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Violão Samuel Carvalho 2011 CD/BR "Serie Especial" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Samuel Carvalho 2011 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (4,5/5)

Tampo: Cedro Canadense (composite)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)

Braço: Mogno

Escala: Ébano, elevada, 19 trastes

Formato do braço: “D”

Acabamento: Goma-laca tampo, Poliuretano corpo

Rastilho e pestana: Osso



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 44/57 mm

Tarraxas: Schaller ou Rodgers

Tensor: Sim

Armrest

Estojo: AMS (incluso)




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Diagonal

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  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Rodgers (opcionais)
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: escala elevada
  • Detalhe: armrest
  • Ambiente
  • Estojo AMS
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Samuel Carvalho 2011 CD/BR "Serie Especial" n.524:
 
O luthier brasileiro Samuel Carvalho é reconhecidamente um dos maiores luthiers do país. Com décadas de profissão, Samuel Carvalho se destaca pelos seus violões de sonoridade encorpada, bela e potente. É um dos luthiers que mais sabe como extrair som das madeiras que utiliza, com conhecimento de causa, sendo ele próprio um violonista muito competente que conhece as necessidades de um instrumentista. Até a primeira metade da década de 2000, o artesão construiu consistemente no estilo tradicional, sendo considerado um dos maiores especialistas em violões com tampo de cedro do país, e também desenvolveu um trabalho muito disseminado com tampos de pinho, em violões usados por grandes concertistas e professores brasileiros. Posteriormente, foi o pioneiro no Brasil a desenvolver instrumentos modernos, no estilo composite (tecnologia de tampo composto com presença de nomex), estilo no qual, na opinião da Guitanda, já é um dos maiores luthiers do mundo. Samuel Carvalho consegue resultados que misturam potência, sustentação e refinamento de timbre, em violões que encantam pelos atributos artísticos e técnicos. Seus instrumentos são hoje utilizados por alguns grandes nomes internacionais e se tornou um dos luthiers brasileiros de maior repercussão no mundo.
  
Este exemplar, usado, é um exemplo do que tornou o luthier famoso. Com o cedro canadense no tampo, construção composite e uma sonoridade que possui a rara combinação de beleza e potência. As madeiras são espetaculares.  O tampo de um cedro de veios retos, uniformes, alta densidade e corte bem radial, como se pode atestar pelas estruturas medulares (os rajados laterais) ao longo de toda a sua extensão. O fundo e laterais são de um jacarandá baiano de muita beleza, com corte semi-radial, em que se percebem regiões de veios retos, e com coloração escura, com partes douradas e esverdeadas. A coloração achocolatada e o contraste de tonalidades da madeira atestam a nobreza da madeira que é universalmente consagrada como a mais bem-sucedida em luteria de violões. A escala, de ébano, é moderadamente elevada com 19 casas, e o braço de mogno. Madeiras tradicional e nobres.
  
A sonoridade é  encorpada, grave mas com brilho. Um som cremoso, meloso, com boa presença de médios, tipico de instrumentos de cedro, mas com um toque de vigor e refinamento. Possui muito bons graves com definição e profundidade, e as primas são penetrantes e cheias. O timbre é muito natural, ao contrário de muitos instrumentos de tecnologia moderna. Neste, a sonoridade parece de um cedro tradicional, mas com maior presença. O ataque é semi-articulado, nem macio demais nem pontudo, com decaimento tradicional de cedro (rápido no começo desacelerando no final) e sustentação média. Essas características também contribuem para a sonoridade bem típica e a sensação de naturalidade. A presença de harmônicos agudos em boa proporção geram contorno ao som, e um refinamento, que faz o timbre ser caloroso mas com certa delicadeza.
 
A potência é muito boa, com muita facilidade de produção de volume sem grande esforço de mão direita. Na distância, a projeção viaja longe, com alcance e ambiência, chegando à plateia por todos os lados. A projeção da nota fundamental sobrepuja a dos harmônicos, gerando uma sonoridade bem audível de longe, com nitidez e presença. A resposta dinâmica é boa, principalmente nos pianos aos fortes. Nos pianos, o som possui corpo e projeção, e ainda tem expressão, mas é preciso grande controle para produzir pianíssimos, haja visto que o violão é muito sonoro. Nos fortes, eles soam sem distorcer, bem consistentes. Toques fortíssimos, porém, podem tornar o violão percussivo e sem aumento de massa sonora depois de certo limite de pressão. É necessário que a forma de toque de mão direita não seja muito violenta. O violão é projetado para funcionar sem necessitar grande esforço, e tem notável controle dentro da faixa dinâmica.
 
O equilíbrio é muito bom. Possui bom equilibiro vertical, entre cordas, com um pequeno favorecimento aos graves, talvez amplificados pela profundidade que dá o jacarandá baiano. Os bordões são presentes e as primas são projetadas e brilhantes, com boa terceira corda. No aspecto horizontal, o equilíbrio é ótimo, com as posições sem buracos ou grandes discrepâncias entre si, e bom funcionamento em posições altas. Funciona muito bem em toda a escala e em todas as cordas.
 
A resposta tímbrica é boa, com variação acima da média em cedro, e bom refinamento de cores tímbricos. É claro, não é no nivel de um instruemnto tradicional de abeto, mas possui um equilíbrio muito bom entre a facilidade de se produzir um som homogêneo e consistente e a possibilidade de variar a sonoridade. O vibrato é fproduzido sem grande esforço e os ligados também são bem fáceis. O controle de articulação é bom, com boa separação entre notas e legato expressivo.
 
A tocabilidade é ótima. O braço é muito confortável, com leve achatamento atrás e arredondado nas quinas, permitindo bom apoio de polegar. É um formato de D, mas suavizado e com espessura não fina demais a ponto de obrigar a mão esquerda a fica tensionada. A escala de elevação moderada gera maior facilidade para acessar os sobreagudos, sem mudar muito a referência visual. O armrest (apoio de braço) gera muito conforto para o apoio do braço direito, além de proteger o tampo do suor, e liberar mais as vibrações do mesmo. A possibilidade de produzir potência semgrande esforço de mão direita, faz com que as cordas tenham um ajuste interessante de altura, sem trastejar, e isso facilita mão esquerda e mantém o relaxamento da mão direita.
  
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo e o poliuretano no corpo. A goma-laca é umverniz orgânico, que deixa a madeira respirar e torna a sonoridade aberta e livre. O poliuretano é um verniz sintético que é mais resistente à riscos, ao desgaste pelo suor e outros tipos de dano, sendo assim muito útil para o corpo e braço do violão, onde há mais atrito. A qualidade do acabamento do verniz é boa, e o acabamento como um todo é de muita elegância, e transmite modernidade sem exagero. O armrest (apoio de braço) é discreto, e a coloração da roseta e palheta da mão dão um tom monocromático marrom ao instrumento.
 
Inclui estojo AMS usado (em bom estado). E tarraxas que podem ser selecionadas entre asalemãs Schaller, tradicionais e competentes, ou as excepcionais artesanais inglesas Rodgers, com sua incrivel maciez, precisão e durabilidade, além da beleza dos botões de madeira (Cocobolo).
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão como novo, e de qualidade de construção soberba.
- estética: 4,5/5. Ótimo estado, praticamente como novo, com raríssimas e bem superficiais marcas no verniz.
 
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre grave com brilho, presente e caloroso. Potência e projeção muito bons, bem acima da média. Nitidez e colorido acima da média em cedro. Tocabilidade ótima. A possibilidade de tarraxas Rodgers, ou, Schaller com um preço final muito atrativo.
  
Pontos fracos: Leve tendência a fovorecer os graves, que pode não agradar quem não gosta de graves mais presentes.
  
Conclusão: É um instrumento de categoria internacional, um raro violão que possui potência e timbre. Seu timbre encorpado e grave é natural e belo. Isso faz com que se possa executar peças de refinamento e delicadeza. O instrumento pode gerar gravidade e imponência, mas também finesse e expressividade. Realmente indicado para palco, por todas as suas características: potência e projeção, com facilidade de produção. Tocabilidade que permite estar relaxado e tocar com menos esforço mesmo em situações de pressão. Bom controle dinâmico e de articulação. Bem indicado para todo o repertório clássico, e brilha quando se precisa de sonoridade imponente. Também muito indicado, pela tocabilidade, graves e bom ataque, para repertório popular, seja instrumental ou acompanhamento. Recomendado para quem procura um violão de alto nivel mundial.

Informações Adicionais

Especificações Não

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