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Violão Arone 2012 CD/IN (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Claudio Arone 2012 - Usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (3,5/5)
Tampo: Cedro Canadense (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Indiano (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Goma-laca tampo, PU corpo
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/58,5 mm
Tarraxas: Condor Luxo
Tensor: Não
Estojo: AMS Luxo (incluso)



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  • Fundo
  • Diagonal Fundo
  • Mão
  • Tarraxas Condor Luxo
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Selo
  • Estojo AMS

Detalhes

Violão Clássico Claudio Arone 2012 CD/IN n.160:
  
O luthier brasileiro Claudio Arone é reconhecidamente um dos maiores luthiers do Brasil, com um trabalho consistentemente refinado, autor de grandes instrumentos de construção tradicional. O Arone se caracteriza pela extensa pesquisa que realiza em seu processo construtivo, e pela grande habilidade que possui na execução de seus trabalhos. Com décadas de carreira e uma média de menos de 10 violões construídos por ano, seu trabalho é detalhista e totalmente individual. Há um enorme tempo dedicado a cada instrumento, que recebe o foco de toda a atenção do luthier nos minimos detalhes da construção. Seus instrumentos são de alto padrão internacional, com sonoridade rica, sofisticada, responsiva e estética elegante. O Arone já exerceu a profissão de ourives, e na nossa opinião, até hoje, com seus violões, continua produzindo e lapidando jóias, mas agora, musicais.
  
É extremamente raro conseguir um violão Arone, pela sua baixa produção e pelo fato de que não há praticamente nenhum usado disponível para venda. Os proprietários de instrumentos Arone costumam mantê-los consigo. Por isso, é um enorme orguho podermos disponibilizar um Arone pela Guitanda.
  
Este exemplar, em excelente estado, é uma raríssimo instrumento com tampo de cedro do Arone. Conhecido por fazer marjoritariamente violões com tampo de abeto, os violões de cedro do Arone provavelmente podem se contar com uma mão. Ou seja, é um exemplar extremamente difícil de se encontrar.  Como de costume, o luthier utilizou madeiras que estava estocadas há muitos anos, secas e bem cortadas. O tampo é de cedro canadense, de primeira qualidade, como se pode notar pelos veios retos, uniformes e pelas estruturas medulares (os rajados laterais) ao longo de toda a sua extensão. É obviamente um corte totalmente radial, e com uma densidade excepcional, com  veios finos e retos. O fundo e laterais são de um jacarandá indiano de tonalidade escura, veios retos e estável. A combinação cedro canadense e jacarandá indiano é muito propícia a uma boa sonoridade, com o equilíbrio e brilho do jacarandá indiano disciplinando o calor e corpo sonoro do cedro. Tanto a coloração como o corte indicam uma excelente madeira. O braço é feito de mogno, de grande estabilidade e a escala é de ébano de primeira linha. Um conjunto de madeiras muito impressionante.
  
A sonoridade é um caso único, pois tem a magia que caracteriza os instrumentos do Arone mas com timbre encorpado e caloroso do cedro. Som doce e cristalino, encorpado, com boa incidência de harmônicos em cada nota, dos mais graves aos mais agudos. Uma sonoridade definida, com boa dose de secura e fundamental como é próprio do cedro, mas com brilho e refinamento. Os graves são profundos mas com brilho e definição, e as agudas são presentes, estaladas (no bom sentido) e com uma certa maciez na textura. O ataque de cada nota mistura suavidade e percussividade, com articulação suficiente para dar a sensação de contorno do som e maciez para dar doçura. Logo após o ataque, o som sofre um decaimento rápido (outra característica do cedro) e se estabiliza num nivel de potência ainda muito bom, e sustenta bastante se mantendo com energia e presença. Ou seja, ataque doce e articulado, decaimento rápido e sustentação ótima. Isso gera boa definição, percussividade, agressividade, mas também expressividade nas notas longas. O conto.role de resposta tímbrica é excepcional em se tratando de cedro. Obviamente, não é como nos violões de abeto, mas o leque de colorido é be acima da média em violões de cedro, e mantém ainda aquela facilidade de uniformizar o som se desejado. 
  
A potência é muito boa, com potencial para encher uma sala com toques ais vigorosos. Responde com qualidade aos planos de dinâmica, com boa controlabilidade entre pianos e fortes. A projeção é ótima, pois possui a ambiência do cedro, com o som viajando para todos os lados, mas tem disciplina e foco, o que confere nitidez e não deixa a projeção descontrolar, com as frequências não embolando nunca.
  
O equilíbrio é muito bom. Verticalmente, as cordas harmonizam entre si. A terceira corda ainda possui o aspecto distinto peculiar a todos os instrumentos tradicionais, e com o amadurecimento deve abrir mais. Mas, mesmo com o som imaturo, ela possui um timbre promissor com voz de contralto e personalidade. A primeira corda possui boa consistência com a segunda. Os bordões são definidos e presentes, e as primas são fortes, com voz pra frente. Horizontalmente, as notas são equilibradas, e a ressonância é muito consistente em todas as casas, apesar de sutis diferenças de ressonância típicas de violões tradicionais, principalmente ainda jovens como este. Os sobreagudos ainda mostram a juventude do instrumento, que ainda vai abrir mais depois da casa 12.
  
A tocabilidade é muito boa. O instrumento responde bem a toques potentes, sem trastejar, mesmo com cordas numa altura confortável para a mão esquerda A regulagem atual está num padrão medio-baixo). É claro, para dinâmicas mais exageradas recomenda-se regular as cordas mais altas. O braço tem forma de D, com abaulamento na parte de trás e arestas de curva suave que geram um bom apoio para o polegar em todas as posições. A espessura do braço é confortável, fina o suficiente para permitir à mão ficar numa posição relaxada, sem fechar ou abrir demais.
  
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo, com o corpo em poliuretano. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos. O poliuretano é um verniz sintético, que propicia maior brilho e proteção. É uma combinação bastante requisitada, em que se tem o tampo livre para respirar e o restante do corpo mais protegido contra a fricção e o desgaste. A qualidade do acabamento do verniz também é excepcional, e o Arone consegue um brilho uniformidade no polimento, que são raros em goma-laca. O acabamento como um todo é sóbrio, com contrastes entre o escuro do jacarandá e da roseta (feita artesanalmente pelo próprio Arone), e o caramelo do tampo. Roseta e filetação com cores neutras, sóbrias, dando um aspecto nobre ao instrumento.
  
Inclui estojo térmico da marca AMS, luxo, usado em bom estado, e tarraxas Condor Luxo, em perfeita conservação.
  
Conservação:
- estrutural: 5/5. Ótimo estado, é um violão jovem, e de qualidade de construção soberba. 
- estética: 3,5/5. Bom estado. Na verdade, o instrumento possui uma aparência geral quase como de novo. Existem poucas e superficiais marcas na goma-laca do tampo, e uma leve opacidade na goma na região onde se encosta o braço direito. Seriam detalhes leves e normais num violão com tampo em goma laca, mas tiramos 1 ponto extra devido à 2 marcas mais profundas no tampo, na parte de baixo do cavalete, onde provavelmente as cordas escaparam e feriram a madeira. Isso é razoavelmente comum e que não prejudica a durabilidade, resistência e nem mesmo a vida útil do instrumento. Mas como são marcas que mesmo depois de retocadas iriam ainda deixar resquícios mais escuros no tampo, diminuimos a pontuação. Fora essas duas pequenas marcas, a nota seria quase perfeita.
  
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado com corpo e calor do cedro, aliado à nobreza tímbrica que o luthier dá em todos os seus instrumentos. Muito boa potência, nitidez e projeção para palco. Articulação e sustentação muito boa. Qualidade de construção excepcional, montagem e acabamento sofisticados. 
 
Pontos fracos: A variação tímbrica é menor que em instrumentos de abeto, apesar de maior que a média em cedro. O equilibrio horizontal ainda precisa de amadurecimento acima da casa 12.
 
Conclusão: É definitivamente um dos melhores violões de cedro que já vimos. Um instrumento excepcional, de sonoridade rica e mágica, de personalidade peculiar. É raro um violão de cedro manter calor e corpo, mas possuir tanta nobreza no timbre. O Arone, como um construtor extremamente refinado, conseguiu extrair do cedro características sonoras que geram refinamento de resposta no timbre, e nitidez com projeção focada. É um violão de concerto pleno, de nivel internacional, e raríssimo. Um trabalho peculiar e muito interessante de um luthier cujo trabalho tem reconhecimento e admiração de grandes concertistas. É um grande violão tradicional, apropriado a todos os estilos clássicos. Articulação e sustentação para Barroco e Renascimento, sustain e expressividade com bons graves para repertório Clássico e Romântico. E, pela percussividade, separação e calor, bom para repertório espanhol, século 20, para choro e valsas brasileiras, MPB, e diversos outros estilos que precisem de ritmo e acordes equilibrados e bem misturados sem embolar. Poder adquirir um instrumento Claudio Arone já é raro. Tê-lo pronta-entrega é mais raro ainda. E sendo de cedro, acreditamos que é uma oportunidade única. 

Informações Adicionais

Especificações Não

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