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Violão Samuel Carvalho 2010 SP/IN "Profissional" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Samuel Carvalho 2010 - Usado
Violão Clássico
 
Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto (composite)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, elevada, 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/58 mm
Tarraxas: Condor Luxo
Tensor: Sim
Estojo: térmico usado (incluso)



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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Condor Luxo
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo térmico
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Samuel Carvalho 2010 SP/IN "Profissional" n.494:
 
O luthier brasileiro Samuel Carvalho é reconhecidamente um dos maiores luthiers do país. Com décadas de profissão, Samuel Carvalho se destaca pelos seus violões de sonoridade encorpada, bela e potente. É um dos luthiers que mais sabe como extrair som das madeiras que utiliza, com conhecimento de causa, sendo ele próprio um violonista muito competente que conhece as necessidades de um instrumentista. Até a primeira metade da década de 2000, o artesão construiu consistemente no estilo tradicional, sendo considerado um dos maiores especialistas em violões com tampo de cedro do país, e também desenvolveu um trabalho muito disseminado com tampos de pinho, em violões usados por grandes concertistas e professores brasileiros. Posteriormente, foi o pioneiro no Brasil a desenvolver instrumentos modernos, no estilo composite (tecnologia de tampo composto com presença de nomex), estilo no qual, na opinião da Guitanda, já é um dos maiores luthiers do mundo. Samuel Carvalho consegue resultados que misturam potência, sustentação e refinamento de timbre, em violões que encantam pelos atributos artísticos e técnicos. Seus instrumentos são hoje utilizados por alguns grandes nomes internacionais e se tornou um dos luthiers brasileiros de maior repercussão internacional.
  
Este exemplar, usado, é o modelo Profissional do Samuel Carvalho. Com tampo composite e uma sonoridade que possui a rara combinação de beleza e potência. As madeiras são muito boas.  O tampo de abeto possui alta densidade e corte bem radial, como se pode atestar pelas estruturas medulares (os rajados laterais) ao longo de toda a sua extensão, que lhe conferem um aspecto sedoso. O fundo e laterais são de um jacarandá indiano de corte radial, veios paralelos, coloração marrom escura. A escala, de ébano, é moderadamente elevada com 19 casas, e o braço de mogno. Madeiras tradicional e nobres.
  
A sonoridade é encorpada, mas com brilho. Um som que possui firmeza mas também é meloso, com boa presença de médios, com um toque de vigor e refinamento. Possui bons graves com definição, e as primas são penetrantes. O timbre é belo e com certo aspecto cristalino, ao contrário de muitos instrumentos de tecnologia moderna. Neste, a sonoridade tem características de um violão de abeto, com seu brilho e nitidez, mas com o recheio de médios, sem exagero, que dá um certo calor ao som. O ataque é semi-articulado, nem macio demais nem pontudo, com decaimento lento e sustentação média-boa, tornando o instrumento melodioso e cremoso. A presença de harmônicos agudos em boa proporção geram contorno ao som, e um refinamento, que faz o timbre ser caloroso mas com certa delicadeza.
 
A potência é boa, com facilidade de produção de volume sem grande esforço de mão direita. Na distância, a projeção viaja longe, impulsionado por uma fundamental definida, com alcance e ambiência. A resposta dinâmica é boa, principalmente nos pianos aos fortes. Nos pianos, o som possui corpo e projeção, e ainda tem expressão, mas é preciso grande controle para produzir pianíssimos, haja visto que o violão é muito sonoro. Nos fortes, eles soam sem distorcer, bem consistentes. Toques fortíssimos, porém, podem tornar o violão percussivo e sem aumento de massa sonora depois de certo limite de pressão. Não é um instrumento que responda a toques pesados de polegar nos bordões. É necessário que a forma de toque de mão direita não seja muito violenta. O violão é projetado para funcionar sem necessitar grande esforço, e tem notável controle dentro da faixa dinâmica.
 
O equilíbrio é bom. Possui razoável equilibiro vertical, entre cordas, com um pequeno favorecimento aos graves, e uma primeira corda com uma tendência de soar um pouco mais brilhante que as demais. Os bordões são presentes e as primas são projetadas e brilhantes, com boa terceira corda. A tendência é balancear mais com o amadurecimento. No aspecto horizontal, o equilíbrio é ótimo, com as posições sem buracos ou grandes discrepâncias entre si, e bom funcionamento em posições altas. Funciona muito bem em toda a escala.
 
A resposta tímbrica é boa, com variação de colorido menor que um violão tradicional de pinho, mas maior do que um violão tradicional de cedro. Possui um equilíbrio muito bom entre a facilidade de se produzir um som homogêneo e consistente e a possibilidade de variar a sonoridade. O vibrato é produzido sem grande esforço e os ligados também são bem fáceis. O controle de articulação é bom, com boa separação entre notas e legato expressivo.
 
A tocabilidade é boa. O braço é bem suavemente curvo atrás, permitindo bom apoio de polegar. É um formato de C, mas suavizado e com espessura não fina demais a ponto de obrigar a mão esquerda a fica tensionada. A escala de elevação moderada gera maior facilidade para acessar os sobreagudos, sem mudar muito a referência visual. A possibilidade de produzir potência sem grande esforço de mão direita, faz com que as cordas tenham um ajuste interessante de altura, sem trastejar, e isso facilita mão esquerda e mantém o relaxamento da mão direita.
  
O verniz utilizado é o poliuretano. O poliuretano é um verniz sintético que é mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano, sendo assim muito útil para o corpo e braço do violão, onde há mais atrito. A qualidade do acabamento do verniz é boa, e o acabamento como um todo é de muita elegância, e transmite modernidade sem exagero.
 
Inclui estojo térmico usado (em razoável estado), de marca canadense não identificada. E tarraxas Condor Luxo.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão como novo, e de qualidade de construção soberba.
- estética: 4/5.  Muito bom estado, com algumas marcas no verniz, mas todas superficiais.
 
Resumo:
  
Pontos fortes: Potência e projeção bons, mas com timbre ainda refinado que possui brilho e calor. Tocabilidade muito boa. Decaimento lento e sonoridade cremosa. Preço atrativo sem fila de espera.
  
Pontos fracos: Equilíbrio vertical não é ruim, mas há pequenas diferenças entre cordas. Não possui variação de colorido de um tradicional.
  
Conclusão: É um instrumento que possui potência e timbre. Seu timbre encorpado e e com certo brilho soa ainda natural e belo. Isso faz com que se possa executar peças de refinamento e delicadeza. O instrumento pode gerar gravidade e imponência, mas também finesse e expressividade. Indicado para palco, por todas as suas características: potência e projeção, com facilidade de produção sonora. Tocabilidade que permite estar relaxado e tocar com menos esforço mesmo em situações de pressão. Bom controle dinâmico e de articulação. Bem indicado para todo o repertório clássico, e ainda mais quando se tem um estilo interpretativo que alie dinâmica, articulação e variações medidas de timbre. Também muito indicado, pela tocabilidade, graves e bom ataque, para repertório popular, seja instrumental ou acompanhamento. Recomendado para quem procura um violão que alie funcionalidade (potencia, tocabilidade, nitidez) com beleza sonora. Muito prazeroso de se tocar e ouvir, e num valor a vista abaixo da tabela do próprio luthier.

Informações Adicionais

Especificações Não

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