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Violão Arone 2001 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Claudio Arone 2001 - Usado

Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)

Tampo: Abeto (sólido)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)


Braço: Mogno

Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “D”


Acabamento: Poliuretano


Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm


Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42,5/58,5 mm

Tarraxas: Gotoh Premium

Tensor: Não

Estojo: AMS Luxo (incluso)





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  • Mão: costas
  • Ambiente
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Claudio Arone 2001 SP/BR n.128:
(VENDIDO) 
Para encomendar um Arone, escreva-nos no email contato@guitanda.com
 
O luthier brasileiro Claudio Arone é reconhecidamente um dos maiores luthiers do Brasil, com um trabalho consistentemente refinado, autor de grandes instrumentos de construção tradicional. O Arone se caracteriza pela extensa pesquisa que realiza em seu processo construtivo, e pela grande habilidade que possui na execução de seus trabalhos. Com décadas de carreira e uma média de menos de 10 violões construídos por ano, seu trabalho é detalhista e totalmente individual. Há um enorme tempo dedicado a cada instrumento, que recebe o foco de toda a atenção do luthier nos minimos detalhes da construção. Seus instrumentos são de alto padrão internacional, com sonoridade rica, sofisticada, responsiva e estética elegante. O Arone já exerceu a profissão de ourives, e na nossa opinião, até hoje, com seus violões, continua produzindo e lapidando jóias, mas agora, musicais.
 
É extremamente raro conseguir um violão Arone, pela sua baixa produção e pelo fato de que não há praticamente nenhum usado disponível para venda. Os proprietários de instrumentos Arone costumam mantê-los consigo. Por isso, é um enorme orguho podermos disponibilizar um Arone pela Guitanda.
 
Este exemplar, em ótimo estado, possui tampo de abeto (também conhecido como pinho), com veios retos, corte radial, medularidade em toda a extensão, e o efeito figurado "bearclaw" (garra de urso), muito procurado por pessoas que apreciam madeiras de estética singular, e, também, por se acreditar que tais madeiras possuem um tempero diferenciado na sonoridade. Realmente um tampo diferenciado. O fundo e laterais são de jacarandá baiano, de rao corte radial, com veios retos. É uma seleção respeitável de madeiras, que prenuncia um ótimo instrumento. O braço é feito de mogno, de grande estabilidade e a escala é de ébano de primeira linha. É a configuração mais consagrada em termos de madeira para violão, com adição de ser um conjunto de rara beleza visual. É impressionante verificar a consistência do trabalho do Arone, que já mostra sua grande qualidade neste exemplar de 2001. 
 
A sonoridade tem a magia que caracteriza os instrumentos do Arone. Timbre doce e cristalino, encorpado, com ótima  incidência de harmônicos em cada nota, dos mais graves aos mais agudos. Uma sonoridade definida, cremosa, rica e com grande resposta aos mais sutis estímulos. Talvez realmente os bearclaws propiciem um tempero diferenciado, com um som que mistura doçura com certas frequências médio-agudas que geram uma cor peculiar, que dá caráter ao violão. O ataque de cada nota mistura suavidade e percussividade, com articulação suficiente para dar a sensação de contorno do som e maciez para dar doçura. Após o ataque, o som vai decaindo lentamente, se mantendo com energia  e presença durante a sustentação padrão. É uma sonoridade muito difícil de descrever, mas que ao soar denota ao ouvinte claramente a estirpe nobre que a acompanha.
 
O equilíbrio é muito bom. Verticalmente, as cordas harmonizam seus timbres entre si. A terceira corda ainda possui o aspecto distinto peculiar a todos os instrumentos tradicionais, enquanto a primeira corda possui boa consistência com a segunda. Horizontalmente, as notas são equilibradas, e a ressonância é muito consistente em todas as casas, apesar de sutis diferenças de ressonância típicas de violões tradicionais, principalmente ainda jovens como este. A sonoridade já está razoavelmente aberta, com sobreagudos muito bons, e ressonância de harmônicos agudos bem presente.
 
O som tem a vantagem de ser maduro, com sensação de cristalino e aberto. Já está pronto para palco, gravação ou qualquer uso profissional que se queira dar a ele. É o tipo de instrumento que revela o potencial do intérprete, mostrando as sutilezas pretendidas na interpretação. É claro, revelando também todas as carências. A resposta tímbrica é excepcional, com nuances de colorido prontos para serem explorados. Por isso mesmo, é um instrumento excepcional para a formação musical, também servindo perfeitamente a quem quer se desenvolver e estudar, e não só a músicos profissionais já formados. 
 
O volume é médio, considerando o universo artesanal, com projeção do som na distância excelente, de muito alcance e nitidez. A resposta dinâmica é refinada, detalhada dos pianos aos fortes. Pela regulagem suave, possui certa limitação nos fortíssimos, mas possui margem para crescer e descrescer de forma controlada.
A tocabilidade é muito boa. A regulagem atual está bem suave, de fácil execução para a mão esquerda.  O braço tem forma de D, com achatamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, fina o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais.
 
O verniz utilizado é o poliuretano. Um verniz bastante utilizado, que propicia excelente proteção e preservação das madeiras. O acabamento como um todo é sóbrio, com contrastes entre o escuro do jacarandá e da roseta (inspirada nas rosetas de David Rubio), e o claro do tampo. As madeiras fazem o ornamento, com o jacarandá do fundo propiciando uma gradação de tonalidade em direção às laterais. Efeito esse que o Arone combinou com a mesma gradação nas laterais, escurecendo em direção ao tampo. E, é claro, destaca-se o visual diferenciado dos bearclaws do tampo, em efeitos que variam de acordo com o ângulo de visão.
 
Inclui estojo térmico da marca AMS, luxo, usado em bom estado, e tarraxas japonesas Gotoh Premium em perfeita conservação. As Gotoh Premium são um item que valoriza o instrumento, sendo tarraxas de excelente mecânica e de alto nível.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão de qualidade de construção soberba.
- estética: 4/5. Ótimo estado. Bem poucas e leves marcas no verniz.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado com muitas nuances de colorido.Nitidez e projeção para palco. Qualidade de construção excepcional, montagem e acabamento sofisticados. Tocabilidade ótima. Tarraxas Gotoh Premium.
 
Pontos fracos: Volume mediano, no nível de bons instrumentos tradicionais, e não como nas tecnologias modernas. Pode ser dificil de domar, pois revela os aspectos positivos mas também os negativos, exigindo mais do intérprete.
 
Conclusão: É um instrumento de sonoridade rica e mágica, de personalidade peculiar e resposta fidedigna. Talvez os novos exemplares do luthier possuam um pouco mais de potência, mas a magia é a mesma, com aquele arrepio na espinha ao ouvir o belo timbre que o instrumento é capaz de produzir. E pelo valor, é uma oportunidade rara de se possuir um violão tradicional de alto nível, de um luthier cujo trabalho tem reconhecimento e admiração de grandes concertistas. Totalmente indicado a quem tem gosto pelo som belo do violão, com suas complexidades, doçura e resposta sofisticada. Indicado a música clássica, desde estilos mais polifônicos a mais românticos. Possui caráter nobre, que dá gravidade a peças clássicas, mas também uma jovialidade que dá leveza em peças curtas de andamento mais ligeiro. Grande violão, como é óbvio quando se trata do luthier Claudio Arone.

Informações Adicionais

Especificações Não

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