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Violão Ramirez 1977 CD/IN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Ramirez 1977 - Usado
Violão Clássico
 
Conservação: estrutural (4/5), estética (3,5/5)
Tampo: Cedro Canadense (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “C” suave
Acabamento: Poliuretano
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 660 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 45/57 mm
Tarraxas: Fustero
Tensor: Tirante fixo de madeira
Estojo: AMS

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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Fustero
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Ramirez 1977 n.11623 "1A":
  
Poucos nomes são tão lendários na histório do violão como o nome Ramirez. Fundada em 1882 pelo luthier espanhol José Ramirez, a casa Ramirez de Madrid esteve envolvida em diversos marcos da história do instrumento. Numa dinastia que passa de geração em geração, seus instrumentos se tornaram sinônimos do violão espanhol em todo o mundo, sendo utilizados ao longo da história por nomes como Andrés Segovia, Narciso Yepes, os Romeros, Sabicas, Cristopher Parkening, Manolo Sanlucar, Kazuhito Yamashita, Charlie Bird, Chet Atkins e diversos outros artistas consagrados de todos os gêneros. Além disso, a casa Ramirez formou em suas oficinas diversos luthiers consagrados como Paulino Bernabé, Manuel Contreras, Feliz Manzanero, Manuel Rodriguez, Teodoro Perez e muitos outros contribuindo para a formação da famosa escola de Madrid de construção. Dentre muitos feitos, pode-se citar que a casa Ramirez (na época dirigida por José Ramirez III) introduziu o tampo de cedro em violões, e difundiu o estilo madrilenho de som forte, com ataque e impacto, encorpado e penetrante, em todo o mundo.
 
Este instrumento, de 1977, é o modelo 1A, o mais elevado da linha Ramirez, feito à época de José Ramirez III, cuja assinatura vai no selo. As madeiras são excelentes, pois se trata do modelo em que os Ramirez utilizam os melhores materiais. O tampo é de cedro canadense, de corte radial, veios finos e medularidade em toda a extensão. O fundo e laterais são de jacarandá indiano de corte radial, como pode ser visto pelos veios retos e uniformes, que propicia um som estável, brilhante e com bons médio-graves. A escala é de ébano, tradicional, e o braço de cedro. Um conjunto muito tradicional de madeiras em violões espanhóis, todas maciças e de grande qualidade. 
  
O timbre possui todas as características de um autêntico violão madrilenho: ataque impactante, som potente, baixos robustos, sonoridade vigorosa e penetrante. Dentre os exemplares já analisados pela Guitanda, este Ramirez 1A é acima da média, com um timbre encorpado e denso. Excelentes graves, profundos e definidos, e primas cremosas, com certa maciez e textura no timbre. A sonoridade tem muito boa presença da fundamental em relação aos harmônicos, o que torna o som bem sólido e nítido, e não muito estridente. O ataque é bem presente, com o decaimento rápido do cedro e sustentação boa. Isso confere percussividade ao instrumento, mas possibilidade de fazer o cantabile de melodias expressivas. A resposta tímbrica é razoável, com mais homogeneidade que colorido. Enfim, um típico violão de tampo de cedro madrilenho.
  
A poténcia é muito boa, com som pra frente, nítido e com firmeza na nota fundamental. O instrumento responde bem a toques potentes, e possui firmeza de projeção. O som viaja de ambiente com aquela dispersão para todos os lados que tradicionalmente se vê em cedro. A nitidez é muito boa, fazendo assim com que a relação de audibilidade x distância seja excelente. Dinamicamente, possui muito bom desempenho em pianos e mezzos, que são encorpados, projetados e nítidos. Nos fortes, possui ainda robustez, o que dá um leque dinâmico muito bom, mas a partir de certo ponto, o aumento de potência vem com o aumento de percussividade, enfatizando mais o ataque do que a sustentação.
  
O equilíbrio é bom, com baixos profundos, firmes, nítidos, e com as cordas agudas encorpadas e potentes. Verticalmente, entre cordas, o equilíbrio é bem interessante, com terceira corda aberta (até mesmo pela idade do instrumento) e a primeira corda bem firme e encorpada. Horizontalmente, entre casas, temos um equilíbrio muito bom, com algumas diferenças no sustain de notas, mas que no geral são bem uniformes. O desempenho das cordas soltas e presas e nas posições sobreagudas é muito consistente. 
  
A tocabilidade é regular, como a maioria dos instrumentos espanhóis desse período. Como o padrão madrilenho de medidas seguia dimensões mais robustas que hoje em dia, talvez haja uma certa dificuldade de adaptação ao comprimento de cordas maior e também ao maior espaçamento na pestana. Porém, tem uma regulagem bem calibrada, braço confortável, arredondado, com formato de C, mas com achatamento na parte de trás, para bom apoio do polegar. A espessura do braço não é nem grossa demais, o que geraria desconforto, nem fina a ponto de exigir muita compressão da mão esquerda. Assim, do ponto de vista de ajuste e regulagem, é muito bem dimensionado. A escala mais longa, de 660 mm de comprimento de corda, também incorre em uma tensão levemente maior nas cordas, que por outro lado gera maior portencial de volume. Como é uma característica que também gera benefícios, como mais conforto nas posições apertadas e melhor firmeza em afinações mais graves (sexta corda em ré, por exemplo), a escala longa é um atributo que pode fazer a tocabilidade ser percebida como melhor ou pior, dependendo da preferência do intérprete. 
   
O acabamento é bem tradicional Ramirez, com a mão no formato universalmente conhecido, e o tonalizante avermelhado no verniz, dando uma aparência rubra ao instrumento. A roseta é bem desenhada, com cores que se mesclam ao tampo, e o visual pode ser classificado como sóbrio.  A conservação é muito boa, excelente até, mas existe um vinco no verniz do tampo, na região entre a boca e o cavalete, logo abaixo das cordas. Não sendo um vinco que gere qualuquer problema estrutural, é ainda um defeito estético que não permite que atribuamos uma nota maior do que 4.Assim, pela boa conservação geral, demos a maior pontuacão possivel, de 3,5 (seria 4,5 se não fosse o vinco). No mais, um instrumento extremamente bem conservado, com raras marcas de unha, e com uma aparência geral muito positiva.
  
O verniz utilizado é o poliuretano (PU), o que confere proteção e durabilidade.  Inclui estojo térmico usado, da marca AMS, em bom estado, e tarraxas espanholas Fustero.
 
Conservação do instrumento:
 
-estrutural: 4/5.Muito bom estado, nenhuma rachadura ou histórico de reparo. Super robusto e de construção feita pra durar por quem tem conhecimento secular da arte. Pela idade, o isntrumento obviamente possui algumas marcas da passagem do tempo, com o tampo levíssimo abaulamento e algumas ondulações, perfeitamente aceitáveis e normais. É um instrumento para durar ainda outros 40 anos.
  
- estética: 3,5/5. Bom. O estado geral do instrumento é excelente, o verniz mantém o brilho e parece até novo. Porém, uma única marca mais profunda, um vinco no verniz no sentido dos veios (se cnsequencias estruturais) rebaixa um pouco a nota estética.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: sonoridade vigorosa, amadurecida, cremosa e impactante. Bom desempenho rítmico, e potencia. Um instrumento típico madrilenho, com desempenho de potencia e timbre acima da média dos Ramirez 1A.
 
Pontos fracos:  Variação de timbre tendendo à uniformidade, tocabilidade. Quem busca som brilhante e colorido, pode não gostar da sonoridade mais macia e fundamental.
 
Conclusão: É um dos melhores Ramirez 1A que experimentamos. É um instrumento com sonoridade vigorosa potência acima da média, e um timbre bem focado, com uma certa maciez e textura. Para quem gosta do estilo espanhol de Madrid, é um exemplar quintessencial, que traz o ataque articulado a cremosidade e a luxúria do som espanhol. Muito recomendado para todo o repertório espanhol obviamente, e também para muitas peças instrumental brasileiras. Além disso, possui o DNA para violão clássico, podendo ser usado com êxito em todos os estilos, mas principalmente no Clássico, Romântico, Século 20 e repertório Espanhol. O típico instrumento madrilenho em seu melhor.

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Especificações Não

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