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Violão Arone 2011 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Claudio Arone 2011 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto (sólido)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Goma-laca tampo, PU corpo
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/60 mm
Tarraxas: Rodgers
Tensor: Não
Estojo: AMS (incluso)



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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Rubner
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Claudio Arone 2011 SP/BR n.147:

O luthier brasileiro Claudio Arone é reconhecidamente um dos maiores luthiers do Brasil, com um trabalho consistentemente refinado, autor de grandes instrumentos de construção tradicional. O Arone se caracteriza pela extensa pesquisa que realiza em seu processo construtivo, e pela grande habilidade que possui na execução de seus trabalhos. Com décadas de carreira e uma média de menos de 10 violões construídos por ano, seu trabalho é detalhista e totalmente individual. Há um enorme tempo dedicado a cada instrumento, que recebe o foco de toda a atenção do luthier nos minimos detalhes da construção. Seus instrumentos são de alto padrão internacional, com sonoridade rica, sofisticada, responsiva e estética elegante. O Arone já exerceu a profissão de ourives, e na nossa opinião, até hoje, com seus violões, continua produzindo e lapidando jóias, mas agora, musicais.
 
É extremamente raro conseguir um violão Arone, pela sua baixa produção e pelo fato de que não há praticamente nenhum usado disponível para venda. Os proprietários de instrumentos Arone costumam mantê-los consigo. Por isso, é um enorme orguho podermos disponibilizar um Arone pela Guitanda.
 
Este exemplar, em excelente estado, se trata do modelo com as melhores madeiras do luthier. Madeiras que estava estocadas há muitos anos, reservadas para uso especial. O tampo é de abeto alemão, de primeira qualidade, como se pode notar pelos veios paralelos, uniformes e pelas estruturas medulares (os rajados laterais) ao longo de toda a sua extensão. É obviamente um corte totalmente radial, mas não só isso: é um tampo envelhecido, selecionado pelo seu excepcional taptone e demais propriedades acústicas. O fundo e laterais são de jacarandá baiano de tonalidade escura e estável. O braço é feito de mogno, de grande estabilidade e a escala é de ébano de primeira linha. É praticamente o melhor que se pode achar em termos de madeira para violão, num conjunto consagrado pela tradição de séculos de luteria.
 
A sonoridade tem a magia que caracteriza os instrumentos do Arone. Timbre doce e cristalino, encorpado, com incidência enorme de harmônicos em cada nota, dos mais graves aos mais agudos. Uma sonoridade definida, cremosa, rica e com grande resposta aos mais sutis estímulos. O ataque de cada nota mistura suavidade e percussividade, com articulação suficiente para dar a sensação de contorno do som e maciez para dar doçura. Após o ataque, o som se sustenta bastante, decaindo lentamente, se mantendo com energia  e presença. Responde com qualidade aos planos de dinâmica, e com excepcional controle tímbrico. É uma sonoridade muito difícil de descrever, mas que ao soar denota ao ouvinte claramente a estirpe nobre que a acompanha.
  
O equilíbrio é muito bom. Verticalmente, as cordas harmonizam seus timbres entre si. Os bordões não encobrem as primas, que por sua vez são robustas e encorpadas. A terceira corda ainda possui o aspecto distinto peculiar a todos os instrumentos tradicionais, enquanto a primeira corda possui boa consistência com a segunda. Horizontalmente, as notas são equilibradas, e a ressonância é muito consistente em todas as casas, apesar de sutis diferenças de ressonância típicas de violões tradicionais, principalmente ainda jovens como este. A sonoridade já está razoavelmente aberta, com sobreagudos muito bons, e ressonância de harmônicos agudos bem presente.
 
O som é surpreendentemente maduro para a pouca idade. Já está pronto para palco, gravação ou qualquer uso profissional que se queira dar a ele. O que só nos leva a crer no incrível potencial que este violão ainda pode atingir com o passar dos anos. É o tipo de instrumento que revela todo o potencial do intérprete, mostrando as sutilezas pretendidas na interpretação. É claro, revelando também todas as carências. Por isso mesmo, é um instrumento excepcional para a formação musical, também servindo perfeitamente a quem quer se desenvolver e estudar, e não só a músicos profissionais já formados.
 
O volume é bom para um violão tradicional, acima da média de violões tradicionais de luteria. A projeção do som na distância é excelente, com muito alcance e nitidez. A resposta dinâmica é refinada, detalhada dos pianos aos fortes. A resposta tímbrica é excepcional, com nuances de colorido prontos para serem explorados.
 
A tocabilidade é muito boa. O instrumento responde bem a toques potentes, sem trastejar. O braço tem forma de D, com achatamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, fina o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais.
 
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo, e o poliuretano no corpo. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção. A qualidade do acabamento do verniz também é excepcional, e o Arone consegue um brilho uniformidade no polimento, que são raros em goma-laca. E o poliuretano é um verniz sintético, que propicia grande proteção a desgastes, sendo muito bom para uso no corpo e braço. O acabamento como um todo é sóbrio, com contrastes entre o escuro do jacarandá e da roseta (feita artesanalmente pelo próprio Arone), e o claro do tampo. As madeiras fazem o ornamento.
 
Acompanha estojo térmico AMS em bom estado e tarraxas inglesas Rodgers, consideradas umas das melhores do mundo, em perfeita conservação.
 
Conservação:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão praticamente como novo, e de qualidade de construção soberba. 
- estética: 4/5. Muito bom estado. Muito poucas marcas superficiais, e marcas de troca de cordas no tampo abaixo do cavalete.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado com muitas nuances de colorido. Equilibrio. Nitidez e projeção para palco. Sustentação muito boa. Qualidade de construção excepcional, montagem e acabamento sofisticados. Tocabilidade ótima. Madeiras altamente valorizadas e tarraxas Rodgers.
 
Pontos fracos: Bom volume, mas no nível de bons instrumentos tradicionais, e não como nas tecnologias modernas. O equilibrio horizontal ainda precisa de amadurecimento do violão, e a corda sol distinta pode não agradar quem busca maior uniformidade.
 
Conclusão: É um instrumento excepcional, de sonoridade rica e mágica, de personalidade peculiar e resposta fidedigna. É um violão de concerto pleno, de nivel internacional, e com ele se pode conseguir resultados num nivel fino de realização musical. É uma oportunidade rara de se possuir um violão tradicional de alto nível, de um luthier cujo trabalho tem reconhecimento e admiração de grandes concertistas. É um grande violão tradicional, apropriado a todos os estilos clássicos. Um companheiro para toda a vida, que vai amadurecer esplendidamente. Poucos instrumentos possuem aquele aspecto inquantificável que chamamos de magia. Este é um deles. Além disso, está com tarraxas Rodgers inclusas no valor, o que é um grande diferencial e torna o custo benefício excelente.

Informações Adicionais

Especificações Não

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