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Violão Sergio Barbosa 2006 SP/BR (VENDIDO)

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Disponibilidade: Esgotado

R$0,00

Descrição Rápida

Sergio Barbosa 2006 - Usado
Violão Clássico
 
Condição: estrutural (4/5), estética (4/5)
Tampo: Abeto (maciço)
Fundo e laterais: Jacarandá Baiano (maciço)
Braço: Mogno
Escala: Ébano, tradicional, 19 trastes
Formato do braço: “D”
Acabamento: Goma-laca tamo, PU corpo
Rastilho e pestana: Osso
Cordas: clássicas (nylon, carbono, similares)
Comprimento de corda: 650 mm
Espaçamento de cordas pestana/rastilho: 42/57 mm
Tarraxas: Schaller
Tensor: Não
Estojo: incluso



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  • Frente
  • Diagonal
  • Lateral
  • Fundo
  • Diagonal Fundo
  • Mão
  • Tarraxas Schaller
  • Mão: costas
  • Roseta e cavalete
  • Detalhe: roseta e filetação
  • Estojo
  • Selo
  • Ambiente

Detalhes

Violão Clássico Sergio Barbosa 2009 SP/BR n.35:
 
O luthier brasileiro Sergio Barbosa é um dos maiores talentos da sua geração. Começou a surgir no cenário brasileiro no início dos anos 2000, com um trabalho consistente que segue uma proposta de construção bastante tradicional, evocando a linhagem clássica do violão que vem desde meados do século 20. Seus instrumentos já foram elogiados por grandes concertistas brasileiros, e se caracterizam por grande sofisticação no timbre e resposta tímbrica, som bem sustentado e bom amadurecimento com os anos. O Sergio Barbosa também é um exímio violonista, o que o ajuda como luthier, ao saber o que buscar na sonoridade de seus instrumentos.
 
Este modelo foi construído juntamente com o instrumento de uso pessoal do próprio Sergio Barbosa, com caracaterísticas idealizadas pelo próprio luthier para atingir o ideal sonoro tradicional, doce, responsivo e sofisticado. O tampo é de Abeto, com veios paralelos e presença de medularidade por toda a extensão, que denotam um corte bem radial. O tampo, já com certo amadurecimento, traz uma sonoridade mais aberta e desenvolvida do que a que tampos mais novos apresentariam. O fundo e laterais são de Jacarandá Baiano, coloração marrom-avermelhado escuro. O Jacarandá Baiano é a madeira mais tradicional e cobiçada da luteria violonística, pelas características de profundidade e riqueza que ele dá ao timbre. O braço é de Mogno e a escala de Ébano. O conjunto mais tradicional possível.
 
Ele tem um timbre tradicional, puxando pro doce, boas parciais graves, bastante harmônicos agudos, e bom peso de médios. A sonoridade é encorpada, e consegue ter doçura aliada a nitidez, com transparência. É muito dificil descrever quando o timbre de um instrumento possui aquele "quê" de magia, mas este é um instrumento que tem esse timbre diferenciado que transmite refinamento, peculiaridade e clareza. O ataque é bastante redondo e o decaimento do som logo após o ataque é lento. Ou seja, a sonoridade se sustenta cheia por mais tempo, antes de sumir, o que torna o violão bastante sonoro, e dá ótima possibilidade de expressão, com vibratos mais longos. Responde bem a diferentes ângulos de toque, e diferentes formas de unha. É daqueles instrumentos que mudam de acordo com cada pessoa que toca, por ter boa maleabilidade de timbre. É um pouco temperamental também, tem que estar com o toque consistente senão ele acusa. Nesse sentido, é excelente para se desenvolver a sonoridade do músico.

O volume é bom para um violão tradicional, acima da média de violões tradicionais de luteria. E, com uma boa fundamental, e boa quantidade de harmônicos superiores, o som viaja bem, com bom alcance. Mas a ambiência também é boa, pois o timbre tem boa carga de harmônicos graves, dando uma projeção boa frontalmente e também lateralmente.
Em termos de equilíbrio, é excelente. Ótimo equilibrio vertical (entre cordas), sendo que os bordões são presentes e firmes, e as primas encorpadas e sonoras. A terceira corda, como por natureza, é um pouco mais opaca que as vizinhas, mas é mais aberta do que a média, com sonoridade sedutora e musical. A primeira corda possui corpo, e nenhuma corda destoa das demais. Horizontalmente (entre casas) é excelente, com todas as posições soando bem, tanto em projeção como em sustain, ressonância e timbre. Não se identificam buracos no som, em nenhuma posição, e as posições sobreagudas funciona bem. É claro, como todo instrumento tradicional, há leves diferencás entre notas, mas muito sutis, e no geral, é possivel conduzir melodias e polifonias em diversas posições.
 
A tocabilidade é razoável, pois o violão funciona bem com cordas mais tensas. A pegada do violão e bem firme, o braço tem o formato de D, levemente achatado atrás com arestas arredondadas, e espessura média. Obviamente, tocabilidade depende da anatomia e gosto de cada instrumentista.
 
O verniz utilizado é a goma-laca no tampo, com poliuretano no corpo. A goma-laca é um verniz bastante tradicional, orgânico, que propicia uma sonoridade mais livre e com mais harmônicos, nesse tipo de construção. O poliuretano é mais compacto, brilhoso, e gera maior proteção. Um ponto positivo é que o verniz no braço é o Poliuretano o que garante mais resistência ao desgaste nessa região. O acabamento é bom, com a goma-laca do tampo bem homogênea, e as aspectos decorativos bem sóbreos. Mão em formato Hauser, roseta e filetação em tons beges, e sem grandes detalhes decorativos, o instrumento é discreto e bem elegante.
 
Inclui estojo térmico, usado, em bom estado. As Tarraxas são Alemãs Schaller.
 
Conservação:
- estrutural: 4/5. Muito bom estado, apenas possui uma marca um pouco mais funda no tampo, que chegou à madeira. Mas sem danos estruturais mais graves.
- estética: 4/5. Muito bom estado Algumas marcas leves na goma-laca (o que é praticamente inevitável em instrumento com esse verniz) e o verniz do fundo tem alguma perda de brilho devido ao desgaste natural. A únic marca mais profunda é no tampo, perto da culatra.
 
Resumo:
 
Pontos fortes: Timbre sofisticado, doce, com nuances de colorido. Sonoridade encorpada em todas as cordas, muito equilibrado. Sustentação muito boa, ataque macio. Boa projeção.
 
Pontos fracos: Tocabilidade regular.
 
Conclusão: É um instrumento com pontos fortes na resposta tímbrica e na sustentação. Ele tem sonoridade cheia, bastante corpo nas primas, e timbre mais pro doce. A tocabilidade poderia melhorar um pouquinho mas ainda é muito aceitável. Tocar um repertório clássico cai bem no violão, e música brasileira também. É um instrumento, afinal, tradicional com todos os aspectos que fizeram do violão um instrumento muito amado: doçura, expressividade, colorido tímbrico, romantismo. Por isso parece ser um instrumento ideal para quem busca um repertório clássico, Segoviano, e pela doçura, valsas brasileiras. Se comporta muito bem peças românticas, Villa-Lobos, repertório do século 19 (Giuliani, Legnani, Mertz, etc..), e possui sustentação e nitidez para repertório polifônico também. Pela espessura não fina do tampo, é o típico instrumento que não deve se prejudicar com o tempo, pelo contrário, se beneficia com o amadurecimento, e deve ser um companheiro pra vida toda, constantemente evoluindo. Realmente, uma das melhores opções para quem busca um violão tradicional no bom e puro sentido do termo.

Informações Adicionais

Especificações Não

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