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Violão Angella 2004 SP/BR (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Randy Angella 2004 - Usado

Violão Clássico

 

Condição: estrutural (5/5), estética (3,5/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)


Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C” suave


Acabamento: Goma-laca tampo, PU corpo 


Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm


Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 45/59 mm

Tarraxas: Gotoh

Tensor: Não

Estojo: Rm (incluso)





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Diagonal

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  • Mão
  • Tarraxas Gotoh
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Ambiente
  • Estojo RM
  • Selo

Detalhes

Violão Clássico Randy Angella 2004 SP/BR n.148 "Seleção Lorimer":
 
O luthier norte-americano Randy Angella iniciou sua carreira em 1975, e desde então tem combinado uma formação tradicional na luteria com habilidades e informações provenientes de diversas outras disciplinas. Essas disciplinas vão desde a Química, Arquitetura e Psicologia até programação CNC e gerenciamento de sistemas. Este espectro amplo de informações produziu uma abordagem única e efetiva na construção de violões clássicos. Com décadas de profissão, Angella se relacionou e forneceu instrumentos a muitos dos mais proeminentes artistas e professores do universo do violão, como Michael Lorimer, David Tanenbaum, Eliot Fisk, Manuel Barrueco, Jorge Caballero e muitos renomados docentes de institutos e universidades norte-americanas. Seu trabalho segue uma filosofia de buscar equilibrio, beleza de timbre e sofisticação. Nas suas próprias palavras:
 
"I build guitars that reflect my preferences in the Classical guitar. I'm not a fan of "great guitar tone" i.e. woody, soft, round echoey, Spanish. I am more interested in characteristics that lend themselves to the production of an accurate portrayal of what the composer intended. If you use sound techniques, fine woods, and a sensible design any given guitar will produce a good "sound."
I am more interested in: a sharp and clear onset, a lo ng and poetic decay, a useful balance of bass and treble, consistency of response, a wide tonal pallet, clear and strong orchestration, a wide volume dynamic, and last but not least, a love affair between the trebles and the basses."
 
Tradução Livre:
 
"Eu construo violões que refletem minhas preferências no Violão Clássico. Não sou um fã do "grande timbre de violão", isto é, amadeirado, macio, ecoante. arredondado, espanhol. E estou mais interessado em características que se prestem à produção de um retrato preciso do que o compositor pretende. Se você usa técnicas de som, boas madeiras e um projeto sensato, qualquer violão pode produzir uma boa "sonoridade". 
Eu estou mais interessado em: um ataque definido e limpo, um decaimento longo e poético, um equilíbrio funcional de graves e agudos, consistência de resposta, amplo leque de colorido tímbrico, orquestração intensa e clara, ampla gama dinâmica, e, por fim, uma relação de amor entre primas e baixos."
  
Dessas palavras, percebe-se que o luthier não se limita apenas ao paradigma de "timbre espanhol" de violão, se esquecendo de priorizar os outros detalhes. Ele valoriza a funcionalidade do instrumento como um todo, a fim de produzir um violão que atenda todos os elementos necessários para tocar Música. Os violões Angella são muito completos e possuem não só um timbre belo e sedutor, mas equilíbrio, potência, controle dinâmico, variação de timbre e uma grande nitidez e clareza de resposta.
  
Sobre a Seleção Lorimer:
  
Michael Lorimer (www.michaellorimer.com) é um concertista, arranjador e pesquisador renomado na história do violão clássico, e foi um protégé de ninguém menos que Andrés Segovia. Sendo um dos maiores especialistas em instrumentos tradicionais do mundo, ao longo de décadas, Lorimer adquiriu violões selecionados de alguns luthiers, num processo criterioso em que escolhia ou recusava metodicamente diversos instrumentos, só mantendo os que considerasse excepcionais. Desse processo, formou-se uma pequena coleção de raras jóias sonoras, da qual o sr. Lorimer permitiu que a Guitanda selecionasse alguns para comercialização. Esses instrumentos, selecionados por Lorimer, e depois escolhidos a dedo pela Guitanda, aos poucos ficarão disponíveis para o mercado.
   
Este exemplar, é um violão que passou pro todo esse processo, e, como se pode imaginar, é extraordinário. Com tampo em abeto e fundo e laterais em jacarandá baiano, possui maideras de excelente qualidade e corte. O abeto com corte radial, efeitos medulares em toda a extensão, ótima densidade de veios, bastante idade e selecionado pelas boas propriedades acústicas. O jacarandá baiano escuro, envelhecido, com veios paralelos, de alta qualidade e raridade. O braço de mogno e a escala de ébano, fazem do conjunto de madeiras deste instrumento uma seleção premium, tanto nas espécies utilizadas como no corte e propriedades sonoras. É o quarteto de madeiras que, após séculos de luteria, se considera o mais consagrado e bem sucedido. A construção é no estilo tradicional, com madeiras maciças, estrutura interna em leque com 7 varetas, e calibragem detalhada de espessuras.
 
O timbre do instrumento é um timbre tradicional, belo e sofisticado, mas que, ao mesmo tempo, possui mais claridade e brilho, sem ser estridente ou perder o corpo. Ao mesmo tempo que é encorpado e presente em todas as cordas, consegue ser brilhante e ressonante. Ou seja, é brllhante ser ser estridente nem magro, e é encorpado sem ser muito pastoso nem com médios em excesso. É uma sonoridade cristalina, pura, com um leve adocicado, harmônicos agudos que ressoam sem obscurecer a nitidez e uma fundamental presente mas que não o timbre unidimensional. É um timbre complexo, equilibrado com uma boa proporção de graves, médios e agudos, e uma sensação de clareza e definição. Os baixos soam profundos e definidos, com corpo, peso. São como a voz de um excelente barítono, que possui robustez e definição. As primas são como uma mezzo-soprano de grande extensão vocal, atingindo brilho nos agudos sem magreza no som. É raríssimo encontrar um timbre com essas características, que atinja tal brilho e mantenha as frequências graves, ficando robusto e presente. Além disso, a definição do timbre, é excepcional, e passa a impressão de que tudo que se toca é ouvido com mais clareza.
 
A resposta tímbrica é muito boa. Por um lado, possui uma ampla palheta de colorido, permitindo contrastes de sonoridade amplos ou detalhados. Varia-se o timbre perceptivelmente com apenas a mudança de ângulo de toque, o que mostra sofisticação no controle tímbrico. Por outro lado, é muito controlável, permitindo, com seu equilíbrio, produzir uma sonoridade consistente e uniforme se desejado. Assim, tanto para produzir panos tímbricos e orquestração, como para conduzir uma linha melódica coerente, o violão responde muito bem. O extremo do timbre doce e escuro não é tão opaco e pastoso, e o extremo do metálico não é tão magro, porém. O violão sempre se mantém encorpado e sempre com nitidez e certo brilho. Mas, mesmo assim, é um leque bem amplo de cor. A repsota de vibrato é boa, produzidos com expressão e sem grande esforço.
 
O ataque do instrumento é articulado, com ponta, mas com uma leve maciez. O ataque presente é seguido de um decaimento longo e lento, com a sonoridade se mantendo presente, e uma sustentação muito boa, até o som desaparecer suavemente, envolvido em harmônicos. Isso dá ao instrumento uma ótima capacidade de articulação e separação, devido ao ataque, e expressividade e cantabile pelo decaimento longo, com nitidez e separação ajudada pelo timbre muito equilibrado e sem harmônicos sujos, mas com harmônicos desejáveis que embelezam a nota. 
 
A potência é muito boa, bem acima da média em instrumentos de construção tradicional. A projeção é excelente, com ótimo alcance, nitidez que vai desde a saída do som do violão até o fundo de uma platéia, e uma bela mistura de foco com um pouco de ambiência, deixando a projeção mais "molhada" e envolvente. O retorno para quem toca é ótimo também, e consegue-se ouvir bem o violão e perceber como ele soa. Pelo corpo e boa potência, a gama dinâmica é ótima, pois tem pianíssimos projetados e encorpados, e fortíssimos que possuem um teto alto, antes de estourar. O violão suporta bem toques vigorosos, e responde com uma dinâmica maior sem perder qualidade tímbrica.
 
O equilíbrio é excepcional. Raríssimo encontrar este tipo de equilíbrio em qualquer violão, quanto mais num instrumento com características tradicionais. O equilibrio vertical, entre cordas, é balanceado e consistente, com a primeira corda encorpada e soando como a segunda; a terceira corda brilhante e nítida, coerente com as vizinhas os bordões em harmonia com as primas. Enfim, todas as cordas funcionam, combinam e mantém ainda o que e preciso ser mantido de peculiar (corda sol sedutora, braixo profundos, primeira corda expressiva e definida). Um acorde é produzido e se ouvem todas as notas, em equilíbrio, que se misturam e distinguem numa proporção ideal. Horizontalmente, entre casas, o equilibrio se mantém. Posições altas ou nas primeiras casas produzem resultados consistentes, é possivel digitar passagens sem precisar desviar de nenhuma corda ou casa, cordas soltas mantém corpo, corda presas são abertas. Posições sobreagudas funcionam, e todas as casas são consistentes no ataque e decaimento, no timbre e na potência. Equilíbrio irretocável, e conseguido sem perder o colorido e as peculiaridades de um timbre belo.
 
A tocabilidade é muito boa, com destaque para a excelente sensação de mão direita. A resposta tátil das cordas e de sua tensão ao toque é firme o suficiente para dar à mão direita uma sensação de segurança e de "snap" ao tocar, mas leve o bastante para não tornar a resistência das cordas ao toque exagerada. Firmeza e suavidade ao mesmo tempo. Para a mão esquerda, o formato do braço é muito bom, arredondado levemente, sem muita curvatura ou ângulos fechados permitindo um apoio consistente do polegar em todo o braço, em ambas as direções. O espaçamento de cordas é maior que a média, em 45mm, mas surpreendentemente, a mão esquerda ainda encontra muito conforto, sem perder muito alcance em posições abertas e é mais fácil de se tocar posições com dedos juntos. Pode não ser um espaçamento para mãos muito pequenas, mas mãos e tamanho médio e acima, e, principalmente, para dedos medios ou grossos, é confortável.
  
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo, e o poliuretano no corpo. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção. A qualidade do acabamento é boa, com o tampo possuindo algumas marcas leves e superficiais. E o poliuretano é um verniz sintético, que propicia grande proteção a desgastes, sendo muito bom para uso no corpo e braço. O acabamento como um todo é sóbrio, com contrastes entre o escuro do jacarandá e da roseta e o claro do tampo. O uso sutil de cor azul na filetação e roseta dá um toque original, mas o que realmente destaca o violão são as madeiras de muito boa aparência.
  
Inclui estojo Rm, usado em bom estado, e tarraxas japonesas Gotoh, em perfeita conservação.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão estruturalmente intacto, de qualidade de construção soberba. 
- estética: 3,5/5. Bom estado. Poucas marcas superficiais no verniz do tampo, e marcas de desgaste bem leves no verniz do fundo e laterais.
 
Resumo:
  
Pontos fortes: Timbre sofisticado, com magia, e com brilho e corpo ao mesmo tempo. Equilibrio excepcional em todos os sentidos. Nitidez e projeção para palco, com muito bom volume e ótima resposta dinâmica. Decaimento longo com sustentação muito boa. Articulação e sensação de mão direita. 
  
Pontos fracos: violão tradicional já com certo amadurecimento, mas que ainda pode abrir mais. Timbre cristalino e brilhante pode não agradar quem tem toque mais pontudo ou gosto por timbre mais pastoso e grave. Espaçamento mais largo pode não favorecer quem tem mãos pequenas.
  
Conclusão: É um instrumento excepcional, de sonoridade rica e mágica, de personalidade e timbre brilhante. Seu conjunto de características o fazem ser um violão de enorme versatilidade. Possui sustentação e um timbre belo, o que faz ser muito bom para romantismo e peças em geral que necessitem de expressividade. Possui equilibrio e nitidez para música renscentista. ossui polifonia, articulação e equilíbrio para música barroca. Possui graves profundos e definidos, com bom corpo nos agudos e excelente mistura de notas em acordes, o que o deixa bem interessante para música do período clássico. Possui articulação, definição ritmica, dinâmica e nitidez para repertório do século 20. Enfim, é um violão com plena capacidade musical, em que nenhum atributo foi esquecido. Timbre belo, sustentação, equilíbrio, dinâmica, projeção, nitidez, articulação... todos esses atributos necessários para os mais diversos tipos de composição estão presentes em boa qualidade. Talvez, não possua a sonoridade mais pastosa e grave para um choro, ou seja não tão adequado para música de acompanhamento. Mas é um instrumento solista de primeira categoria. O crivo do Michael Lorimer neste instrumento é justificado, e certamente é um dos melhores exemplares do luthier e um violão de padrão internacional plenamente habilitado para concerto. Um violão especial.

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Especificações Não

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