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Violão 7 cordas Rogerio dos Santos 2007 SP/BR (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Rogerio Santos 2007 - Usado
Violão 7 Cordas

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá baiano (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, Sobreposta (tradicional), 21 trastes
Formato do braço: “D” fino
Acabamento: Poliuretano.
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 645 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 54/68 mm
Tarraxas: Schaller (+emenda na 7a)
Tensor: Não
Estojo: AMS (usado)



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Diagonal

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  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão: frente
  • Tarraxas Schaller com emenda extra
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão 7 Cordas Rogerio dos Santos 2007 SP/BR:
 
O brasileiro Rogerio dos Santos é um tradicional luthier carioca, que ao longo dos anos desenvolve um trabalho consistente e respeitado no cenário da luteria de violões. Fortemente influenciado pelo trabalho de Sergio Abreu, que foi seu mentor, Rogério dos Santos segue a linha de construção chamada "tradicional", que se caracteriza por instrumentos da família Torres-Hauser, com foco em sofisticação de timbre, nuances de cor, nitidez e beleza. Com centenas de instrumentos construídos, seu trabalho possui reconhecimento nacional, se tratando de um luthier de nome firmemente estabelecido no mercado.
 
Este exemplar, de 2007, possui fundo e laterais de Jacarandá Baiano, escuro, com presença de brancal decorativo na faixa central. O tampo é feito de abeto, com corte radial, boa densidade de veios, raios medulares, enfim, todas as características para se fazer um violão de qualidade. As madeiras são muito tradicional e valorizadas, com bom corte, sendo menos propensas a rachaduras, mais rápidas na resposta, gerando uma sonoridade mais redonda e refinada. O braço é de Mogno e a escala de Ébano com 21 trastes.
 
A sonoridade é doce, com boa presença de graves, mas sem desequilíbrio nos agudos. Todas as cordas são encorpadas, com timbre adocicado mas com brilho, e os graves possuem presença e definição. O ataque é pronunciado, com decaimento semi-lento e razoável sustentação, o que gera uma leve sensação de articulação no toque, mas sem tornar o instrumento percussivo. É um timbre transparente, de pinho, mas com bom recheio de frequências que dão peso ao som. Boa resposta tímbrica, com controlabilidade de mudança de colorido com a mudança de toque de mão direita. Não possui a graduação micrométrica de instrumentos de 6 cordas de pinho, mas faz os contrastes tímbricos sem grandes dificuldades. 
 
Muito bom equilíbrio vertical (entre cordas), com a primeira corda encorpada, e bordões presentes em harmonia com as primas. O violão evidencia o som grave, e a sétima corda é firme, mas sem desbalancear o equilíbrio em relação às demais cordas. A terceira corda tem sonoridade consistente com as vizinhas, e as transições entre cordas são suaves. O equilíbrio horizontal possui algumas casas com ressonância um pouco díspar, mas dentro do nível normal de um instrumento tradicional. O desempenho em posições acima da 5a. casa é bom, mas as posições sobreagudas ainda podem se desenvolver mais.
 
O volume é bom, dentro do universo de 7 cordas, com projeção de longo alcance. Boa nitidez, mas com projeção "quente", que dá certa mistura nas notas para tornar acordes mais equilibrados e harmoniosos. Ou seja, possui bom alcance e ambiência. O retorno de som é ótimo, com o intérprete podendo ouvir o violão de forma bem fiel. Dinamicamente, o instrumento responde bem à variação entre piano e forte, e os fortíssimo possuem boa sonoridade, sem estourar muito. Funciona bem com um toque médio de mão direita, ficando num plano mezzo-forte com ótimo desempenho.
 
Tocabilidade boa, com braço em forma de D, resto atrás e arredondado na quinas, e bem fino. Quem gosta de braço de espessura mediana ou maior, pode sentir um pouco de desconforto, mas é ideal para quem prefere espessuras menores. O comprimento de corda de 645 mm propicia um pouquinho mais de conforto em aberturas, o que é bem-vindo num 7 cordas.
 
O acabamento é bom, com decoração sóbria, roseta tradicional, verniz bem aplicado. A beleza acaba vindo da valorização das madeiras, principalmente do belíssimo jacarandá do fundo. O verniz utilizado é o poliuretano, que é um verniz sintético, que propicia boa proteção contra riscos e suor. As tarraxas Schaller possuem uma adaptação com uma tarraxa cortada, de tonalidade diferente (dourada ao invés de prateada) para a sétima corda. Isso quebra um pouco a estética do instrumento, mas, é claro, trata-se de um acessório que futuramente pode ser substituído, então, não influi tanto na avaliação do instrumento em si.
 
Inclui estojo térmico da marca AMS, usado em estado razoável, e tarraxas Schaller.
 
Conservação:
 
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão bem montado, robusto, sem nenhum tipo de problema esstrutural.
- estética: 4,5/5. Ótimo estadol. Algumas leves marcas e pontos fundos no verniz, mas bem pouco visíveis.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre doce e encorpado, equilíbrio entre cordas, e bom volume. Projeção com boa ambiência e alcance, com nitidez para destacar polifonia e mistura para fazer a harmonia soar suave.
Pontos fracos: Resposta tímbrica não tão detalhada, resposta dinâmica funciona melhor na gama de mezzos. Estética das tarraxas.
 
Conclusão: Um instrumento de 7 cordas muito versátl. Tem características de sofisticação de timbre para o repertório clássico ou instrumental mais polifônico, mas também possui corpo e baixos robustos para choro e música popular. Harmonicamente, seu desempenho nos acordes gera uma boa mistura, e é muito bom pra acompanhamento. Pra quem busca um violão doce, versátil, com bom volume e projeção, é muito indicado. Possui equilibrio e presença, gerando muitas possibilidades musicais. 

Informações Adicionais

Especificações Não

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