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Violão Thomas Humphrey 1992 SP/BR [ex-Assad, ex-Haro] (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Thomas Humphrey 1992 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (4/5), estética (2/5)
Tampo: Abeto (sólido)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano, Elevada, 20 trastes
Formato do braço: “C”, suave e fino
Acabamento: Goma-Laca
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 645 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42,5/57 mm
Tarraxas: Sloane
Tensor: Não
Estojo: Termico (incluso)



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  • Diagonal Fundo
  • Mão
  • Tarraxas Sloane
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: escala elevada
  • Selo
  • Estojo

Detalhes

Violão Clássico Thomas Humphrey 1992 SP/BR "Millenium":
 
O norte-americano Thomas Humphrey é uma figura de destaque na história da luteria violonística, na qual seu nome certamente consta no panteão dos grandes construtores e inovadores de todos os tempos. Humphrey começou na luteria no ínício da década de 1970, e durante os próximos 38 anos, desenvolveu uma carreira marcada pela excelência construtiva, constante pesquisa e um espírito inovador invejável, até seu falecimento prematuro em 2008. Suas idéias e experimentos resultaram, na década de 1980, no surgimento de um novo conceito de construção de violões, com o modelo que ele batizou de "Millenium". Baseado numa idéia que lhe surgiu em sonho, provavelmente fruto do subconsciente de um pensador incansável,  o conceito do Millenium foi o de alterar a inclinação do tampo e do braço do violão, de maneira que o ângulo resultante entre tampo e braço se tornasse mais agudo, e assim as cordas saíssem um pouco mais perpendiculares em relação ao tampo. O objetivo era o de aumentar a potência do instrumento, melhorando a eficiência de transmissão de energia das cordas ao tampo, o que foi alcançado com sucesso. Além disso, o projeto resultou no surgimento da "escala elevada" que gera uma maior facilidade de se tocar em posições sobreagudas, conceito que influenciou muitos luthiers ao redor do mundo. Seus instrumentos foram e são usados por inúmeros artistas internacionais, tais como Duo Assad, David Tanenbaum, Sharon Isbin, Michael Chapdelaine, Adam Holzman e Eliot Fisk, e possuem ótima potência, equilíbrio, articulação definida e a magia que acompanha o trabalho de todo grande artista. 
  
Este exemplar foi construido para o célebre violonista Sergio Assad, e usado por ele por anos no trabalho com o duo Assad. Depois, pertenceu à violonista Maria Haro (com o qual ela gravou seu álbum "Fina Flor", em 2008). Um instrumento com raro pedigree, e que naturalmente foi bem tocado por toda a sua vida, o que favoreceu enormemente seu amadurecimento sonoro. Possui, além do conceito Millenium, uma estrutura interna com a presença de fibra de carbono, e madeiras excepcionais (como era característica do luthier). O Abeto do tampo possui a clássica estrutrura de veios mais densos no centro e mais largos nas pontas, o que segundo alguns luthiers, favorece a sonoridade dos graves. O fundo e laterais são espetaculares peças de Jacarandá Baiano, radial com veios estreitos. A escala de ébano e o braço de cedro brasileiro completam o quarteto impressionante de madeiras.
 
A sonoridade é límpida, transparente, mas com temperos sonoros que dão personalidade ao som. Realmente há uma pureza de timbre, que lhe dá um aspecto honesto, e faz com que o violão seja de excelente audibilidade. É muito agradavel ouvir a sonoridade deste instrumento, que além de tudo possui excelente articulação. Além disso, pelo amadurecimento e, provavelmente, pela construção especialmente feito para um célebre concertista, o timbre é sofisticado com doçura, robustez, e aquela sensação de beleza intrínseca, indefinivel. Como todo Humphrey, o ataque é um pouco macio, mas com decaimento rápido, o que confere articulação das notas sem perder maciez. A sustentação é media, após o decaimento. Somando essas características, o violão se torna excepcionalmente nítido, com ótima separação de vozes, com excelente definição nas polifonias.
 
O equilíbrio, aliás, é um dos pontos altos do violão. Possui ótimo equilibrio vertical, entre cordas. Os bordões são presentes, cheios e nítidos, mas as primas são projetadas, encorpadas e abertas. Os dois extremos se equilibram, com graves com nitidez sem serem rasos, e primas com prença e brilho. Todas as cordas possuem definição, maciez e um nivel proporcional de resposta. No aspecto horizontal, o equilíbrio também é excelente. Todas as posições soam com consistência, tanto na potencia como na sustentação, sem incidência de notas mortas ou de notas com excesso de ressonância.
 
O volume é ótimo, e este exemplar possui potência inclusive acima da média de outros Humphreys já avaliados. Também a projeção é muito boa, com notável nitidez e alcance. A resposta dinâmica é ótima, com a peculiaridade de distorcer pouco o som nos fortíssimos. Assim, ele pode ir dos pianos aos fortes sem a incômoda alteração de frequ6encias e estridência que ocorre em muitos instrumentos tradicionais. Além disso, possui pianos bem projetados que não perdem corpo. Ou seja, em todo o leque dinâmico, a sonoridade se mantem equilibrada.
 
A resposta tímbrica tende mais à uniformidade. Possui, é claro, variações de cor, entre doce e metálico, mas sem o refinamento de variação de instrumentos mais tradicionais. Por outro lado, isso se constitui numa vantagem em controle tímbrico, com boa consistência na sonoridade durante o desempenho de peças e melodias. Possui vibrato razoável, não excepcionalmente fácil, mas também não muito difícil de ser produzido. Boa produção de notas em harmônicos, definidas e audiveis.
 
A tocabilidade é ótima. A escala elevada facilita bastante o acesso a posicões sobreagudas, além de dar uma liberdade muito grande à mão direita, que pode praticamente tocar com qualquer tipo de pegada sem o risco do dedo bater no tampo. O braço é em formato suave de C, arredondado (ovalado) e razoavelmente fino. A sensação de pegada pra mão esquerda é muito boa, e nota-se desde o primeiro momento a facilidade ergonômica.
 
O verniz utilizado é a goma-laca, que gera uma sonoridade mais orgânica, deixando a madeira respirar.  O acabamento como um todo é muito peculiar. A roseta floral, feita pelo próprio Humphrey, é a marca registrada do luthier e tem aspecto delicado, que contrabalança o visual moderno com angulações agudas, e a filetação elegante segue um padrão discreto que valoriza o motivo da roseta e a forma pura do instrumento.
 
Inclui estojo térmico e tarraxas norte-americanas Sloane, com uso bem aparente mas ainda fucionais.
Conservação:
- estrutural: 4/5. Bom estado, a qualidade de construção soberba torna o instrumento muito resistente ao tempo. Apesar das diversas amrcas de uso, a condição estrutural se mantém muito boa, com tampo, braço e demais partes ainda integros e, se bem cuidados, com décadas pela frente.
- estética: 2/5. É um estado estético ruim, com diversas marcas em todas as partes do instrumento. Ele é um instrumento de concerto, usado em palco e em gravações, e as muitas horas de música se percebem na goma-laca. Uma curiosidade interessante é que até mesmo a marca da barba do Sergio Assad na lateral do instrumento é visível. Nenhuma marca que comprometa a integridade física do violão, e o instrumento ficaria até como novo com reenvernizamento, mas fazemos forte recomendação contra qualquer alteração no verniz original, pois se perderia parte da mágca transformação sonora que ele passou ao longo dos anos de sua extaordinária vida.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre amadurecido, belo, límpido, com um tempero com quê de mágico. Ótima potência, equilibrio. Graves  definidos e presentes. Ataque semi-suave, com decaimento médio, que gera ótima articulação mas mantendo a maciez sonora. Nitidez excelente.
 
Pontos fracos: Estética ruim, com verniz bem marcado. Não possui grande gama de variação de colorido tímbrico.
 
Conclusão: É um Humphrey especial, que teve uma vida extraordinária em que produziu muita boa música. Um violão com ótima potência, excelente equilíbrio, com escala elevada que facilita o acesso a posições sobreagudas, com articulação definida, timbre límpido e uma sensação agradável de tocar. Parece que tudo sai com mais clareza nesse violão. Além disso, é um dos melhores Humphreys que já foram avaliados pela Guitanda, com um timbre muito diferenciado, amadurecido, aberto e nobre. É um instrumento com desempenho de palco, sensação de magia. Além do valor de mercado, é um instrumento desenhado para ser muito funcional, e entrega ao intérprete recursos dinâmicos, articulatórios e técnicos que justificam o grande renome do luthier. Pelas suas características de potência e clareza, também é muito adequado a música de câmara, em que se combina o violão com outros instrumentos de sopro ou arco. Uma compra altamente recomendada para quem busca o que um Humphrey pode dar, e quer encontrar um exemplar realmente acima da média, que já se encontra na fase de auge sonoro. 

Informações Adicionais

Especificações Não

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