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Violão Ramirez 2004 SP/IN "SP" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Ramirez 2004 "SP" - Usado
Violão Clássico

Conservação: estrutural (5/5), estética (3,5/5)
Tampo: Abeto Europeu (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “D” suave
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/56 mm
Tarraxas: Gotoh Premium
Tensor: Não
Estojo: Térmico (usado)




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  • Mão
  • Tarraxas Gotoh Premium
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Ramirez 2004 "SP":
  
Poucos nomes são tão lendários na histório do violão como o nome Ramirez. Fundada em 1882 pelo luthier espanhol José Ramirez, a casa Ramirez de Madrid esteve envolvida em diversos marcos da história do instrumento. Numa dinastia que passa de geração em geração, seus instrumentos se tornaram sinônimos do violão espanhol em todo o mundo, sendo utilizados ao longo da história por nomes como Andrés Segovia, Narciso Yepes, os Romeros, Sabicas, Cristopher Parkening, Manolo Sanlucar, Kazuhito Yamashita, Charlie Bird, Chet Atkins e diversos outros artistas consagrados de todos os gêneros. Além disso, a casa Ramirez formou em suas oficinas diversos luthiers consagrados como Paulino Bernabé, Manuel Contreras, Feliz Manzanero, Manuel Rodriguez, Teodoro Perez e muitos outros contribuindo para a formação da famosa escola de Madrid de construção. Dentre muitos feitos, pode-se citar que a casa Ramirez (na época dirigida por José Ramirez III) introduziu o tampo de cedro em violões, e difundiu o estilo madrilenho de som forte, com ataque e impacto, encorpado e penetrante, em todo o mundo.
 
Este instrumento, de 2004, é o modelo SP, que é a sigla para "Semi Profissional", projetado por Amalia Ramirez e construído a partir de 2002. É um modelo intermediário da linha Ramirez, numa faixa de preço não tão elevada. Porém, este exemplar se destaca em qualidade por ter sido selecionado e amadurecido nas mãos do músico Alexandre Gismonti, o que fez com que a sonoridade deste Ramirez ficasse acima da média. O tampo é de abeto, de corte radial, veios uniformes medularidade em toda a extensão. O fundo e laterais são de jacarandá indiano escuro e de corte radial, como pode ser visto pelos veios retos e uniformes, que propicia um som estável, brilhante e com bons médio-graves. A escala é de ébano, tradicional, e o braço de cedro. Um conjunto muito tradicional de madeiras em violões espanhóis, todas maciças e de grande qualidade. 
  
O timbre possui características de um autêntico violão madrilenho: ataque impactante, som potente, baixos robustos, sonoridade vigorosa e penetrante. Além disso, este exemplar possui uma sonoridade com brilho nas primas e expressividade muito interessantes. O aspecto mais cristalino no timbre é um adicional deste exemplar em relação a outros Ramirez SP. Excelentes graves, profundos e definidos, e primas agressivas. O ataque é bem presente, com o decaimento semi-rápido e sustentação mediana. Isso confere um aspecto percussivo e articulado ao instrumento, bem característico da escola madrilenha de construção. A resposta tímbrica é muito boa, com colorido e controlabilidade. É uma sonoridade madrilenha mas com mais sofisticação que o normal.
  
A poténcia é muito boa, com som pra frente, nítido e com firmeza na nota fundamental. O instrumento responde bem a toques potentes, e possui firmeza de projeção. O som se projeta no ambiente de forma direta, com alcance, e a nitidez é muito boa, fazendo assim com que a relação de audibilidade x distância seja excelente. Dinamicamente, possui desempenho regular em pianos e pianíssimos, mas a partir dos mezzos até os forte, o instrumento tem um desempenho impressionante, e responde excelentemente a toques apoiados.
  
O equilíbrio é muito bom, com baixos profundos, firmes, nítidos, e com as cordas agudas encorpadas e potentes. Verticalmente, entre cordas, o equilíbrio é bem interessante, com terceira corda com boa sonoridade e a primeira corda bem firme e encorpada. Horizontalmente, entre casas, temos um equilíbrio muito bom, com algumas diferenças no sustain de notas, mas que no geral são bem uniformes. O desempenho das cordas soltas e presas e nas posições sobreagudas é muito consistente. 
  
A tocabilidade é boa. A regulagem de altura de cordas se encontra num padrão médio-alto, e suporta toques firmes sem trastejo. O braço confortável, num formato de D com cantos suavemente arredondados e parte de trás mais achatada (porém com leve curvatura que pode lembrar um C suavizado), dá um bom apoio do polegar. A espessura do braço é media-fina, e gera boa pegada na mão esquerda, sem ocasionar tensões desnecessárias.
   
O acabamento é muito bom, com a mão no formato universalmente conhecido da Ramirez, e uma roseta nova que foi desenvolvida para este modelo, com tonalidades negras num mosaico muito belo e impactante, com sobriedade. No geral, uma aparência bem clássica, sem grandes efeitos ornamentais, mas que traz elegância.
  
O verniz utilizado é o poliuretano (PU), o que confere proteção e durabilidade.  Inclui estojo térmico usado, em bom estado, e tarraxas japonesas Gotoh Premium
 
Conservação do instrumento:
 
-estrutural: 5/5. Excelente estado, nenhuma rachadura ou histórico de reparo. Braço reto e tampo sem abaulamento. Super robusto e de construção feita pra durar por quem tem conhecimento secular da arte.
  
- estética: 3,5/5. Bom. O estado geral do instrumento é excelente, o verniz mantém o brilho e parece até novo. Porém, há algumas marcas de unha no tampo, abaixo da boca, que geram alguns pequenos afundados no verniz, e o fundo possui o verniz com leves fosqueados superficiais.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: sonoridade vigorosa, cremosa e impactante, com sofisticação acima da média pro estilo. Bom desempenho rítmico, e potência. Excelente desempenho nos fortes. Um instrumento típico madrilenho, com desempenho de timbre acima da média. 
 
Pontos fracos:  Desempenho na dinâmicas mais suaves tem certa perda de corpo. Sustain é apenas mediano.
 
Conclusão: É um Ramirez com impacto e percussividade madrilenha, mas com um toque de colorido e timbre mais rico do que a média. Com sonoridade vigorosa e potência, é um violão que certamente causa impacto ao ser ouvido, mas pode também ser expressivo e requintado. Para quem gosta do estilo espanhol de Madrid, mas que quer um timbre mais rico, é o exemplar ideal. Muito recomendado para todo o repertório espanhol obviamente, e também para muitas peças instrumental brasileiras. Além disso, possui bom desempenho para música barroca, pela articulação e ressonância de timbre, e para diversas facetas do repertório clássico. Muito bem tocado e amadurecido desde 2004, possui ainda potencial de crescimento. É um instrumento que possui atributos mais positivos do que se esperaria do modelo, aproximando-o da qualidade dos melhores Ramirez, num valor menor do que o de etiqueta. 
  

Informações Adicionais

Especificações Não

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