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Violão Jorge Raphael 2013 SP/KO (Desconto de R$ 2.000,00 à vista*)

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Descrição Rápida

Jorge Raphael 2013 - usado

Violão Clássico

Condição: estrutural (5/5), estética (4/5)

Tampo: Abeto (maciço)

Fundo e laterais: Koa Havaiana (maciço)

Braço: Cedro Brasileiro

Escala: Ébano,  elevada, 20 trastes

Formato do braço: “D” fino

Acabamento: Goma-laca
Rastilho/Pestana: Carbono/Snakewood

Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/56 mm

Tarraxas: Alessi

Tensor: Tirante de maple

Estojo: térmico



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  • Diagonal fundo
  • Mão
  • Mão: costas
  • Tarraxas Alessi
  • Detalhe: roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: escala elevada
  • Selo
  • Estojo térmico

* Campos Requeridos

Detalhes

Violão Clássico Jorge Raphael 2013:
  
O luthier mineiro Jorge Raphael se notabiliza pela construção de instrumentos de concepção moderna, com um trabalho que prima pelo equilíbrio entre os diversos fatores que um violão precisa conjugar na arte de ser um instrumento musical: sonoridade,  tocabilidade, estética e qualidade de construção. Seus instrumentos são bastante procurados e ele conta na sua lista de clientes o lendário duo Assad. Com um trabalho único no Brasil, Jorge Raphael é um dos únicos luthiers no mundo que constrói violões estilo Millenium com autorização do próprio Thomas Humphrey, o criador do projeto.
 
Os violões Millenium são instrumentos concebidos de forma inovadora, cujo princípio é ter o ângulo de saída das cordas do cavalete mais aberto em relação ao tampo do que nos projetos tradicionais. Dessa forma, se consegue uma transmissão de energia mais eficiente, aumentando a potência do instrumento. Além disso, a estrutura interna deste violão é em formato de treliça, cujo objetivo é priorizar a uniformidade e o equilibrio entre todas as posições e cordas do violão.
 
Este instrumento, de 2013, tem tampo de pinho e fundo e laterais de koa havaiana com efeito flame. A qualidade das madeiras sobressai, com uma koa belíssima, dourada, de veios paralelos e efeito figurado tigrado que varia dramaticamente de acordo com o ângiulo de luz. São madeiras fantásticas, que possuem qualidade de corte, boa densidade de veios, amadurecimento e beleza. O pinho oferece uma sonoridade mais nítida e sofisticada, com um corte radial e medularidade aparente. A koa é uma madeira originária do Havaí, de grande valor, e possui qualidades acústicas excepcionais, com definição e ressonância de harmônicos, mantendo ainda bom desempenho de profundidade de graves. Produz graves mais nítidos e focados que o jacarandá, e mais calor que o mogno. A escala é de ébano (com elevação) e o braço de cedro brasileiro.
  
A sonoridade tem incrível equilíbrio, com as notas soando bem em todas as casas, e a transição entre as cordas sendo suave, sem saltos. O timbre é bastante equilibrado entre todos os registros, sem tendência de estridência ou de excesso de graves, com bastante nitidez e foco, e boa presença de médio-agudos. O timbre tem uma ressonância reverberante e com boa definição. A escolha de uma paestana em snakewood (madeira) e rastilho em fibra de carbono gera uma sonoridade mais adocicada mas com brilho nos médio agudos. O desempenho nas cordas intermediárias é acima da média, responde muito bem à polifonia e às vozes intermediárias. Os graves são definidos e focados, e não muito profundos, primando pela nitidez. O ataque é semi pronunciado, arredondado, com decaimento uniforme e boa sustentação.
  
O equilíbrio se mantém também entre cordas e casas. Aparentemente todas as posições soam com muita consistência, sem nenhum buraco ou nota mais gritante. As cordas intermediárias têm um desempenho ótimo, com a terceira corda sem discrepâncias com as vizinhas, a primeira corda com o mesmo corpo da segunda, e os bordões equilibrados com as primas. As cordas soltas possuem uma certa suavidade que se equilibra com as notas em posições presas. A niidez e o equilibrio são os pontos altos desse instrumento, juntamente com a tocabilidade.
 
A potência é  boa, com projeção de bom alcance e razoável ambiência. A sonoridade viaja com a frequência  fundamental envelopada pelas frequências agudas (harmônicos) gerando boa nitidez. Possui melhor desempenho a mais de 5 metros, quando o som fica mais redondo e aberto. De perto, há uma tendência a ouvir leve enevoamento, com as frequências de harmônicos se sobrepondo. A gama dinâmica é boa, com pianos bem sustentados, e fortes controláveis e não percussivos (até o limite do instrumento). Atinge os fortíssimos com certa energia, e dinamicamente funciona muito próximo do comportamento dos tradicionais, porém com um leque um pouco mais amplo.
 
A tocabilidade é um capítulo a parte. Extremamente bem regulado, fácil de tocar, com pouco esforço na mão esquerda e direita. Um dos efeitos do projeto Millenium é que a escala do violão fica elevada, na junção com o tampo, o que facilita muito o acesso da mão esquerda às posições sobreagudas, e também dá mais liberdade para a mão direita agir sem risco de tocar no tampo. O braço fino e bem proporcionado, e diversos pequenos detalhes de medida tornam a tocabilidade deste instrumento excelente. O formato de D é aquele que tem a prate de trás mais reta, com arredondamento em direção aos lados do braço. A sensação do toque na mão direita é maravilhosa, com a mistura certa de tensão e flexibilidade.
 
O verniz utilizado é a goma-laca, no instrumento inteiro, o que traz uma sonoriadade mais aberta, com a respiração maior da madeira. O acabamento é também um ponto alto do instrumento, com muito bom gosto na escolha da roseta e filetação, além de excelente aplicação de goma-laca e montagem. O trabalho técnico e ornamental do Jorge Raphael na montagem e acabamento é realmente primoroso, e além disso, a escolha de madeiras traz uma estética diferenciada, com a koa flamejante no fundo e laterais, e nas chapas na frente e nas costas da mão.
 
Inclui estojo térmico usado em estado razoável e tarraxas italianas Alessi.
 
Condição:
 
- estrutural: 5/5. Excelente estado, nenhuma rachadura, empenamento ou mau-funcionamento. Estruturalmente intacto.
- estética: 4/5. Ótimo estado, poucas marcas bem leves.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: equilíbrio entre cordas e entre casas, timbre bem proporcionado entre graves, médios e agudos, tocabilidade excelente, tocabilidade e nitidez. Acabamento excelente.
 
Pontos fracos: resposta tímbrica tende à uniformidade mais do que ao colorido, bordões nítidos mas não tão profundos. Ataque e desempenho de cordas soltas menos pentrante, o que ajuda no equilíbrio, mas traz uma sonoridade menos aberta.
 
Conclusão: Um violão excepcional para aqueles que buscam equilíbrio, bom desempenho polifônico, nitidez  e tocabilidade, com uma certa ressonância diferenciada. Não serve tão bem pra repertório romântico, onde se necessite de uma sonoridade grave, expressiva, espanhola. Mas funciona otimamente para repertório moderno, música polifônica, Sor, e diversos outros campos em que se precise de articulação, nitidez, condução de vozes. Pela ressonância e sustain, música renascentista soa muito bem, com vozes cheias e reverberantes. Um bom volume, e a facilidade de tocar e retirar do instrumento nuances de dinâmica o fazem uma excelente opção para palco. Além de uma projeção nitida de bom alcance. Além de ser um lindo instrumento. É mais um trabalho que consolida o Jorge Raphael como um dos maiores luthiers do país. Com certeza uma excelente compra.
 

Informações Adicionais

Especificações Não

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