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Violão Thomas Humphrey 1994 SP/BR (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Thomas Humphrey 1994 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (4,5/5), estética (3/5)

Tampo: Abeto (sólido)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)

Braço: Cedro Brasileiro

Escala: Ébano, Elevada, 20 trastes

Formato do braço: “C”, suave e fino

Acabamento: Goma-Laca tampo / Poliuretano corpo

Rastilho e pestana: Osso/Chifre (Black Horn)



Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 645 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42,5/57 mm

Tarraxas: Gilbert Black

Tensor: Não

Estojo: American Vintage (incluso)




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Diagonal

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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral: bordões
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Lateral: primas
  • Detalhe: lateral
  • Roseta
  • Mão
  • Tarraxas GIlbert Black
  • Tarraxas Gilbert Black
  • Mão: costas
  • Detalhe: Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Escala elevada
  • Ambiente
  • Angulo
  • Angulo
  • Estojo American Vintage
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Thomas Humphrey 1994 SP/BR "Millenium":
 
O norte-americano Thomas Humphrey é uma figura de destaque na história da luteria violonística, na qual seu nome certamente consta no panteão dos grandes construtores e inovadores de todos os tempos. Humphrey começou na luteria no ínício da década de 1970, e durante os próximos 38 anos, desenvolveu uma carreira marcada pela excelência construtiva, constante pesquisa e um espírito inovador invejável, até seu falecimento prematuro em 2008. Suas idéias e experimentos resultaram, na década de 1980, no surgimento de um novo conceito de construção de violões, com o modelo que ele batizou de "Millenium". Baseado numa idéia que lhe surgiu em sonho, provavelmente fruto do subconsciente de um pensador incansável,  o conceito do Millenium foi o de alterar a inclinação do tampo e do braço do violão, de maneira que o ângulo resultante entre tampo e braço se tornasse mais agudo, e assim as cordas saíssem um pouco mais perpendiculares em relação ao tampo. O objetivo era o de aumentar a potência do instrumento, melhorando a eficiência de transmissão de energia das cordas ao tampo, o que foi alcançado com sucesso. Além disso, o projeto resultou no surgimento da "escala elevada" que gera uma maior facilidade de se tocar em posições sobreagudas, conceito que influenciou muitos luthiers ao redor do mundo. Seus instrumentos foram e são usados por inúmeros artistas internacionais, tais como Duo Assad, David Tanenbaum, Sharon Isbin, Michael Chapdelaine, Adam Holzman e Eliot Fisk, e possuem ótima potência, equilíbrio, articulação definida e a magia que acompanha o trabalho de todo grande artista. 

  
Este exemplar é fruto de lote em que o luthier produziu 5 instrumentos, entre os quais o da violonista Sharon Isbin, e em que ele buscou priorizar a potência sonora. E realmente, tem uma potência ótima, e acima da média mesmo dos outros Humphreys que já avaliamos. Possui, além do conceito Millenium, uma estrutura interna com a presença de fibra de carbono, e madeiras excepcionais (como era característica do luthier). O Abeto do tampo possui a clássica estrutrura de veios mais densos no centro e mais largos nas pontas, o que segundo alguns luthiers, favorece a sonoridade dos graves. Além disso, esteticamente, possui os efeitos figurados chamados de "bearclaw" ou "garras de urso", que propiciam peculiaridades no som. O fundo e laterais são espetaculares peças de Jacarandá Baiano, radial com veios estreitos. A escala de ébano e o braço de cedro brasileiro completam o quarteto impressionante de madeiras.
 
A sonoridade é límpida, transparente, mas com temperos sonoros que dão personalidade ao som. Mas realmente há uma pureza de timbre, que lhe dá um aspecto transparente, honesto, e faz com que o violão seja de excelente audibilidade. É agradavel ouvir a sonoridade deste instrumento, que além de tudo possui excelente articulação. Como todo Humphrey, o ataque é um pouco macio, mas com decaimento rápido, o que confere articulação das notas sem perder maciez. A sustentação é media, após o decaimento. Somando essas características, o violão se torna excepcionalmente nítido, com ótima separação de vozes, com excelente definição nas polifonias. Aliado ao aspecto puro, o som possui boa presença de médios, mas sem ser demasiado nasal, e harmônicos agudos que temperam o timbre, que de forma alguma é neutro. É um timbre que em todos os registros é bastante equilibrado.
 
O equilíbrio, aliás, é um dos pontos altos do violão. Possui ótimo equilibrio vertical, entre cordas. Os bordões são presentes, cheios e nítidos, mas as primas são projetadas, encorpadas e abertas. Os dois extremos se equilibram, com graves com nitidez sem serem rasos, e primas com presença e brilho. Todas as cordas possuem definição, maciez e um nivel proporcional de resposta. No aspecto horizontal, o equilíbrio também é excelente. Todas as posições soam com consistência, tanto na potencia como na sustentação, sem incidência de notas mortas ou de notas com excesso de ressonância.
 
O volume é ótimo, e este exemplar possui potência inclusive acima da média de outros Humphreys já avaliados. Também a projeção é muito boa, com notável nitidez e alcance. A resposta dinâmica é ótima, com a peculiaridade de distorcer pouco o som nos fortíssimos. Assim, ele pode ir dos pianos aos fortes sem a incômoda alteração de frequ6encias e estridência que ocorre em muitos instrumentos tradicionais. Além disso, possui pianos bem projetados que não perdem corpo. Ou seja, em todo o leque dinâmico, a sonoridade se mantem equilibrada.
 
A resposta tímbrica tende mais à uniformidade. Possui, é claro, variações básicas de cor, entre doce e metálico, mas sem o refinamento de variação de instrumentos mais tradicionais. Por outro lado, isso se constitui numa vatangem em controle tímbrico, com boa consistência na sonoridade durante o desempenho de peças e melodias. Possui vibrato razoável, não excepcionalmente fácil, mas também não muito difícil de ser produzido. Boa produção de notas em harmônicos, definidas e audiveis.
 A tocabilidade é de média a boa. A escala elevada facilita bastante o acesso a posicões sobreagudas, além de dar uma liberdade muito grande à mão direita, que pode praticamente tocar com qualquer tipo de pegada sem o risco do dedo baster no tampo. O braço é em formato suave de C, arredondado (ovalado) e razoavelmente fino. Porém, a mão esquerda é um pouco mais exigida pelo violão gerar uma tensão de cordas firme.
 
O verniz utilizado é poliuretano no fundo e laterais, que confere boa proteção e manutenção, e a goma-laca no tampo, que gera uma sonoridade mais orgânica, deixando a madeira respirar.  O acabamento como um todo é muito peculiar. A roseta floral, feita pelo próprio Humphrey, é a marca registrada do luthier e tem aspecto delicado, que contrabalança o visual moderno com angulações agudas, e a filetação elegante segue um padrão discreto que valoriza o motivo da roseta e a forma pura do instrumento.
 
Inclui estojo térmico da marca American Vintage, verde, e tarraxas artesanais norte-americanas Gilbert. As tarraxas GIlbert, aliás, são também um excelente complemento ao instrumento, com seu design moderno voltado à eficiência e funcionalidade. O visual, com acabamento negro das tarraxas, aliado à sua mecânica sobressalente, as fazem um item que harmoniza perfeitamente com o conceito do instrumento, formando um conjunto muito valorizado.
 
Conservação:
- estrutural: 4,5/5. Excelente estado, a qualidade de construção soberba torna o instrumento muito resistente ao tempo. A única coisa que denuncia sua idade é o natural amadurecimento das madeiras.
- estética: 3/5. É um estado mediano, sem nenhum tipo de risco mais profundo, mas diversas marcas superficiais no tampo e algumas na caixa. Mas as madeiras se encontram intactas.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Ótima potência, equilibrio. Graves  definidos e presentes. Ataque semi-suave, com decaimento rápido, que gera ótima articulação mas mantendo a maciez sonora. Nitidez excelente e timbre límpido, transparente. Tarraxas Gilbert.
 
Pontos fracos: Decaimento rápido pode não agradar os que preferem som mais cantabile. Não possui grande gama de variação de colorido tímbrico.
 
Conclusão: É um Humphrey. A excelência do luthier torna o a frase uma característica por si só. Ao dizer que é um Humphrey, queremos dizer que é um violão com ótima potência, excelente equilíbrio, com escala elevada que facilita o acesso a posições sobreagudas, com articulação definida, timbre límpido e uma sensação agradável de tocar. Parece que tudo sai com mais clareza nesse violão. Além disso, é um dos melhores Humphreys que já foram avaliados pela Guitanda, com mais volume que a média já alta do luthier e muito boa resposta de graves (também acima da média). É um instrumento com som amadurecido, com desempenho de palco, sensação de magia. Além do valor de mercado, é um instrumento desenhado para ser muito funcional, e entrega ao intérprete recursos dinâmicos, articulatórios e técnicos que justificam o grande renome do luthier. Pelas suas características de potência e clareza, também é muito adequado a música de câmara, em que se combina o violão com outros instrumentos de sopro ou arco. Uma compra altamente recomendada para quem busca o que um Humphrey pode dar, e quer encontrar um exemplar realmente acima da média.

Informações Adicionais

Especificações Não

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