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Violão Flamenco José Gonzalez Lopez 2011 SP/CY "Blanca" (Desconto de R$ 3.000,00 à vista*)

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Descrição Rápida

José González López 2013 "Blanca" - Usado
Violão Flamenco
 
Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto alemão (maciço)
Fundo e laterais: Cipreste (maciço)
Braço: Cedro brasileiro
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “C”, suave
Acabamento: Goma-laca
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/58 mm
Tarraxas: Fustero Premium
Tensor: Não
Estojo: Usado

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  • Mão
  • Tarraxas Fustero Premium
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo

* Campos Requeridos

Detalhes

Violão Flamenco José González López 2013 SP/CY "Blanca":
 
O luthier espanhol José González López faz parte de uma nobre linhagem da luteria da região de Granada (Espanha), sendo sobrinho do célebre Antonio Marin Montero. Aprendeu com seu tio os segrdos da arte de construir violões, e segue a sua mesma filosofia de construção, de foco em qualidade sonora, complexidade de timbre, equilíbrio, projeção e tocabilidade. Desde 1988 ele divide a mesma oficina de Antonio Marin Montero, mas realizando um trabalho de personalidade própria, com violões clássicos e flamencos que são reconhecidos em todo o mundo.
  
No universo flamenco, as guitarras que possuem caixa em madeiras claras, como o cipreste ou o maple, são chamadas de "blancas", tanto com tampo de pinho como de cedro. As blancas são guitarras flamencas com menor sustentação que as negrass (as com caixa em madeira escura, como o jacarandá), com a característica de ataque agressivo e decaimento rápido flamencos, e são muito boas acompanhadoras. As blancas traduzem a tradição de dança e canto do flamenco.
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Este exemplar se trata de uma blanca, construída em 2013, com fundo e laterais em cipreste e tampo em abeto alemão. O cipreste é fantástico, tratando-se de um verdadeiro cipreste espanhol da mais alta estirpe, com corte radial de veios paralelos e densos. A uniformidade e beleza desta madeira é notável, oq ue confere maior qualidade na resposta sonora. O cipreste traz a sonoridade seca, mais definida e rouca, com boa resposta nas frequência agudas ressonância enxuta. O tampo tem um abeto alemão completamente radial, homogêneo, com veios paralelos, retos e de densidade notável. A medularidade é presente em toda a extensão, dando o aspecto acetinado e efeitos de reflexo, e o mais importante, indicando um corte excelente. O braço é de cedro brasileiro e a escala de ébano, também de primeira qualidade. Um conjunto impressionante de materiais.
  
O timbre é quintessencialmente flamenco, com aquela sonoridade seca, agressiva, penetrante que se espera de uma grande blanca. Porém, sem cair para o caricato, se tornando espetado ou pobre em sutilezas. Pelo contrário, possui corpo, sensualidade e sofisticação. Tipicamente fruto do bom gosto dos luthiers granadinos para timbre. Possui agudas cristalinas, definidas, com penetração de som mas cremosidade. Os baixos são fantásticos, com profundidade mas bastante definidos, raspados, com uma sonoridade clara e sem embolar. Como é de se esperar, o ataque é bem pronunciado, seguido de um decaimento rápido e sustenação baixa. São características que definem uma blanca, e aqui estão presentes. Como peculiaridade, podmeos citar que o montante sonoro no ataque se mantém por um breve momento adicional, antes de decair, quase como se o som ficasse represado por uma fração de segundo. Isso torna a sonoridade cheia, luxuriante, mesmo com um decaimento rápido. A guitarra tem o sabor flamenco autêntico, sem embolar nos rasgueados, e com picados bem pronunciados e boa dose de percussividade, mas suas notas também possuem expressividade para a tornar, guardadas as proporções, melódica.
  
A potência é ótima, com boa massa sonora e produção fácil, sem esforço. A projeção é razoável, com a sonoridade viajando nítida, mas com alguma perda de audibilidade em maiores distâncias, onde se escuta mais o ataque do que a sequência da nota. É claro, por um lado isso é uma vantagem em se tratando de uma guitarra cujo objetivo é ser rítmica e de acompanhamento para dança e canto. A resposta dinâmica é boa, com o melhor desempenho se dando entre mezzos e fortes, mais do que nos pianos. É um instrumento para ser tocado com vigor.
   
O equilíbrio é muito bom, com todas as cordas soando muito bem e abertas. O violão parece ter um som liberado, sem nada preso, e inclusive a corda sol soa muito bem, mesmo sendo recém-construída. Os bordões são penetrantes, com um certo metálico profundo, e as primas não ficam atrás, tendo boa massa e definição. As posições sobreagudas devem ainda abrir um pouco mais, e algumas posições nas casas altas têm a típica inconsistência de instrumentos novos. Mas no geral, o equilíbrio é surpreendente.
   
A afinação é muito boa, funciona bem mesmo com o capo em diversas posições, e a tocabilidade é excelente. O braço é levemente arredondado, com forma de C, suave,numa espessura fina e confortável. A calibragem é bem feita, respondendo bem a toques potentes, mesmo com cordas numa altura confortável para a mão esquerda. O comprimento de corda é 650 mm, sendo portanto mais cômodo que as guitarras com 660 mm, mas sem perder o tensionameto necessário para poder suportar os rasgueios e picados mais pesados. 
  
O verniz utilizado é a goma-laca, tipico da escola granadina de construção, que traz sonoridade aberta e mais harmônicos, e possui golpeador transparente protegendo os dois lados. O acabamento tem muito bom gosto e esmero na sua simplicidade. A roseta em tons apastelados, e o filete central no fundo com formato diferenciado dão um toque elegante e diferenciado. As madeiras por si só já fazem também a aparência do instrumento se destacar, e a ornamentação discreta valoriza os materiais. O verniz, aplicado à mão, e a montagem são muito bem feitos. 
  
As tarraxas são as espanholas Fustero, modelo Premium, e o estojo é Strinberg usado.
   
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 4/5. Muito bom estado. Possui diversas marcas, todas superficiais, no tampo.
  
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre belo, sofisticado, de personalidade, mantendo a secura e definição de uma blanca. Não embola. Potência impactante e equilíbrio. Tocabilidade.
   
Pontos fracos:  Projeção com mais ambiência do que alcance. Pianos não funcionam tão bem como mezzos e fortes.
   
Conclusão: É um instrumento genuinamente flamenco, mas com uma personalidade sonora peculiar. Possui uma assinatura no som, sem neutralidade ou timbre genérico. Mostra o pedigree de luthier vindo de uma grande tradição familiar. A potência é um ponto alto, juntamente com a facilidade de toque e nitidez na produção sonora. Possui corpo e expressividade, com tudo o que se quer para uma blanca acompanhadora ou mesmo solista, com fraseados mais incisivos. Um grande instrumento, numa ótima faixa de valor para tamanho desempenho.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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