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Violão Jorge Raphael 2007 SP/BR (VENDA FINALIZADA)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Jorge Raphael 2007 - usado
Violão Clássico

Condição: estrutural (4,5/5), estética (3/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá baiano (maciço)
Braço: Cedro Brasileiro
Escala: Ébano,  elevada, 20 trastes
Formato do braço: “U” fino
Acabamento: Goma-laca
Rastilho/Pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/56 mm
Tarraxas: Gotoh
Tensor: Não
Estojo: AMS Luxo



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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Tarraxas Gotoh
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo AMS
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Clássico Jorge Raphael 2007:
  
O luthier mineiro Jorge Raphael se notabiliza pela construção de instrumentos de concepção moderna, com um trabalho que prima pelo equilíbrio entre os diversos fatores que um violão precisa conjugar na arte de ser um instrumento musical: sonoridade,  tocabilidade, estética e qualidade de construção. Seus instrumentos são bastante procurados e ele conta na sua lista de clientes o lendário duo Assad. Com um trabalho único no Brasil, Jorge Raphael é um dos únicos luthiers no mundo que constrói violões estilo Millenium com autorização do próprio Thomas Humphrey, o criador do projeto.
 
Os violões Millenium são instrumentos concebidos de forma inovadora, cujo princípio é ter o ângulo de saída das cordas do cavalete mais aberto em relação ao tampo do que nos projetos tradicionais. Dessa forma, se consegue uma transmissão de energia mais eficiente, aumentando a potência do instrumento. Além disso, a estrutura interna deste violão é em formato de treliça, cujo objetivo é priorizar a uniformidade e o equilibrio entre todas as posições e cordas do violão.
 
Este instrumento, de 2007, tem tampo de pinho e fundo e laterais de jacarandá baiano. A qualidade das madeiras sobressai, com um tampo muito envelhecido e um jacarandá centenário escuro e com belíssimo desenho de madeira. São madeiras fantásticas, que possuem qualidade de corte, boa densidade de veios, amadurecimento e beleza. Difícil imaginar melhor configuração. O pinho oferece uma sonoridade mais nítida e sofisticada, com um corte radial e medularidade aparente. O jacarandá baiano neste exemplar tem uma rara presença de veios paralelos e uma coloração escura com um contraste dramático no centro.  A escala é de ébano (com elevação) e o braço de cedro brasileiro.
  
A sonoridade tem incrível equilíbrio, com as notas soando bem em todas as casas, e a transição entre as cordas sendo suave, sem saltos. O timbre é bastante equilibrado entre todos os registros, sem tendência de estridência ou de excesso de graves, com bastante nitidez e foco, e boa presença de médios. O desempenho nas cordas intermediárias é acima da média, responde muito bem à polifonia e às vozes intermediárias. Os graves são bastante definidos e focados, e não muito profundos, primando pela nitidez. O ataque é suave, redondo, com decaimento rápido e boa sustentação, ou seja, o volume de som no ataque é macio mas pronunciado pelo decaimento rápido, com a sonoridade mantida pela sustentação. Isso dá articulação ao violão, sem perder a possibilidade melódica.
  
O equilíbrio se mantém também entre cordas e casas. Aparentemente todas as posições soam com muita consistência, sem nenhum buraco ou nota mais gritante. As cordas intermediárias têm um desempenho ótimo, com a terceira corda sem discrepâncias com as vizinhas, a primeira corda com o mesmo corpo da segunda, e os bordões equilibrados com as primas. A niidez e o equilibrio são os pontos altos desse instrumento, juntamente com a tocabilidade.
 A potência é muito boa, com projeção de bom alcance e razoável ambiência. A sonoridade viaja com a frequência  fundamental envelopada pelas frequências agudas (harmônicos) gerando boa nitidez. Possui melhor desempenho a mais de 5 metros, quando o som fica mais redondo e aberto. De perto, há uma tendência a ouvir leve entubamento, com as frequências se sobrepondo. Um instrumento para palco, portanto. A gama dinâmica é boa, com pianos bem sustentados, e fortes controláveis e não percussivos (até o limite do instrumento). Atinge os fortíssimos com certa energia, e dinamicamente funciona muito próximo do comportamento dos tradicionais, porém com um leque um pouco mais amplo.
 
A tocabilidade é um capítulo a parte. Extremamente bem regulado, fácil de tocar, com pouco esforço na mão esquerda e direita. Um dos efeitos do projeto Millenium é que a escala do violão fica elevada, na junção com o tampo, o que facilita muito o acesso da mão esquerda às posições sobreagudas, e também dá mais liberdade para a mão direita agir sem risco de tocar no tampo. O braço fino e bem proporcionado, e diversos pequenos detalhes de medida tornam a tocabilidade deste instrumento excelente. O formato de U é aquele que tem a pate de trás mais quadrada, com bastante espaço plano para o apoio do polegar. A sensação do toque na mão direita é maravilhosa, com a mistura certa de tensão e flexibilidade.
 
O verniz utilizado é a goma-laca, no instrumento inteiro, o que traz uma sonoriadade mais aberta, com a respiração maior da madeira. O acabamento é também um ponto alto do instrumento, com muito bom gosto na escolha da roseta e filetação, além de excelente aplicação de goma-laca e montagem. O trabalho técnico e ornamental do Jorge Raphael na montagem e acabamento é realmente primoroso, e além disso, a escolha de madeiras traz uma estética diferenciada.
 
Inclui estojo térmico usado da marca AMS luxo e tarraxas Gotoh.
 
Condição:
 
- estrutural: 4,5/5. Ótimo estado, nenhuma rachadura, empenamento ou mau-funcionamento. Apenas uma marca mais fundas atrás do cavalete, fruto de uma corda que escapou.
- estética: 3/5. Bom estado, sem marcas muito profundas exceto um atrás do cavalete. Porém, bastente marcas superficiais no verniz do tampo, e uma opacidade e riscos leves em geral no verniz. 
 
Resumo:
 
Pontos fortes: equilíbrio entre cordas e entre casas, timbre bem proporcionado entre graves, médios e agudos, tocabilidade excelente, tocabilidade e nitidez. Acabamento excelente.
 
Pontos fracos: resposta tímbrica tende à uniformidade mais do que ao colorido, bordões nítidos mas não tão profundos.
 
Conclusão: Um violão adequado para aqueles que buscam equilíbrio, bom desempenho polifônico, nitidez  e tocabilidade. Não serve tão bem pra repertório romântico, onde se necessite de uma sonoridade grave, expressiva, espanhola. Mas funciona otimamente para repertório moderno, música polifônica, Sor, e diversos outros campos em que se precise de articulação, nitidez, condução de vozes. Um muito bom volume, e a facilidade de tocar e retirar do instrumento nuances de dinâmica o fazem uma excelente opção para palco. Além de uma pojeção nitida de bom alcance. É mais um trabalho que consolida o Jorge Raphael como um dos maiores luthiers do país. Com certeza uma excelente compra.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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