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Violão Roberto Gomes 1993 SP/BR "Torres" (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

(VENDIDO)


Roberto Gomes "Torres" - Usado

Violão Clássico


Condição: estrutural (4,5/5), estética (3/5)

Tampo: Abeto (sólido)

Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (sólido)

Braço: Cedro Brasileiro

Escala: Ébano, Tradicional, 19 trastes

Formato do braço: “C” suave

Acabamento: Poliuretano

Rastilho e pestana: Osso


Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)

Comprimento de corda: 650 mm

Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 43/57 mm

Tarraxas: Não Identificadas

Tensor: Não

Estojo: Incluso (usado)






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Diagonal

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  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Detalhe: fundo
  • Cenário
  • Deitado
  • Estojo usado
  • Selo

Detalhes

Violão Roberto Gomes 1993, réplica de Torres, n.83 "La Viçosa":

(VENDIDO)
 
O luthier Roberto Gomes é uma das figuras mais proeminentes da luteria brasileira. Possui notório conhecimento da história da luteria, domínio técnico da construção, reconhecimento de grandes concertistas e é um dos maiores construtores de réplicas de Torres a nível mundial, com seus instrumentos constando dos acervos do National Music Museum, nos EUA. Sua versatilidade como construtor de violões é dificilmente igualada. Seus projetos vão desde réplicas de fidelidade e sonoridade soberba a instrumentos modernos, como o Spiritus, em que usa elementos inovadores na construção para maior impacto sonoro. No seu currículo constam experiências como luthier na Espanha, EUA e artigos e palestras na GAL (Guild of American Luthiers), sendo membro desta respeitada instituição, além de ter chefiado um respeitado curso de luteria em São João Del Rey, nas décadas de 1980 e 1990. Seu trabalho como luthier já se tornou um dos grandes marcos da história da luteria brasileira, e seus instrumentos, impressionantes ferramentas sonoras, são obras de arte em todos os sentidos.
 
O espanhol Antonio de Torres Jurado foi o pai do violão atual, e delineou, no final do século 19, as diretrizes que seriam o padrão mundial de violão clássico. Seu trabalho se dividiu em 2 períodos a longo de sua vida, sendo que o primeiro, de 1854 a 1869, foi conhecido como Primeira Época, e o segundo, de 1875-1892, de Segunda Época. Os instrumentos da primeira época são numerados, segundo o padrão estabelecido por Jose Romanillos, com o prefixo "FE" (First Epoch), e os da segunda época, SE (Second Epoch).
 
Este instrumento, em específico, é uma réplica baseada no trabalho da segunda época do luthier, e foi batizado pelo Roberto Gomes de “La Viçosa”. Aliás, é um costume do luthier batizar cada um de seus instrumentos com um nome espanhol. De 1993, faz parte da safra de lendários instrumentos construídos por ele na década de 1990, em que sua maturidade como luthier e o uso de fabulosos materiais na construção resultaram em violões aclamados pela excelência acústica e estética.
 
As madeiras deste instrumento são simplesmente espetaculares. O fundo e laterais são feitos de Jacarandá Baiano, de primeira qualidade, com veios retos e alternados entre o negro e o marrom escuro avermelhado. É um corte e qualidade de madeira soberbos. O tampo é de Abeto (Pinho), corte radial, envelhecido, com densidade de veios consistente e medularidade em toda a extensão. São madeiras de rara beleza e grandes propriedades acústicas. O Jacarandá Baiano gera uma sonoridade profunda, com graves cavernosos e o Abeto traz refinamento, brilho, colorido e nitidez. O braço é de Cedro Brasileiro com escala de Ébano, com boa resistência estrutural, mas sem perder a leveza que caracteriza o projeto Torres.
 
O timbre é a quintessência do que se espera num violão tradicional de estilo espanhol. Cremoso, sofisticado, com corpo e brilho. As primas cantam doces e expressivas e os bordões possuem um grave profundo e com definição. A sonoridade tem o raro dom de misturar transparência, pureza, mas personalidade. Com ataque robusto, decaimento típicamente tradicional (como o final de uma curva normal) mas sustentação acima da média, o violão possui presença e robustez, tendo já um timbre amadurecido e aberto.
 
A potência é muito boa, e se considerarmos que se trata de um violão tradicional, é excepcional. Possui um volume bem acima da média, com projeção de ótimo alcance, e boa ambiência. A resposta dinâmica também é muito interessante, com pianos encorpados e firmes, e boa resposta a toques mais fortes. O leque dinâmico não é tão amplo como em insturmentos modernos, mas o controle de dinâmica é consistente, e permite contrastes satisfatórios.
A resposta de timbre é ótima, com doces aveludados e límpidos, e variação de colorido com controle de ângulo de mão, e refinamento de nuances. Vibratos bons, realçados pela boa sustentação.
O equilibrio vertical, entre cordas, é bom, com ótimos bordões e primas que se equiparam em projeção. A primeira corda e encorpada e firme, e a terceira corda tem a peculiaridade usual em instrumentos tradicionais, com voz mais sedosa de contralto. O equilibiro horizontal é razoável, como é de se esperar em projetos espanhóis desse período. Algumas posições ressoando um pouco diferente de outras, mas com sobreagudos muito bons.
A tocabilidade é boa, acima da média, com o braço e forma de C, suave, com leve achatamento atrás. A espessura é mediana, com boa sensação de pegada de mão esquerda. O baixo peso do instrumento o faz muito fácil de manipular, repousa leve na perna e se firma com o peso do braço. A distância entre cordas é confortável, padrão. O salto (onde o braço junta-se ao corpo) tem formato para bom apoio do polegar.
O acabamento é feito com Poliuretano, o que confere proteção. Como o instrumento já possui bom amadurecimento, o verniz já se encontra num bom estado de secagem, e a sonoridade aberta. A decoraçao é sóbria, com filetes lisos e osso no bloco do cavalete. A roseta, feita artesanalmente pelo próprio Roberto Gomes, é uma réplica das roseta usadas por Torres, com coloração esverdeada. Juntamente com o amarelo do tampo,a combinação dá um tom brasileiro na ornamentação, como é característica buscada pelo luthier. O salto é pontudo e alto, como era característica dos instrumentos Torres de jacarandá. 
Acompanha estojo usado, em estado estético ruim (alguns rasgos no revestimento externo). As tarraxas, originais, em forma de lira, não foram identificadas, mas possuem ainda perfeito funcionamento.
Condição:
- estrutural: 4,5/5. Ótimo estado, nenhuma rachadura, histórico de reparo. Possui o normal abaulamento de tampo e empenamento de braço que todos instrumentos tradicionais são projetados para ter ao serem construídos.
- estética: 3/5. Bem conservado para a idade. Há marcas no verniz, em diversas regiões, mas sem marcas nas madeiras.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: timbre sofisticado, doce e robusto, alta qualidade de construção, projeção nítida, sonoridade madura, potência e colorido. 
 
Pontos fracos: equilíbrio horizontal com inconsistências típicas de violões tradicionais.
 
Conclusão: Um violão excepcional, apaixonante e sonoro. É destinado a quem quer um instrumento de sonoridade de concerto, mas com toque e charme do século 19, ataque robusto, colorido e expressividade. A quintessência do som tradicional de violão, com um conjunto propriedades técnicas excelente (volume, tocabilidade, sustentação, projeção, nitidez). Para repertório clássico, romântico e tudo o mais que exija expressividade, é uma preciosidade. Com sua nitidez e sustentação, possui boas características para musica renascentista e barroca. A leveza do instrumento contrasta com o peso da sonoridade, e intriga num primeiro momento, para depois, conquistar.

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Especificações Não

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