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Violão Abreu 2005 SP/IN (Desconto de R$ 3.000,00 à vista*)

Disponibilidade: Esgotado

R$21.000,00

Descrição Rápida

Sergio Abreu 2005 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Goma-laca tampo, Poliuretano corpo
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 640 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm
Tarraxas: Schaller
Tensor: Não
Estojo: térmico usado (incluso)

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Diagonal

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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schallerq
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: rosea e filetação
  • Estojo térmico
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Sergio Abreu 2005 SP/IN n.507 [OS/EWR]:
 
O luthier brasileiro Sérgio Abreu é reconhecidamente um dos maiores luthiers do Brasil, e por muitos considerado o maior nome da história da luteria no país. Seu status no universo violonístico atinge padrões lendários, com uma história pessoal rica e plena de contribuições ao mundo do violão. Tendo sido um dos grandes violonistas que o país já produziu, sua carreira de concertista incluiu a participação no Duo Abreu, um dos maiores duos de violão já formados, e concertos e gravações referenciais como solista. Ele é unanimemente reconhecido com um gênio da arte e uma das mais brilhantes mentes musicais do país. Encerrando a carreira de concertista ainda jovem, na década de 1980 passou a se dedicar à arte da construção de violões, fortemente influenciado pela escola tradicional de construção, na linha Hauser-Torres. Revelou-se um luthier de extrema sensibilidade, e passou a usar seu ouvido e percepção apurados para produzir instrumentos sofisticados, caracterizados por colorido tímbrico, nitidez e uma beleza sonora que traz a magia presente na obra de grandes artistas. Seus instrumentos são feitos para os amantes da arte dos sons, e projetados para evoluirem com o tempo, ao longo das décadas. O seu trabalho influenciou todas as gerações posteriores de luthiers brasileiros.
  
Este exemplar, de 2005, possui todas as características que tornaram o termo "Abreu" um selo de qualidade sonora. Construído no estilo tradicional, possui madeiras de excelente corte e propriedades acústicas. O tampo é de Abeto Europeu (também chamado de pinho), com veios retos, e muito bom tempo de envelhecimento, que o luthier identifica como OS (Old Soundboard) no selo. O Sergio Abreu possui um dos melhores estoques de tampos do país, selecionado e acumulado ao longo de décadas, e como sempre, este é um tampo que permite sonoridade requintada e é feito para passar pelas décadas com amadurecimento sonoro e estabilidade física. O fundo e laterais são de Jacarandá Indiano, de corte radial, com veios retos e coloração uniforme, o que garante grande estabilidade e equilíbrio sonoro. Braço de Mogno e escala de Ébano completam o conjunto de madeiras. Num violão tradicional, as características das madeiras influenciam muito a qualidade final, e uma boa configuração de materiais, com bom corte e propriedades sonoras, é um dos segredos para um grande violão. Este exemplar possui esse firme fundamento na sua matéria-prima. A construção ainda conta com uma resistência acima do normal à variações climáticas, com o violão construido para ter maior tolerância ao clima e menos chance de rachaduras (o selo mostra a sigla EWR - Extra Weather Resistance). Obviamente, continamos recomendamos todo o cuidado normal na manutenção e conservação do instrumento.
 
Quanto à sonoridade, o mais importante e indescritível está presente: a magia de timbre, que conquista pela sua beleza e nuances. É um timbre transparente, nítido e cristalino, mas sem ser impessoal. Possui certa doçura, certa aridez, certo tempero que dá personalidade ao som. Como se os harmônicos que forma o som estivessem presentes numa medida e distribuição bem peculiar, mas de muito bom gosto. Obviamente, é uma riqueza que precisa ser explorada, e um bom toque é necessário para fazer aflorar essas nuances. Por outro lado, o detalhismo do som revela também as deficiências do violonista, quer seja por um toque magro, unhas mal lixadas, técnica inconsistente ou descontrole. É um violão que delata o que há de mau e declama o que há de bom no músico. Com um ataque que tem certa maciez mas é pronunciado, e com decaimento médio, há uma boa articulação e presença, que aumenta a sensação de nitidez. A sonoridade levemente brilhante, vem com sustentação razoável.
 
Equilibrio bom, principalmente vertical, em que todas as cordas possuem boa similaridade. A primeira corda é brilhante sem ser magra, e a terceira corda tem um som bem equilibrado mas ainda diferenciado. Bordões equilibrdos com as primas, sendo nitidos e belos. O fato de ser um instrumento com certa idade já permite perceber certo amadurecimento sonoro, as primas com delicadeza mas certo corpo e os bordões com nitidez, sem presença exagerada, harmonizam muito bem.Horizontalmente, não há casas com grandes discrepâncias em potencia, decaimento ou ressonância. As posições sobreagudas possuem bom desempenho
 
O volume é médio para um violão tradicional. A projeção do som na distância é excelente, com muito alcance e nitidez. A projeção é um dos pontos altos aqui, chegando com foco, tendo alcance, e nitidez. A resposta dinâmica é refinada, detalhada dos pianos aos fortes.  Apesar de não ter um volume muito pronunciado nos fortíssimos, a clareza de niveis dinâmicos e projeção proporciona pleno desempenho de concerto. A resposta tímbrica é excepcional, com nuances de colorido prontos para serem explorados à menor mudança de toque de mão direita. Ao memso tempo, é um instrumento não muito arisco, é relativamente fácil de produzir um som consistente sem exigir técnica extrema de mão direita.  Boa capacidade de articulação,  respondendo bem aos staccatos e tendo cantabile e legatos bem interessantes. O vibrato demanda um pouco de energia de mão esquerda.
 
A tocabilidade é muito boa. O instrumento responde bem a toques potentes, sem trastejar, e funciona bem com certa tensão, exibindo seu potencial quando o intérprete consegue explorar o potencial de mão direita. A escala de 640mm possibilita maior conforto à mão esquerda, facilita aberturas e a tensão das cordas fica um pouco mais macia. O braço tem forma de D, com ligeiro achatamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, fina o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais. 
  
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo, e o poliuretano no restante. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção. O poliuretano é um verniz mais resistente à riscos, suor e corrosão, e propicia boa proteção para as partes que entram em contato com o corpo. Recentemente, o instrumento teve a goma laca do tampo restaurada, pelo luthier Carlos Novaes, em 2018.
  
Inclui estojo térmico Edyl Lourenço, em razoáveis condições (sem chave) e as tarraxas alemãs Schaller.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão de qualidade de construção soberba, com praticamente nenhum tipo de movimento das madeiras. Madeiras resistentes devido à características EWR, que se mantêm estruturalmente intactas.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado. A aparência está como nova, pelo primoroso trabalho de restauração de verniz realizado. As únicas marcas estéticas, que descontam 0,5 pontos da nossa nota, são pequenos pontos escuros na madeira, no salto do braço e na culatra, onde outrora haviam roldanas de correia. Elas foram retiradas, sem nenhum prejuizo sonoro ou estrutural, e o acabamente refeito de forma a o verniz estar perfeito.
  
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado com muitas nuances de colorido, brilho e corpo. Nitidez e projeção para palco. Qualidade de construção excepcional, com amadurecimento de madeiras e resistência para muitas décadas. Condição estética de novo.
 
Pontos fracos: Volume e sustentação médios. É necessário ter uma técnica razoavelmente preparada para extrair o seu melhor, ou ele delata os erros. Escala 640mm pode ser apertada ara mãos muito grandes.
  
Conclusão: É um instrumento excepcional, de sonoridade rica e mágica, de personalidade peculiar que temos visto do Abreu. E é um violão tradicional de tampo amadurecido. Um violão de concerto pleno, de nivel internacional, e com ele se pode conseguir resultados num nivel fino de realização musical. É um grande violão tradicional, apropriado a todos os estilos clássicos.  Altamente recomendado a quem busca qualidade de timbre, som apaixonante de violão tradicional, e nuances detalhadas. Um violão que permite o fino artesanato sonoro, com construção de interpretações refinadas e politímbricas. É tambem um grande professor, que revela todos os pontos de melhoria na tecnica de produção sonora do intérprete, mas que exalta todos os acertos de uma forma enfática. Um companheiro para toda a vida, cujo conhecimento mais íntimo cada vez apaixona mais. Além disso, tem as vantagens do amadurecimento de mais de década, mas com estética muito boa. A restauração não influenciou negativamente na sonoridade, e, durante o processo, foi feito um ajuste de rastilho e aos nossos ouvidos o instrumento voltou soando até mesmo melhor que antes. Um violão que é uma pérola em todos os sentidos.

Informações Adicionais

Especificações Não

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