho, e o amadurecimento natural das madeiras confere um som aberto apesar de doce. O ataque é suave, com decaimento de tempo médio e razoável sustentação, o que gera uma leve sensação de maciez no toque, mas ainda com certa definição devido ao decaimento. Possui sofisticação no timbre, com nuances internas e frequências bem distribuídas. A resposta tímbrica é muito boa, com variação de colorido presente e ampla. O violão transita bem entre o metálico e o doce, e possui um bom equilibrio entre os dois extremos. Bom vibrato. A madeira do tampo acima da média realmente se faz sentir nesse quesito.
 
Bom equilíbrio vertical (entre cordas), com a primeira corda encorpada, e bordões definidos e equilibrados, em harmonia com as primas. Não possui bordões profundos, mas sim definidos. A terceira corda é aberta e com boa expressividade. O equilíbrio horizontal possui algumas casas com ressonância um pouco díspar, mas dentro do nível normal de um instrumento tradicional. O desempenho em posições acima da 5a. casa é bom.
 
O volume é regular, dentro do universo de concerto, com projeção de longo alcance. Razoável nitidez, mas com projeção que também difunde bem cada nota, misturando-as para tornar acordes mais equilibrados e harmoniosos. O instrumento consegue ter nitidez mas também mesclar bem as diferentes notas, que parecem se entrelaçar e formam muito boa unidade harmônica. O retorno de som é razoável, com o violão soando bem superior de frente, a partir de alguns passos de distância. A resposta dinâmica é razoável, com melhores pianos e mezzos que fortíssimos, mas com pianíssimos encorpados e projetados.
 
Tocabilidade muito boa, com braço em forma de C, arredondado, mas com cuvatura suave. Espessura de tamanho fino-médio, propiciando à mão esquerda uma posição confortável de espaçamento entre o polegar e demais dedos. 
O acabamento é simples, com decoração sóbria, roseta tradicional. A beleza acaba vindo da valorização das madeiras. O fundo escuro traz bom contraste com o tampo claro e dourado, com aparência acetinada devido aos efeitos medulares da madeira. O verniz utilizado é o poliuretano, que é um verniz sintético, que propicia melhor proteção contra riscos e suor. O verniz do tampo apresenta muito boa condição, enquanto que o fundo possui superficiais marcas de desgaste e regiões mais opacas. O instrumento tem um histórico de reparo, com o tampo tendo sido reparado de uma rachadura no sentido dos veios. O reparo foi feito pelo luthier Tessarin, é muito pouco visivel, e estruturalmente o instrumento está garantido para o resto de sua vida útil. A avaliação da sonoridade do instrumento foi feita nas suas atuais condições.
 
Inclui estojo térmico, usado em estado razoável.
 
Conservação:
 
- estrutural: 3/5. Regular estado. Possui histórico de reparo no tampo e um vinco no fundo, mas sua atual condição é estruturalmente ok, apto a durar décadas.
- estética: 3,5/5. Estado Bom. O tampo possui boa conservação de verniz, com apenas leves marcas e uma linha levemente mais funda no verniz no local do reparo. O fundo apresenta marcas de desgaste, e a escala possui escurecimento em determinados pontos.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado e versátil, para melodia e harmonia. Boa resposta de colorido, com leque equilibrado entre doces e metálicos. Tocabilidade.
 
Pontos fracos: Potência regular, e, dependendo do toque, timbre pode tender um pouco ao opaco - violão funciona bem com toques mais frontais.
 
Conclusão: Um instrumento de bom custo-benefício. Tem características de sofisticação de resposta de um violão artesanal, com bom desempenho em equilibrio e projeção. O timbre não tem a sofisticação de instrumentos mais caros, mas com certeza bem mais qualidade do que instrumentos não artesanais, com doçura e gama ampla de frequências. Talvez, para quem tem toque mais lateralizado e doce, o violão possa soar opaco. Mas pra quem busca um violão doce, pode se encaixar bem com toques frontais. Um ponto alto, fora o fato de ser um instrumento com bom tempo de amadurecimento, é a versatilidade. Além de ser um violão clássico, adequado para música instrumental, o fato de misturar bem acordes, sem necessariamente perder nitidez, o faz muito adequado para música popular, com seu som macio. Nesse aspecto lembra até mesmo um pouco a sonoridade dos Gianninis C7 feitos pelo Abreu, com sua habilidade de transitear entre gêneros. O histórico de reparo não repercute mais no instrumento, e ele continua apto a amadurecimento e desenvolvimento normal. Uma boa escolha numa faixa de preço bem atrativa.

Informações Adicionais

Especificações Não

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